Cenários de Loriga


Cascata das Lamas (Ponte Zé Lages)

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Cascata das Lamas (Ponte Zé Lages)

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Os Bicarões
Situado na Penha dos Abutres, este local assim chamado, tem haver
pela formação ali de deslumbrantes quedas de água, nomeadamente
no inverno, às quais o povo se habituou a chamar de "Bicarões".
Local verdadeiramente paisagístico, bem como, toda a área
envolvente, ali chegados, dá-nos a sensação de voltar-mos para
trás no tempo, de dezenas ou até centena de anos
No verão todo aquele local se torna aprazível, encantador e belo,
mas no inverno torna-se temeroso e arrepiante.
Hoje de difícil acesso, tempos houve, de existirem caminhos acessíveis
que davam a terras de cultivo que existiam bem perto dos "Bicarões".
Em tempos já muito distantes, os "Bicarões" foi cenário de um trágico
acidente, que a poesia do povo ainda recorda.

*
Lá em cima nos Bicarões
Há lá um poço sem fundo
Caiu p´ra lá a Maria Emília
Que logo foi ter ao outro mundo

*
Ai que saudades
Ai que paixão
Dos tempos que
Já lá vão...

Os Bicarões


Casa dos Velhos

Casa dos Velhos *
Situada na chamada Calçada Romana (Rua de S.Sebastião) perto
do cemitério, construída em pedra e xisto é bem a originalidade de
uma habitação serrana.
Perde-se a conta aos anos desde quando ali está construída, popularmente
chamada "Casa dos Velhos" este nome vem já de há muitos anos.
Consta de relatos antigos, terem chegado a Loriga, dois velhos a pedir esmola.
Como dormiam nas ruas, foi-lhes oferecido esta casa, para pernoitarem. Por ali
ficaram a viver durante muitos anos, por isso se passou a chamar "Casa dos Velhos", nome que foi
passando de gerações chegando aos nossos dias.

* Relato popular


As Ribeiras de Loriga

Dos motivos paisagísticos que mais impressionam o olhar sobre Loriga, é sem dúvida os recortes cravados em profundos vales e nestes correm velozes e sinuosos as águas cristalinas das ribeiras das Naves ou "Courelas e "São Bento" que parecem acariciar com um abraço de feição um castelo maravilhoso de intermináveis socalcos, que os antepassados loriguenses ergueram um dia com suor, para como que colocar em altar bendito a sua adorada terra.
As duas ribeiras de Lorigas que correm do nascente para o poente juntam-se ao fundo da vila para numa só se incorporar no rio Alva perto da Vide e assim as suas águas chegam ao rio Mondego e deste ao mar. Desde sempre estas ribeiras tem conservado os nomes como hoje ainda assim são chamadas, as suas águas nelas deslizando vertiginosamente parecem no verão silenciosas, pondo até a descoberto toda a sua beleza com as suas pedras mantendo a brancura da espuma com que são cobertas no rigor do inverno, quando as águas temíveis e furiosas parecem ter pressa de chegar ao mar.

Ribeira da Nave (cenário no Verão) Verão)ilde;o)

Ribeira da Nave (Inverno)

Ribeira da Nave (cenário no Verão)

Ribeira da Nave (cenário no Inverno)

- A Ribeira da Nave -

Mais popularmente chamada Ribeira das "Courelas" é, sem dúvida, a de maior caudal, principiando na "Garganta" junto aos poços de Loriga. Tem a particularidade de somente uma fábrica de lanifícios ter sido construída junto a ela, ao contrário da ribeira de São Bento onde, de facto se implantou a maior força industrial desta Vila.
Ao longo do seu percurso as águas da ribeira das "Courelas" foram, desde sempre, muito utilizadas para regadio, assim como, também, muito úteis na movimentação dos muitos moinhos de água que um pouco por todo o seu percurso chegaram a existir. É também por esta ribeira, que os Loriguenses têm uma certa atracção pois, desde sempre, eras nas águas cristalinas dos muitos dos poços nela existentes, que a população mais acorria para se banhar, o mesmo acontecendo hoje, ao ter sido nela construída a Praia Fluvial de Loriga.
Como se disse, esta ribeira tem a característica de ser dali que sai a maioria da água para o regadio das sementeiras, encaminhada através de levadas construídas que a levam a qualquer local por mais remoto que seja, inclusivamente, a levam também a passar pelo centro da vila.
São muitos os poços que se estendem ao longo do leito desta ribeira e que parecem estar ainda na memória de todos, ficando mesmo para sempre na recordação, porque de todos eles parece haver histórias para contar.- Açude; Zé Lages; Pinheiro; Caldeirão; Meninas; Moinhos; Da Olinda; Curilha; Courelas; Eras; Caneladas; Aparício; Forte etc., todos eles parecem ser lugares sonhadores à excepção do "Caldeirão" que se torna medonho com lendas mesmo para contar, por isso, serem poucos os que ali se atrevem a nadar.
Tem, como afluente, um pequeno ribeiro chamado do "Cortiçor" que se forma junto ao poço do "Bicarões" e se vai juntar a esta ribeira junto ao poço do Pinheiro (Moenda). São quatro, as pontes que sobre ela passam:- Ponte do "Zé Lages" a Ponte Romana, a do Ribeiro da Ponte e ainda uma outra de passagem onde as duas ribeiras se juntam. Estas últimas três unicamente para passagem de peões.
Sobre a ribeira das Courelas há a passagem mais história da vila de Loriga, ou seja a Ponte Romana que durante séculos foi sem dúvida a única construída em cantaria, além desta, há a ponte do "Zé Lages" onde passa a Estrada Nacional Nr.231 e aqui que está situada a Cascata das Lamas, há também a ponte do "Ribeiro da Ponte" e ainda uma outra ponte esta de madeira e de passagem no local conhecido por "Duas Ribeiras" onde as duas ribeiras de Loriga se juntam.


Ribeira de São Bento (Verão)(Verão)ilde;o)(Verão)ilde;o)

Ribeira de São Bentoo Bentoo Bento

Ribeira de São Bento (cenário no Verão)

Ribeira de São Bento (cenário no Inverno)

