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Cenários
de Loriga |
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Cascata das Lamas
(Ponte Zé Lages) |
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Os Bicarões
Situado na Penha dos Abutres, este local assim chamado, tem haver
pela formação ali de deslumbrantes quedas de água,
nomeadamente
no inverno, às quais o povo se habituou a chamar de "Bicarões".
Local verdadeiramente paisagístico, bem como, toda a área
envolvente, ali chegados, dá-nos a sensação de
voltar-mos para
trás no tempo, de dezenas ou até centena de anos
No verão todo aquele local se torna aprazível, encantador
e belo,
mas no inverno torna-se temeroso e arrepiante.
Hoje de difícil acesso, tempos houve, de existirem caminhos
acessíveis
que davam a terras de cultivo que existiam bem perto dos "Bicarões".
Em tempos já muito distantes, os "Bicarões"
foi cenário de um trágico
acidente, que a poesia do povo ainda recorda. |
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Lá em cima nos Bicarões
Há lá um poço sem fundo
Caiu p´ra lá a Maria Emília
Que logo foi ter ao outro mundo |
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*
Ai que saudades
Ai que paixão
Dos tempos que
Já lá vão... |
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Os Bicarões |
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Casa dos Velhos |
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Casa
dos Velhos *
Situada na chamada Calçada Romana (Rua de S.Sebastião) perto
do cemitério, construída em pedra e xisto é bem a originalidade
de
uma habitação serrana.
Perde-se a conta aos anos desde quando ali está construída, popularmente
chamada "Casa dos Velhos" este nome vem já de há muitos
anos.
Consta de relatos antigos, terem chegado a Loriga, dois velhos a pedir esmola.
Como dormiam nas ruas, foi-lhes oferecido esta casa, para pernoitarem. Por
ali
ficaram a viver durante muitos anos, por isso se passou a chamar "Casa
dos Velhos", nome que foi
passando de gerações chegando aos nossos dias. |
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* Relato popular |
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As
Ribeiras de Loriga |
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Dos motivos paisagísticos
que mais impressionam o olhar sobre Loriga, é sem dúvida os recortes
cravados em profundos vales e nestes correm velozes e sinuosos as águas cristalinas
das ribeiras das Naves ou "Courelas e "São Bento" que parecem
acariciar com um abraço de feição um castelo maravilhoso de intermináveis
socalcos, que os antepassados loriguenses ergueram um dia com suor, para como que colocar
em altar bendito a sua adorada terra.
As duas ribeiras de Lorigas que correm do nascente
para o poente juntam-se ao fundo da vila para numa só se incorporar no rio Alva
perto da Vide e assim as suas águas chegam ao rio Mondego e deste ao mar. Desde
sempre estas ribeiras tem conservado os nomes como hoje ainda assim são chamadas,
as suas águas nelas deslizando vertiginosamente parecem no verão silenciosas,
pondo até a descoberto toda a sua beleza com as suas pedras mantendo a brancura
da espuma com que são cobertas no rigor do inverno, quando as águas temíveis
e furiosas parecem ter pressa de chegar ao mar. |
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Ribeira da Nave (cenário
no Verão) |
Ribeira da Nave (cenário
no Inverno) |
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- A Ribeira da Nave
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Mais popularmente chamada Ribeira das "Courelas"
é, sem dúvida, a de maior caudal, principiando na "Garganta"
junto aos poços de Loriga. Tem a particularidade de somente uma fábrica
de lanifícios ter sido construída junto a ela, ao contrário da
ribeira de São Bento onde, de facto se implantou a maior força industrial
desta Vila.
Ao longo do seu percurso as águas da ribeira
das "Courelas" foram, desde sempre, muito utilizadas para regadio, assim
como, também, muito úteis na movimentação dos muitos moinhos
de água que um pouco por todo o seu percurso chegaram a existir. É também
por esta ribeira, que os Loriguenses têm uma certa atracção pois,
desde sempre, eras nas águas cristalinas dos muitos dos poços nela existentes,
que a população mais acorria para se banhar, o mesmo acontecendo hoje,
ao ter sido nela construída a Praia Fluvial de Loriga.
Como se disse, esta ribeira tem a característica
de ser dali que sai a maioria da água para o regadio das sementeiras, encaminhada
através de levadas construídas que a levam a qualquer local por mais
remoto que seja, inclusivamente, a levam também a passar pelo centro da vila.
São muitos os poços que se estendem ao
longo do leito desta ribeira e que parecem estar ainda na memória de todos,
ficando mesmo para sempre na recordação, porque de todos eles parece
haver histórias para contar.- Açude; Zé Lages; Pinheiro; Caldeirão;
Meninas; Moinhos; Da Olinda; Curilha; Courelas; Eras; Caneladas; Aparício; Forte
etc., todos eles parecem ser lugares sonhadores à excepção do
"Caldeirão" que se torna medonho com lendas mesmo para contar, por
isso, serem poucos os que ali se atrevem a nadar.
Tem, como afluente, um pequeno ribeiro chamado do "Cortiçor"
que se forma junto ao poço do "Bicarões" e se vai juntar a
esta ribeira junto ao poço do Pinheiro (Moenda). São quatro, as pontes
que sobre ela passam:- Ponte do "Zé Lages" a Ponte Romana, a do Ribeiro
da Ponte e ainda uma outra de passagem onde as duas ribeiras se juntam. Estas últimas
três unicamente para passagem de peões.