- A Ribeira de São Bento -

A Ribeira de São Bento, menos vistosa tem uma característica própria na sua história, de ter sido no passado, de verdadeira importância no poder económico e progresso da vila de Loriga. Foi junto a esta ribeira que principiou a industria de lanifícios com a construção das fábricas, pois eram as suas águas a força motriz para as mover, que tornaram a Vila de Loriga um das principais terras industriais do distrito da Guarda.
Como aconteceu um pouco por todo o lado o principio da industria de lanifícios começou junto aos rios ou ribeiras onde eram construídas as fábricas, por isso a necessidade da água para a laboração das mesmas, Loriga não fugiu à regra e as condições excelentes da Ribeira de São Bento foi fundamental para o desenvolvimento da industria de lanifícios em Loriga, hoje apesar de não haver essa necessidade, as fábricas da vila de Loriga que se continuam a visionar ao longo da ribeira de São Bento, fazem hoje parte de um passado, mesmo abandonadas e algumas em ruínas são testemunhos presentes de quanto foi útil as águas que corriam na ribeira e importantes no progresso da vila de Loriga.
A origem do nome desta é por nascer junto ao Cabeço de São Bento, tendo também um pequeno ribeiro que a ela se junta perto da antiga fábrica das Tapadas, ao longo do seu percurso tem quatro pontes duas em cantaria a dos "Leitões" passagem da estrada Nacional Nr.231 e a do "Porto".
Tem ainda duas pontes em madeira situadas uma junto à fábrica "Moura Cabral" e uma outra onde se juntam as duas ribeiras. Nos últimos passou a dispor de uma outra passagem esta em betone, junto ao lugar conhecido por "Regato" .
Não sendo os seus "poços" tão atraentes para os banhistas como são os da ribeira das Courelas é também ao longo da ribeira de São Bento que existiram alguns moinhos que foram de muita laboração mas que com os tempos foram também perdendo a sua actividade.
As ribeiras de Loriga, são pois algo que faz parte do que a Natureza construiu para dar à vila de Loriga um esplendor de beleza e de riqueza e acima de tudo na sobrevivência das pessoas e da Vida.

***

Nota:-As ribeiras de Loriga são, pois, algo que faz parte do que a Natureza construiu para dar à vila de Loriga um esplendor de beleza, de riqueza, de vida e sobrevivência das pessoas.

Vídeos

= Ribeirada em Loriga =

= Ribeiras de Loriga =

= Águas vivas na ribeira =


Os Balcões de Loriga

Os balcões de pedra que se vêm um pouco por todas as ruas, largos e becos de Loriga antiga, fazem parte da arquitectura rural da povoação desde o seu início, e são um contributo para a tornar numa vila bela, típica e verdadeiramente acolhedora.

Ao percorrer a Vila de Loriga, decerto irá reparar em muitos Balcões de pedra, que dão o acesso a muitas das habitações, havendo, em tempos, muitos mais.
Na década de 1950, uma decisão arrojada levou o Senhor Presidente da Junta de Freguesia de então, Manuel Gomes Leitão Júnior, a uma politica do "deita abaixo" de muitos dos balcões que existiam, os quais, segundo consta, dificultavam o acesso a muitas ruas e becos.
Os Balcões são normalmente construídos em granito, e perde-se no tempo as gerações que por ali passaram e se sentaram naquelas pedras gastas e nuas que, ao mesmo tempo, são testemunhas ou mesmo relíquias simbólicas do um passado e de uma outra realidade.
Em épocas já distantes, era típico ver as pessoas sentadas nos balcões, tagarelando ou cantando em paz e harmonia, sendo hoje lembranças e saudades que ficaram na recordação de muitos, mas que aos poucos se vai vendo desaparecer.
Hoje com a cimentação de muitos dos Balcões de pedra o que, de certa forma, representa um atentado à arquitectura tradicional e pitoresca da vila, os Balcões de pedra vão perdendo, desse modo, a sua originalidade secular.
No entanto ainda hoje podemos ver muitos na sua originalidade até alguns ornamentados com vasos de flores, o que os torna ainda mais pitorescos e bonitos.

Balcões numa das ruas de Loriga (Rua das Flores)


Balcão da Escola Velha

O Balcão da Escola Velha

O balcão situada junto ao local conhecido por "Praça" na Rua Sacadura Cabral, que popularmente se continua a chamar pelo "Balcão da Escola Velha", nome que assim ficou, porque era ali a entrada de acesso à escola que ali existiu numa Loriga de outras eras.
É sem dúvida o local mais castiço existente em Loriga, recanto de saudade nele se sentaram gerações de miúdos, jovens, rapazes e homens, que ali trocavam e ainda hoje trocam alegrias, novidades e tristezas em que a alma da saudade não faz esquecer recantos que nos fazem lembrar, pessoas e pedras que se conheceram.


Becos e Pátios de Loriga

São recantos típicos e pitorescos de uma vila antiga, que podemos ver e admirar um pouco por toda a parte histórica de Loriga. Um viver em comunidade onde os sentimentos, amizades, alegrias, tristezas, vivem lado a lado e se cruzam dia a dia na mesma vivência, estando bem presentes a mesmas calçadas, as soleiras das portas, as mesmas portas, os balcões, as próprias pedras, tudo isso, continuando a serem testemunhas silenciosas de um passado de gerações, que parecem guardarem para sempre as recordações.
Mesmos os tempos hoje em dia serem outros, os Becos e Pátios de Loriga continuam ainda bem presentes nas raízes de um povo e de uma vila histórica muito antiga. É um viver em comunidade que representa acima de tudo a continuação da amizade e da fraternidade, que une pessoas de uma terra amada, mesmo após deixarem esses locais e partirem para outros lugares, mas que estejam onde estiverem, continuam a ter sempre presente estes recantos onde nasceram e que recordam numa nostalgia de saudade.
Becos e Pátios de Loriga, recantos de casas antigas com muitas histórias para contar, gerações de famílias ali nascidas e criadas, que representam hoje para todos saudades que vão transportando nos seus corações, locais onde as alegrias, as tristezas, as dificuldades, de apenas uns, passam a ser compartilhadas por todos.
Por vezes dizemos que os tempos são outros porque, entretanto, deixou de haver os hábitos de outras eras, estes recantos apesar de continuarem bem presentes, parecem já não terem como dantes, a mesma veemência de esses outros tempos e que vão estando ainda bem presente em muitos, quando as pessoas passavam os serões nas soleiras das portas, comentando as vidas, as novidades, os segredos, rindo, cantando cantigas populares e as Loas a Nossa Senhora da Guia, ou mesmo rezando o terço, enfim, hábitos de uma vida diferente que o tempo moderno, não se compadecendo, vai tentando ao poucos apagando das nossas memórias.

Beco de S.Genes


Calçada Romana de Loriga

Depois de vencerem os Cartagineses, os Romanos chegaram à Península Ibérica no século III A.C. e, após muito tempo de guerras, conseguiram conquistar todos os territórios à volta do mar Mediterrâneo, dominando todos os povos que aí viviam, e formando um grande império.
Os povos do centro e norte da Península Ibérica, como os Galaicos e os Lusitanos, resistiram heroicamente à ocupação romana, durante quase 200 anos, mas acabaram também por ser vencidos.
Para responder às exigências do modo de vida, nomeadamente as deslocações dos exércitos romanos, as trocas comerciais, permitindo uma ligação mais rápida entre as principais cidades e ainda uma melhor ligação no envio para Roma das riquezas e impostos, os Romanos procederam à construção de uma rede de estradas e pontes, que continuam a permanecer até hoje entre nós.
Uma dessas estradas passava em Loriga, uma ligação das terras mais a sul, até às terras de Sena e de Conimbriga.
No seu trajecto por esta localidade, são ainda bem visíveis, em muitos locais, alguns troços da Calçada Romana que passava sobre as duas ribeiras, tendo os Romanos construído duas pontes, uma das quais ainda existente.

Calcada Romana

Calçada Romana em Loriga


Coreto do Recinto de N.S.da Guia

Coreto na Nossa Senhora da Guia

Coreto do Recinto de N.S.da Guia
Erguido em frente da Capela de Nossa Senhora da Guia,
é, presentemente, o único Coreto existente em Loriga.
Foi mandado construir por alguns dos Loriguenses
emigrados no norte do Brasil, que faziam parte de uma
grande colónia de loriguenses, há muito anos radicada
naquela zona de Brasil, e que foram grandes beneméritos
da sua adorada terra.
Na placa colocada neste Coreto, datada de 1905, poderão
ler-se os nomes desses beneméritos que contribuíram para
a sua construção:
"Joaquim Fernandes Gomes, António Duarte Pina, Augusto
da Costa Madeira, José Lopes de Brito, João de Brito, José
Alves Nunes Pina, Manuel dos Santos Silva, José de Moura
Galvão e José dos Santos Portela"


Ponte do Porto

Construída em 1882, esta ponte original de Loriga, é popularmente chamada "Ponte do Arrocho" devido à sua configuração.
Toda ela construída de granito, fica situada sobre a Ribeira de São Bento, ligando a povoação propriamente dita ao pitoresco "bairro" do Porto.

Ponte do Porto (vulgo Ponte do Arrocho)

Ponte do Porto


Ponte do "Zé Lages"

Ponte do Zé Lages
A Ponte do Zé Lages, sobre a Ribeira das Naves ou "Courelas" como popularmente é assim chamada, está situada no local também conhecido pelas "Lamas". Passou a ser conhecida por "Ponte do Zé Lages" quando da construção da Fábrica do "Zé Lages" ali existente.
Ponte de rara beleza construída quando da construção da estrada, trajecto Fábrica dos Leitões até à "Selada", nos finais da década de 1920 e princípios da década de 1930. A conclusão das obras ocorreram no ano de 1932, conforme se pode visionar na data nela inserida.
Toda ela construída com pedras de granito que mãos artísticas trabalharam em cantaria, que se pensa ter a sua construção sido efectuada, toda ela, por trabalhadores Loriguenses que existiam nessa época em Loriga, que eram verdadeiros artistas na arte de trabalhar as pedras, apesar de se saber também que a construção da estrada até à "Selada" foi feita pela maioria de trabalhadores de uma comunidade vinda do Alentejo de uma localidade chamada Fronteira.


Ponte do Cortiçor

A Ponte do Cortiçor, sobre o Ribeiro da Bouqueira ou dos Bicarões como também é assim chamado, está situada no local conhecido por Cortiçor.
Ponte toda ela em cantaria foi construída quando da construção da estrada, trajecto da Fábrica dos Leitões até à "Selada", nos finais da década de 1920 e princípios da década de 1930. Pensa-se que a conclusão das obras deviam ter ocorrido em 1932 simultaneamente quando da conclusão das obras da Ponte do "Zé Lages".

Ponte do Cortiçor


Ponte do "Riberio da Ponte"

Ponte do "Ribeiro da Ponte"

Esta ponte sobre a Ribeira das Naves ou "Courelas" como popularmente mais conhecida, encontra-se situada no local conhecido pelo "Ribeiro da Ponte" logo no seguimento do lugar chamado "Presa" fazendo parte do trajecto de acesso à "Canada".
Apenas destinada a passagem de pessoas, desconhece-se em concreto a data precisa da sua construção, mas tudo levando a crer ser de facto muito antiga, fala-se mesmo ter mais de 100 anos de existência. Naquele lugar segundo relatos antigos, sendo a actual ou outra que pudesse existir antes, foi sempre meio de passagem sobre a ribeira durante séculos.
Esta ponte é na realidade a principal ligação no trajecto entre a vila e a "Canada", bem como, foi também durante muitos e muitos anos o principal e único caminho de ligação, para a povoação do "Fontão, anexa de Loriga.


Ponte Romana em Loriga

Situada sobre a Ribeira das Naves e, muito perto do local
chamado por "Moenda", é uma ponte de um só arco, n
ão se sabendo com precisão, a data da sua construção.
O que se sabe, é que faz parte dos muitos vestígios da presen
ça romana nesta zona da Serra da Estrela.
Em alguns locais desta vila, ainda hoje se podem admirar troços de
calçada romana, caminho que ligava Loriga a Sena e Conimbriga.
Sobre a Ribeira de São Bento, existiu também uma outra ponte
romana que fazia parte do mesmo caminho, só que essa não chegou
aos nossos dias.

Ponte Romana em Loriga (Século I a.C.)I a.C.)I a.C.)

Ponte Romana em Loriga (Século I a.C.)


Ponte dos Leitões

Ponte dos Leitões


A Ponte dos Leitões sobre a Ribeira de São Bento,
fica situada no local popularmente conhecido por
"Leitões" que está relacionado à fabrica com o mesmo
nome que foi ali fundada.
Também construída em granito ficou concluída quando
da construção da estrada de Loriga nos finais da década
de 1920. No entanto, sabe-se que naquele lugar já
era local de passagem muito antes da construção da ponte.


Ruas históricas e tradicionais

A Rua Sociedade Recreativa Musical Loriguense, popularmente mais conhecida por "Rua Escura", a Rua de São Bento e também um lanço na Rua Passos do Senhor, que fazem parte do centro histórico desta vila, são calcetadas com pedras originais da região de Loriga, de diversas qualidades e variados formatos, por isso serem consideradas as ruas mais típicas de Loriga, únicas ainda a manter esse seu piso primitivo, que as tornam em ruas tradicionais.

Rua Sociedade Recreatica Musical Loriguense,

Rua de piso tradicional


Praia Fluvial de Loriga

Começou a funcionar no Verão de 1998, tendo sido inaugurada oficialmente no dia 27 de Julho de 1999.
O Secretário de Estado do Ambiente José Guerreiro, deslocou-se a Loriga para a inauguração oficial onde foi, também hasteada a Bandeira Verde com a qual foi premiada, devido à excelente qualidade das suas águas.
Com análises efectuadas pela sub-região de Saúde da Guarda estas águas, de verdadeira pureza e límpidas,
"podem até ser bebidas sem qualquer tratamento" dão ainda maior relevo à atribuição da bandeira verde, pelo facto de ter sido esta Praia a única no Distrito da Guarda a merecer tão elevada distinção.
Situada numa magnifica paisagem desta localidade e da Serra da Estrela, é na realidade um local atraente e agradável para tempo de descanso e de laser, não havendo quem, dadas as condições, resista a dar um mergulho naquelas águas cristalinas.
Obra realizada com custos na ordem dos 20 mil contos, dos quais 75% foram financiados pela Câmara de Seia, estão ainda em curso outros projectos, que incluem a criação de infra-estruturas, que visem tornar ainda mais apetecível aquele lugar e a Praia fluvial.
O sonho, vindo de longe, de tornar aquele local um espaço de vida em termos de qualidade
ambiental foi, pois,
concretizado. Os Loriguenses estão orgulhosos e, por certo, sabem que o visitante encontrará neste lugar um cenário grandioso, atraente e emotivo.

Praia Fluvial de Loriga

Praia Fluvial de Loriga


Sepultura antropomórfica (Século VI A.C.);culo VI A.C.);culo VI A.C.)

Sepultura antropomórfica (Século VI A.C.)


Caixão da Moura

Sepultura antropomórfica que se encontra no lugar que foi desde sempre conhecido por "Campa" e que fica a cerca de 2 Km do centro da Vila.
Este singelo monumento em local praticamente escondido pela vegetação, pouco ou nada se sabe da sua origem.
Embora se não possa precisar a data, é mais do que certo ter sido deixado ali há mais de 2.000 anos, mesmo até antes da chegada da civilização romana a esta região.
Através dos tempos, muitas versões de opinião se tem conhecido a respeito deste monumento, mesmo até ao fim a que se destinava.
Do muito que se tem dito e que, apesar de tudo, parece mais viável, este monumento teria sido um túmulo coberto por uma laje que entretanto desaparecera. Assim sendo, é pois provável, ter sido aquele lugar um local de culto, a avaliar, até, pelo facto de se encontrar no sopé do monte em cujo cume existiu um
Castro. Outras teorias dão conta de que o "Caixão da Moura" se trata de um "lagareta", pequeno lagar para pisar uvas, teoria que pode merecer alguma aceitação mas em séculos posteriores à sua origem.
Indiferente a que tudo se possa dizer ou contar, este monumento é de valor histórico e, por isso, deve ser protegido. A sua verdadeira história ficará, para sempre, numa mistificação de ecos mudos e surdos como, de certo, vem acontecendo através dos séculos tempestades e noites.

A "Moura"

Era verão, noite enluarada
Raios de luz, estrelas no céu
Trajava verde cor da mata
De cinza-rocha era seu véu.

Na borda do seu caixão
Eu vi a Moura altiva
Com seu pente na mão
Belos cabelos penteava.

Ao lado de seu ataúde
Eu vi a Moura a sorrir
A alma que anseia vive
Som da guitarra a ouvir.

No seu banco de pedras
Eu vi a Moura sentada
Punha sandálias de tiras
Pra passear na calçada.

Vista Alegre na ladeira
Eu vi a Moura a descer
Bilha de barro à cabeça
Na sua fonte a encher.

No pinhal bem ao meio
Eu vi a Moura a esperar
Cavaleiro Mouro já veio
Pra Vila Moura a levar.

Se lá passares, olha se a vês !
Faz uma quadra pra ela.

Autor : Antero Almeida Figueiredo
Agosto/2004- SP, Brasil


"Garganta" de Loriga

Garganta de Loriga

"Garganta de Loriga"

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Quem não conhece a Serra da Estrela, mal pode imaginar o que ela tem de grandioso e impressionante. Considerada como a mais bela de Portugal, não só pela vastidão do panorama que se pode desfrutar mas, acima de tudo, pela prodigalidade da natureza ali tão exuberantemente evidenciada tendo, na "Garganta de Loriga",o melhor da sua imponência e sedução.
De qualquer lado que ela seja vista na sua grandiosidade, é cingida por gigantescas e alcantiladas massas graníticas dum cinzento-escuro, que lhes dão a forma de desmesurado V, onde deslumbra o granito talhado pelo Glaciar que há milénios era Rei e Senhor das terras altas, cravando a sua marca numa paisagem de vislumbrar, que hoje podemos identificar com extrema facilidade, nos granitos polidos, nas moreiras e blocos erráticos.
O espectáculo que a natureza nos oferece da "Garganta de Loriga" é dos mais surpreendentes e, perante o qual, nos sentimos diminuídos e subjugados, como águia já impossibilitada de dominar o espaço nas alturas.
No inverno em dias tempestuosos, impressiona pelo roncar constante dos vagalhões das suas cascatas, mas, quando o sol doirado desponta sobre aquelas enormes penhas, os seus sorrisos abertos recebem lá os bons dias do lindo sol para depois despejar pelos vales e Vila dando, assim, sinal da nova vida que está chegando: - uma nova Primavera a sorrir num reino de esplendor que é Loriga.

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Vídeo

= Descida da Garganta de Loriga =


Moinho em actividade (2003)

Interior do Moinho do Teixeiro (2002) -ainda em actividade-

Os Moinhos de Loriga

A construção dos moinhos de água junto às ribeiras ou rios, era precisamente por ser a água a força motriz para a sua laboração. Uma engenharia vindo dos tempos mais remotos, consistia no encaminhamento das águas por levadas ou calhas, para movimentar rodas construídas para o efeito, no sentido de fazer rodar a mó, e assim ser efectuada a moagem do milho e centeio.
É de salientar a importância que os moinhos tinham na economia local, designadamente na moagem do milho, com cuja farinha se confeccionava a tradicional e gostosa broa de milho.
Ao longo das duas ribeiras de Loriga, foram em grande número os moinhos hidráulicos que existiram, sendo os mais vulgares os de roda motriz horizontal - moinhos de rodízio. À excepção de um ou outro, em que a sua movimentação se procedia por uma grande roda no exterior, em todos os outros, a água era encaminhada para a parte inferior do moinho onde, em queda rápida, a mesma fazia rodar uma roda de penas ou penado e, esta por sua vez, através de um eixo, lobeto ou ligação, veio e argolas, fazia movimentar a mó da moagem situada na divisão superior.
Reportando à actualidade, quase todos os moinhos estão em ruínas ou em adiantado estado de degradação, à excepção de um, curiosamente afastado da ribeira, situado a meio do caminho que leva até à Ponte Romana, que tem ainda alguma actividade. A evolução das sociedades e o desenvolvimento tecnológico, sobretudo o aparecimento das moagens industriais, relegaram estes moinhos para segundo plano. No entanto esles constituem um património que urge preservar, integrando-os no nosso quotidiano, fazendo deles não apenas peças de museu, mas realidades vivas.


Muitos dos Moinhos de Loriga conheci
Com as Mós em constantes movimentos
Com os tempos foram ficando extintos
Tudo por causa dos modernos eventos

***

Os Moinhos de Loriga que existiram
São apenas hoje relíquias presentes
Pedras enegrecidas, gastas e nuas
Que para muitos são monumentos

Vídeo:- Moinho em movimento (Autoria de ZéFernandes)


Os Fontanários na Vila

Percorrendo algumas das artérias principais desta localidade, decerto não deixará de reparar nas fontes onde a água cristalina cai dia e noite, como uma sinfonia sem fim. Numa placa de mármore nelas fixadas se poderá ler:- Colónia Loriguense de Manaus 1905-1907. O visitante pára, por momentos olha e ao ler tais legendas, pensará, que apesar de estarem muito longe, os filhos de Loriga não se esqueceram da sua terra.
A Colónia dos Loriguenses em Manaus, mesmo longe pela distância, não esquecia também as necessidades dos seus conterrâneos e, assim pensaram levar a bom termo a iniciativa da construção de Fontanários na sua terra.
Em 6 de Agosto de 1905 dia da Festa da Nossa Senhora da Guia, alguns Loriguenses reuniram-se na casa do Sr. José da Cruz de Moura Pina, tendo decidido constituir uma comissão com vista à angariação de fundos no sentido de abastecer a população de Loriga de água verdadeiramente potável e em condições perfeitamente higiénicas. Essa comissão ficou assim constituída:- José da Cruz de Moura Pina, Presidente;- Manuel de Jesus de Pina, Tesoureiro;- José Alves Nunes de Pina, Secretário. Faziam parte desta Comissão um Conselho Fiscal assim constituído:- António Ambrósio de Pina; Augusto Mendes de Gouveia e Joaquim Ambrósio de Pina.
As Fontanários de Loriga, são pois obras vivas do passado, doadas por esses Loriguenses que apesar de estarem longe, amavam a terra que tinha sido seu berço, não esqueciam as carências nela existentes e também as necessidades das suas famílias.

Aqui se registam os nomes de todos aqueles que contribuíram para este grande melhoramento de Loriga.

*

Lista onde consta os nomes e respectivas assinaturas das pessoas:

"José da Cruz de Moura Pina; Jeremias Alves Nunes de Pina; Emigdio Alves Nunes de Pina; Manoel de Jesus de Pina; Augusto Mendes Gouveia; António Ambrósio de Pina; Albino Pinto Martins; António da Silva Páes; António Alves da Costa; Abílio Cardoso de Pina; José Ambrósio de Pina; Abílio Fernandes Nogueira; Manuel de Brito Pinheiro; João Luis de Moura; António Dias dos Santos; António Luis de Moura Pina; Carlos Augusto da Costa; Olarias-proprietários Francisco Santos e José Duarte Pina; Henrique de Moura (Joaquim); J.António & Irmãos (Fontão); Olaria-proprietários José G. de Pina e José de Brito Pina; José Nunes Caçapo; António Gonçalves de Pina; António de Brito Miguel; Manuel de Brito Inácio; Joaquim de Pina Pires; António Gomes Leitão; José de Pina Pires Júnior; António de Pina Monteiro; José Alves do Torno; João Gonçalves de Brito (Alvoco); José Diogo Ferreira; António de Brito; Domingos Maria da Costa Veiga; José Alves Martins José; António Gomes Luiz; Joaquim Lopes de Brito; Joaquim Alves da Costa; António Marques Luis; José Gomes Martins; Plácido Nunes Amaro; Francisco de Brito Pinheiro; João Luis de Moura; Henrique Pinheiro; Joaquim Gomes de Brito (Alvoco); Abílio Duarte dos Santos; António Duarte dos Santos; Abílio Diogo de Gouveia; Manuel Pinto de Abranches; Germano Diniz (da Carvalha); João Henrique Freire (da Barriosa); Emília Mendes de Pina; João Fernandes de Moura".

Nota:-Fazem parte desta Lista mais três nomes, só que se encontram ilegíveis.

*

Existem muitas mais pessoas que contribuíram para a construção dos Fontanários, nomes que aqui faço constar, estes transmitidos via verbal por um Loriguenses residente no Brasil e, que se encontram inseridos nos registos das memórias do senhor Padre Lages, intitulado "Para Constar".

"Joaquim Gomes de Pina; Joaquim Ambrósio de Pina; Joaquim Lopes Cecília; José Alves Nunes de Pina; António Alves Nunes de Pina; Joaquim de Pina Monteiro; António Pina Monteiro; José Pina Monteiro; Abílio Santos Ferrito; José Gomes Luiz Lages; António Gomes Luiz Lages; Afonso Duarte Jorge; Manuel de Moura Pina; João de Moura Pina; António de Moura Pina; Abílio Cardoso de Pina; José Ambrósio de Pina; José Diogo Ferreira; Joaquim Lopes de Brito; Alfredo da Costa; João Luiz dos Santos"

*

São três os Fontanários edificados na Vila:- Fonte do Adro; Fonte das Almas; Fonte do Porto.

*

Poemas aos Fontanários *

Nas ruas de Loriga vejo as Fontes
Com puras águas sempre a correr
Foram os brasileiros lá muito longe
Que um dia as mandaram erguer

*

Puras são as águas que chegam
Para a garganta ali se refrescar
Águas que a todos mata a sede
E que são para sempre de recordar

*

Fontes de águas cristalinas
Caindo, caindo sem parar
A que sobra segue para a ribeira
Que as leva depois para o mar

*

Boas águas dos montes altos
Na Fonte sempre a correr
Dois tanques ali foram feitos
Para alguma água se não perder

*

Noite e dia a água caindo
Como uma sinfonia sem fim
Muitas vezes ali eu me chegava
Parecendo musica que tocava para mim

* APina

Fonte das Almas

*

1º. Centenário dos Fontanários da Vila de Loriga

Realizou-se nos dias 10 e 11 de Novembro de 2007, a celebração do 1º. Centenário dos Fontanários da Vila de Loriga, (1907-2007) que se revestiu de enorme relevo, homenageando também dessa forma a grande Colónia Loriguense do norte do Brasil, os grandes obreiros da construção das três Fontes gémeas, que chegaram aos nosso dias e que temos por dever, como gerações vindoiras, conservar como monumentos de Loriga.
Foi uma Festividade revestida de cerimónias bonitas, que encheu de alegria e fraternidade uma vila, que se uniu num gesto de Gratidão, para aqueles seus antepassados que tão grande Feito efectuaram, que apesar de viverem longe não esqueciam as carências na sua terra.
Dia 10 - Abertura da exposição de Pintura e fotografia intitulada "Loriga sua terra e suas gentes" e actuação do Grupo de Fados no Salão Paroquial.
Dia 11 - A Banda percorreu as ruas de Loriga passando pelas três Fontes gémeas numa homenagem singela, tendo-se concentrado o palco principal na Fonte do Adro onde o Presidente da Junta de Freguesia de Loriga usou a palavra numa mensagem alusiva à comeração do 1º Centenário das Fontes.
Seguiu-se a Missa na Igreja Paroquial, com os cânticos a cargo do Orfeão de Seia e a homília endereçada às fontes e a sua água, recordando-se a importância vital que tiveram para Loriga, nessa longínqua época já passada.
Foi efectuado ainda um concerto pela Banda de Loriga, e também a actuação no salão Paroquial do Orfeão de Seia e do Orfeão do Tortosendo.
Recorde-se que o Município do Concelho fez-se representar pelo Doutor Carlos Filipe, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Seia.
Foi ainda servido no salão dos Bombeiros Voluntários de Loriga, um lanche de convívio em que assistiram muitas pessoas.
O 1º. Centenário dos Fontanários da Vila de Loriga teve grande desenvolvimento noticioso, pelos meios da comunicação social escrita e radiofónica, bem como, através da Net, onde foi bem demonstrativo a importância desta Comemoração, mais que justa, que como Loriguneses teremos de dar os parabéns à Junta de Freguesia de Loriga, aos vários órgãos locais e a todos aqueles que colaboraram para este dia grande de Gratidão, que estou certo ficará bem gravado na história de Loriga, que as gerações vindoiras um dia irão recordar.

Nota:- Visione algumas das Pinturas da Exposição sobre o tema "Loriga sua terra e suas gentes" inseridas nas festividades do 1º. Centenário dos Fontanários da Vila de Loriga.


"As Râmbolas"

Nos anos doirados de grande laboração das fábricas de lanifícios em Loriga, tal como em outras localidades industriais, as râmbolas constituíam um cenário curioso, hoje já muito pouco usual, tendo em conta o progresso e tecnologia actual.

As Rambias ou, mais correcta e vulgarmente chamadas Râmbolas, eram compridas armações de madeira ou ferro, munidas de escapulos, eram normalmente construídas nas zonas industriais junto das fábricas, onde se punham compridas peças de pano a secar, servindo ainda como verdadeiros esticadores.
Durante muito tempo, foi o método utilizado pelas fábricas de Loriga, para a secagem das peças de panos, cuja colocação requeria um certo conhecimento e perícia por parte dos operários que a executavam com mestria. E assim as Râmbolas ficavam vestidas as quais vistas dos Mirantes de Loriga, forneciam um cenário bem elucidativo da grande terra industrial que Loriga era.
As Râmbolas nesta localidade, deixaram aos poucos com naturalidade de ter a primitiva utilidade e foram desaparecendo desses mesmos locais onde tinham sido construídas. No entanto, continuam na memória de muitos que, em crianças, ali saltavam, corriam e balouçavam, nunca pensando que um dia teriam um fim.

A útima Râmbola


As Palheiras de Loriga

Um pouco por todo o lado da região circundante de Loriga, são muitas as palheiras que se podem ver e que fazem parte da história desta localidade e das suas gentes.
Construídas em granito e xisto, onde os telhados eram suportados por traves de castanho, as palheiras são parte de uma paisagem que rodeia a vila de Loriga, onde em todas elas parece haver uma história para contar. Edificados para guardar os animais, os cereais ou mesmo frutos, foram também casas de habitação, onde nasceram, viveram e morreram muitos origuenses.
Em consequência do sistemático abandono das terras de cultivo, os incêndios e ainda a falta de obras de remodelação, as palheiras foram-se degradando, hoje muitas delas, são apenas ruinas e paredes, parecendo monumentos tristes, onde existiu um passado de vida, alegria e prosperidade.
Construídas nos mais remotos lugares, são centenas as palheiras existentes, onde os seus proprietários e construtores, empregavam toda uma engenharia manual na sua edificação e, como eram tempos diferentes, a construção de muitas não eram licenciadas, por isso, hoje em dia, são muitas as que não estão devidamente registadas.
Nos tempos actuais parece existir um certa tendência, no aproveitamento de muitas das palheiras, como casas de habitação temporária, sobretudo para férias, só que sendo recuperadas com a aplicação do cimento e tijolo, decerto as vai fazer perder a estética rural e o primitivo tradicional como sempre se conheceram.

Conjunto de palheiras (Encosta da Cabeça)

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Palheira antiga (Caminho Romano)


Rua de São Sebastião (Junto ao Cemitério)

"Alminhas"
Vozes do passado sibilando
vindo em ventos outonais
lembranças que vêm do além
em dissonâncias infernais.
Séculos, tempestades e noites
ecos de saudades profundos
num pensamento térreo
em outras eras, outros mundos.
À beira dos caminhos vêm
sombras que não voltaram
passos trémulos se extinguiram
lá para longe e não regressaram
Em linguagem de granito
eco surdo de mistificação sentida
mão em chamas se eleva
num espirito e ânsia incontida

*
Em frente dumas "Alminhas"
Não há decerto ninguém
Que não recorde saudoso
As Almas que Deus lá tem.


"Cruzeiro da Carreira - 1820"

Cruzeiro!.. Onde no topo se eleva a cruz granítica como que sentinela de fé com pedras morenas, nuas, açoitadas pelos ventos e enegrecidas pelas chuvas e por sois.
Que divisa o sol logo ao romper da aurora e o vê desaparecer quando a noite se aproxima.
Cruzeiro!.. Quantas gerações passaram e se sentaram já naquele pedestal e que ao mesmo tempo é testemunho de tempos que já lá vão, relíquia simbólica e eloquente de antepassados, aureolado pelo simbolismo e fantasias lendárias que representa uma realidade e uma esperança.
A realidade, porque mostra a fé e o patriotismo daqueles que neste torrão hermínio viram a luz do dia e cujos nomes e anos já esqueceram.
A esperança porque é para os Loriguenses de hoje um estímulo a lembrar o sagrado dever que tem de transmitir aos vindoiros a fé que os antepassados legaram.

Nota:- Este Cruzeiro está edificado num local de Loriga popularmente chamado "Carreira", sendo como que um símbolo desta localidade, numa ideia concebida pelos antepassados Loriguenses, ainda ali bem viva.

Cruzeiro da

Av.Augusto Luis Mendes "Carreira"


"Cruzeiro da Independência - 1940"

O Cruzeiro (antigo) no Largo da "Carvalha"
ou Largo do Santo António

O primitivo Cruzeiro foi edificado em Loriga no Largo de Sto.António, mais popularmente chamado Largo da "Carvalha". A sua inauguração, com a respectiva benção, ocorreu no dia 8 de Dezembro de 1940, com grande brilho, quer nas funções litúrgicas, quer no entusiasmo da freguesia e daqueles que tinham lutado para a sua construção.
O levantamento do Cruzeiro em Loriga, foi um dos muitos construídos por todo o país, como monumento evocativo do "Oitavo Centenário da Fundação e Terceiro Centenário da Restauração da Pátria" . Surgiu de uma ideia do Rev. Padre Moreira das Neves para perpetuar, para as gerações vindoiras portuguesas, tão importantes acontecimentos.
Assim em Loriga foi, desde logo, acarinhada entusiasticamente essa ideia, não só pela população, como pelos organismos competentes locais, tantos religiosos como sociais, sendo logo constituída uma comissão para proceder à angariação de fundos.
Todo ele em mármore e de rara beleza, era como uma sentinela naquele Largo, onde os ramos das grandes árvores o resguardavam do Sol. Ali se manteve, durante cerca de pouco mais de três dezenas de anos, sendo retirado com todo o cuidado daquele local, no principio da década de 1970 na ideia de, posteriormente, ser novamente erigido.
No entanto, tal só viria acontecer nos finais de 1998, ao ser reconstruído, não no primitivo lugar, mas sim num outro local de Loriga, desta feita no Largo do Fonte do Mouro. -Inauguração efectuada a 8 de Dezembro de 1998.

Cruzeiro da Independênciac;nciac;nciac;nciac;ncia

O Cruzeiro (actual) na Rua Fonte do Mouro


Cruzeiro do Adro da Igreja - Desaparecido

Chegou a existir no Adro da Igreja em Loriga, um Cruzeiro, preciosa jóia de verdadeira arquitectura, que segundo se sabe as pedras foram caindo ou mesmo derrubadas, para que nunca mais fossem levantadas e, mesmo sem se saber porquê, foram desaparecendo nunca chegando-se a saber ao certo na época, qual o destino que lhes foi dado.
O conhecimento da existência de um Cruzeiro naquele local, chegou até aos nossos dias através de relatos muito antigos, não se conhecendo qualquer escrito e descrição a datas ou mesmo a forma arquitectónica com era a sua construção.


A "Carreira"

Este local de Loriga, tradicionalmente assim chamado, faz parte da Avenida Augusto Luís Mendes, hoje em dia considerado um lugar central, havendo mesmo quem diga, ser a sala de visitas desta Vila.
O nome de "Carreira" como popularmente se conhece, vem já de há muitas dezenas de anos atrás, mais precisamente, quando começou a haver em Loriga camionetas de transportes públicos, pois era este o local onde chegavam e donde partiam essas carreiras, tal como acontece nos tempos de hoje.
Este local da Vila de Loriga, que em tempos longínquos começou por ser a entrada para esta povoação, poderia ser visto de todos os mirantes, dali se avistando, também, paisagens inconfundíveis é, nos tempos actuais, uma avenida bem central e ainda local de encontro dos que chegam e dos que partem.
Lugar de rara beleza, que uma certa geração loriguense ainda recorda, num cenário de muitas árvores com um certo porte, bem alinhadas de um lado e outro da avenida, que se estendia até ao "cabo da carreira". Nessa extensão, num dos lados, corria silenciosamente a água de uma levada feita de pedra de granito envelhecidas pelos tempos, onde muitos se sentavam principalmente no verão à sombra daquelas árvores, dando um panorama inconfundível que não podia ser esquecido pelo desenhador, pintor ou fotografo de ocasião.
Nos primeiros anos da década de 70, foi este local tema de verdadeira transformação, numa perspectiva de futuro, com a construção de muitas novas casas e num grande desenvolvimento comercial, daí o dizer-se que é a avenida central de Loriga.
Este local de Loriga, ficou marcado na memória de uma certa geração de Loriguenses, ao qual se habituou a chamar "Carreira" que, apesar das muitas transformações porque já passou, irá, de certo, marcar as gerações vindoiras.

"Carreira" 1953

"Carreira" 1951

"Carreira" 1976

"Carreira" 1996


"O Pelourinho de Loriga"

Os Pelourinhos em Portugal, edificados um pouco por todo lado, e que ainda hoje muitos deles primitivos existem, parece terem ficado marcados na história portuguesa pela negativa.
O Pelourinho de Loriga até ao século XIX, encontrava-se erguido num pequeno Largo desta
Vila perdendo-se no tempo o motivo e a história da sua demolição.
Dele ficaram apenas uns poucos escritos e relatos verbais, transmitidos através de gerações em que deram sempre conta da existência ali desse monumento.
Segundo relatos, em 1881 ainda existia
"O Pelourinho de Loriga, erguia-se em frente à casa da Câmara e Cadeia, era constituído por uma argola movediça de ferro forjado, tendo por base três degraus e era encimado por pedra quadrangular o ostentando as armas da vila."
O primitivo Pelourinho de Loriga, ao ser destruído, fez desaparecer também com ele parte da história de Loriga de séculos passados, tendo-se até perdido uma concreta definição estética do mesmo. Por esse motivo, quando surgiu a ideia de reedificar o Pelourinho, foi necessário fazer um estudo aprofundado, no sentido de que a reconstituição fosse o mais fiel ao original. Esse trabalho pareceu valer a pena, pois hoje podemos ver, no mesmo local, um outro Pelourinho construído ali há poucos anos.
São mesmo poucas, as versões existentes relacionadas ao Poleirinho de Loriga, mas a que parece mais credível é a versão do Capitão Dr. António Dias, na década de 1950, que se baseou nas informações orais de um velho operário, que se lembrava muito bem do Poleirinho inclusive viu
cair a picota.
A reconstituição do Pelourinho de Loriga, foi feita a partir desta versão escrita pelo Capitão Dr. António Dias e o desenho foi feito pelo senhor Júlio Vaz Saraiva, ex-desenhador da antiga empresa Hidro Eléctrica, verdadeiro
expert na área dos poleirinhos.
A reedificação do Poleirinho de Loriga foi finalmente concretizada, sendo inaugurado no dia 1 de Agosto de 1998. Apesar de não ser o primitivo é com satisfação que os Loriguenses vêm ali erguido aquele monumento histórico que fez parte da história antiga desta localidade e da sua população.


Caracterização Topológica do antigo Pelourinho de Loriga

Base:-Dois blocos hexagonais, tendo o primeiro 75 cm de altura e 1 metro de largura e o segundo 35 cm de altura e 60 cm de largura; Fuste:-Cilíndrico; Capitel:-Sobre uma calote esférica, tem três secções cilíndricas, a primeira 30 cm de diâmetro e 20 cm de altura, a segunda 45 cm de diâmetro e 20 cm de altura e a terceira 60 cm de diâmetro e 20 cm de altura ; Remate:-Cilíndrico; Coruchéu:-Uma semi-esfera tem 35 cm de diâmetro e 25 cm de altura; Grimpa:-Um catavento em forma de bandeira; Acessórios:-Uma argola esférica a meio da coluna; Classificação:-Sem decoração ou arrebique de estilo que lhe confiram uma feição artística definida; Época provável de construção:-Século XVI; Época provável de demolição:-Finais do Século XIX.

Pelourinho de Loriga 1998

Largo do Pelourinho


" Estátua do Dr. Amorim da Fonseca"

Estátua do Dr. Amorim da FonsecaFonsecaFonsecaFonsecaFonsecaFonsecaFonsecaFonsecaFonseca

Largo do Dr. Amorim da Fonseca

Num dos largos da rua principal desta localidade, pode admirar um monumento ali erguido, numa justíssima homenagem de gratidão do povo de Loriga ao médico Dr. Joaquim Augusto Amorim da Fonseca que, apesar de não ser desta terra, durante mais de três décadas ali desempenhou as suas funções de médico, e onde veio a falecer em 13 de Maio de 1927, vítima do dever profissional quando, em Loriga, se lutava contra uma grave epidemia.
Natural de Varziela concelho de Felgueiras (Minho), foi designado para médico de Loriga em 1893.
A morte do Dr. Amorim da Fonseca, "médico do Povo" como era conhecido, foi para Loriga uma perda irreparável e, durante anos, a população chorou o seu desaparecimento. Após a sua morte, e depois das respectivas exéquias, o corpo foi trasladado para a sua terra natal.
Mais tarde, a Junta de Freguesia mandou erguer o seu busto naquele largo, ao qual viriam a dar também o seu nome, perpetuando assim também a memória das vítimas dessa epidemia.
Em 1977, naquele Largo do Dr. Amorim da Fonseca, decorreu uma homenagem de evocação dos 50 anos da sua morte e, ainda, da memória de todas as vítimas dessa epidemia.


As "Cruzes dos Caminhos"

Monumentos simbólicos que sinalizam um lugar onde tenha
ocorrido morte inesperada e violenta de alguém. Fazem parte
de um culto popular, que teve um maior incremento a partir do
século XVII, com particular incidência mais a norte do rio Mondego.
Em Loriga, no lugar chamado "As Calçadas", encontra-se um
desses monumentos, testemunho do assassinato de
de uma mulher, em tempos há muito distantes, quando aquele
local servia de acesso para outras povoações.

Cruz dos Caminhos

Cruz na Estrada Nacional Nr.231


O Cemitério de Loriga

Cemitério de Loriga Loriga Loriga Loriga Loriga Loriga Loriga

Cemitério de Loriga (2002)

***

Fica situado, no final da Rua de São Sebastião, sensivelmente a cerca de 600 metros do centro da vila e ao cimo da catraia da Nossa Senhora da Guia.
A construção deste Cemitério, deveu-se na necessidade de proceder à substituição do cemitério então existente e, que se situava onde é hoje o Largo do Santo António, bem no centro da vila.
Em 1894, foi deliberado pela Câmara Municipal de Seia, a construção de um novo cemitério, uma carência já à muito tempo visível, vindo também ao encontro dos pedidos que há muito vinham sendo feitos, pelas autoridades administrativas de Loriga.
Em 1895 foi construído o novo cemitério, mas só nos primeiros anos do século passado ficou definitivamente concluído, começando de imediato a ser utilizado. Lentamente foi-se procedendo também à transladação dos restos mortais do antigo cemitério no Largo do Santo António para o novo cemitério, que só ficou concluído definitivamente mais ou menos na meada da década dos anos de 1920, havendo até relatos que dão conta de que, quando se iniciou mais tarde a construção das casas naquele largo, ainda iam sendo encontradas ossadas.
Com a aquisição por compra dos lotes de terra, que a população vai adquirindo para sepultar os seus familiares, o actual cemitério antes dos últimos anos do século passado, ficou a arrebentar pelas costuras, como se diz na gira, ficando mesmo sem espaços disponíveis.
Por isso, a autarquia local já alguns anos vinha idealizando e desenvolvendo esforços no sentido de encontrar uma solução, tendo adquirido um novo terreno ao lado do actual cemitério, ficando projectado para a curto prazo, o respectivo alargamento.

O novo Cemitério

Nos primeiros anos deste século, procedeu-se então à construção de um novo espaço, na parte sul, ao lado e colado mesmo ao principal cemitério. Na altura a sua construção levantou até uma certa polémica, mas certo é, que a situação de falta de espaços disponíveis ficou para já resolvida, ficando no entanto também no ar, a ideia, que poderia ter havido um pouco mais de imaginação e ter-se conseguido fazer diferente, pensando-se já que um dia no futuro não volte a viver-se a mesma situação vivida neste últimos anos.
Este novo espaço do cemitério começou a ser utilizado a partir do ano de 2002, onde passaram a ser sepultados os defuntos, que não tem campas familiares ou que por alguma razão, não estão disponíveis no cemitério mais antigo.

Fachada da entrada do novo Cemitério


O Mirante da "Penha D´Águia" - Loriga *

O Mirante da Penha D´Águia situado muito perto do local conhecido por "Selada" é dos lugares de Loriga, onde se pode deslumbrar uma das mais encantadoras vista panorâmicas sobre a vila e toda a região circundante que de certo nunca mais esquecerá.
Quando nos finais da década de 1920, foi construído o lanço da estrada (hoje EN 231) entre a Fábrica dos Leitões e o local conhecido por "Selada" e, daqui com seguimento até Alvôco da Serra, ficou logo resguardado aquele espaço de rochas salientes alcandoradas sobre o abismo.
Segundo se sabe e também por relatos antigos, durante as obras da estrada e já naquele lugar, surgiu logo uma ideia de salvaguardar aquela saliência da montanha, no sentido de passar a ser um miradouro para a vila e restante vale, tendo logo sido efectuados uns certos arranjos de acessibilidades adequados, que apesar de mínimas, transformaram desde logo aquele local num mirante.
Durante cerca de três décadas manteve sempre o seu estilo primitivo, sem resguardos tornava-se até um local perigoso. Aquele local só foi requalificado e transformado num verdadeiro miradouro, no ano de 1958 quando, a estrada EN.231 entre São Romão e Pedras Lavradas em todo o seu percurso, foi restaurada e alcatroada, suprimidas algumas curvas e apetrechada com muitos aquedutos para o escoamento das águas, tendo sido também devidamente sinalizada, ficando desta feita uma magnífica via de circulação.
Nesse ano de 1958 e durante o mês de Abril, foram então concluídas finalmente todas as obras necessárias no novo mirante, inclusivo, foi devidamente apetrechado com resguardos, tal como hoje se conhece, onde se pode admirar uma bela e deslumbrante vista geral sobre a Vila de Loriga e grande parte do vale e onde de certo se vai ínspirar, o poeta, o fotógrafo, o escritor e também o sonhador.

***

Recomendação ao visitante

Ao visitar a vila de Loriga, não deixe de visitar o miradouro da Penha D´Águia, por certo ficará deslumbrado e verá, que levará na retina do seu olhar uma das mais panorâmicas paisagens que de certeza não vai esquecer e vai manter na recordação.

Poema ao Mirante

Mirante de Loriga

Estrada Nacional 231 (Penha D´Águia)

O "Mirante" é uma varanda
Parecendo não haver outro igual
Dali se avista a Vila de Loriga
Das mais lindas de Portugal

Alguém disse um dia
Ao paisagem dali admirar
Parecia sentir-se passarinho
Que bem alto ia a voar

Ali se vai inspirar, o poeta
O fotógrafo e também o escritor
Mas muitos mais ali vão
Ao sentirem-se sonhadores

Ao fundo eu vejo a ribeira
No poço "Forte" está meu olhar
Vezes sem conta ali ia eu
Para nas suas águas me banhar

Ao mirante vou olhar Loriga
Para a levar de recordação
Apesar de estar longe dela
A quero ter sempre no coração

* APina

Mirante de Loriga - Ano 1953

Mirante de Loriga - Ano 2007


"Levadas & Regos"
Um pouco por todo o lado, nos arredores da Vila
de Loriga, damos conta da existência de Levadas que
os antepassados um dia construíram para encaminharem
as águas, necessárias para movimentação das fábricas,
dos moinhos e, principalmente para as colheitas.
As Levadas são, pois, estreitos canais que transportam
a água, em muitos casos transformados em aquedutos
quando o terreno assim o exige, irrigando o solo palmo
a palmo e destinadas, como se disse, a levar a água a todos
os locais onde fosse necessária.
As Levadas de Loriga, todas elas construídas a partir
das ribeiras chegam, muitas delas, até à povoação, onde as
suas águas se encaminham para depois deslizarem nos regos
que ainda hoje podemos ver nas ruas.
Estes regos e levadas demonstram bem ao visitante,
ser Loriga uma região de muita e preciosa água.
Uma curiosidade típica de algumas Levadas de Loriga
era os lugares próprios, que nelas existiam, que as
mulheres utilizavam para ali lavarem a roupa.

Uma Levada de Loriga

Lavadouro das Penedas

Rego

Rego na Rua Coronel Reis


Ribeira de Loriga

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Ribeira de Loriga

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