Sobre a ribeira das Courelas há a passagem
mais história da vila de Loriga, ou seja a Ponte Romana que durante séculos
foi sem dúvida a única construída em cantaria, além desta,
há a ponte do "Zé Lages" onde passa a Estrada Nacional Nr.231
e aqui que está situada a Cascata das Lamas, há também a ponte
do "Ribeiro da Ponte" e ainda uma outra ponte esta de madeira e de passagem
no local conhecido por "Duas Ribeiras" onde as duas ribeiras de Loriga se
juntam. |
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Ribeira de São Bento
(cenário no Verão) |
Ribeira de São Bento
(cenário no Inverno) |
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- A Ribeira de São
Bento - |
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A Ribeira de São Bento,
menos vistosa tem uma característica própria na sua história,
de ter sido no passado, de verdadeira importância no poder económico e
progresso da vila de Loriga. Foi junto a esta ribeira que principiou a industria de
lanifícios com a construção das fábricas, pois eram as
suas águas a força motriz para as mover, que tornaram a Vila de Loriga
um das principais terras industriais do distrito da Guarda.
Como aconteceu um pouco por todo o lado o principio
da industria de lanifícios começou junto aos rios ou ribeiras onde eram
construídas as fábricas, por isso a necessidade da água para a
laboração das mesmas, Loriga não fugiu à regra e as condições
excelentes da Ribeira de São Bento foi fundamental para o desenvolvimento da
industria de lanifícios em Loriga, hoje apesar de não haver essa necessidade,
as fábricas da vila de Loriga que se continuam a visionar ao longo da ribeira
de São Bento, fazem hoje parte de um passado, mesmo abandonadas e algumas em
ruínas são testemunhos presentes de quanto foi útil as águas
que corriam na ribeira e importantes no progresso da vila de Loriga.
A origem do nome desta é por nascer junto
ao Cabeço de São Bento, tendo também um pequeno ribeiro que a
ela se junta perto da antiga fábrica das Tapadas, ao longo do seu percurso tem
quatro pontes duas em cantaria a dos "Leitões" passagem da estrada
Nacional Nr.231 e a do "Porto".
Tem ainda duas pontes em madeira situadas uma junto
à fábrica "Moura Cabral" e uma outra onde se juntam as duas
ribeiras. Nos últimos passou a dispor de uma outra passagem esta em betone,
junto ao lugar conhecido por "Regato" .
Não sendo os seus "poços"
tão atraentes para os banhistas como são os da ribeira das Courelas é
também ao longo da ribeira de São Bento que existiram alguns moinhos
que foram de muita laboração mas que com os tempos foram também
perdendo a sua actividade.
As ribeiras de Loriga, são pois algo que
faz parte do que a Natureza construiu para dar à vila de Loriga um esplendor
de beleza e de riqueza e acima de tudo na sobrevivência das pessoas e da Vida. |
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Nota:-As ribeiras de Loriga
são, pois, algo que faz parte do que a Natureza construiu para dar à
vila de Loriga um esplendor de beleza, de riqueza, de vida e sobrevivência das
pessoas. |
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Vídeos |
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Os
Balcões de Loriga |
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Os balcões de pedra que se
vêm um pouco por todas as ruas, largos e becos de Loriga antiga, fazem parte
da arquitectura rural da povoação desde o seu início, e são
um contributo para a tornar numa vila bela, típica e verdadeiramente acolhedora. |
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Ao percorrer a Vila de Loriga,
decerto irá reparar em muitos Balcões de pedra, que dão
o acesso a muitas das habitações, havendo, em tempos, muitos
mais.
Na década de 1950, uma decisão arrojada levou o Senhor Presidente
da Junta de Freguesia de então, Manuel Gomes Leitão Júnior,
a uma politica do "deita abaixo" de muitos dos balcões que
existiam, os quais, segundo consta, dificultavam o acesso a muitas ruas e becos.
Os Balcões são normalmente construídos em granito, e perde-se
no tempo as gerações que por ali passaram e se sentaram naquelas
pedras gastas e nuas que, ao mesmo tempo, são testemunhas ou mesmo relíquias
simbólicas do um passado e de uma outra realidade.
Em épocas já distantes, era típico ver as pessoas sentadas
nos balcões, tagarelando ou cantando em paz e harmonia, sendo hoje lembranças
e saudades que ficaram na recordação de muitos, mas que aos poucos
se vai vendo desaparecer.
Hoje com a cimentação de muitos dos Balcões de pedra o
que, de certa forma, representa um atentado à arquitectura tradicional
e pitoresca da vila, os Balcões de pedra vão perdendo, desse
modo, a sua originalidade secular.
No entanto ainda hoje podemos ver muitos na sua originalidade até alguns
ornamentados com vasos de flores, o que os torna ainda mais pitorescos e bonitos. |
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Balcões numa das ruas de Loriga (Rua
das Flores) |
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Balcão da Escola
Velha |
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O Balcão
da Escola Velha
O balcão situada junto
ao local conhecido por "Praça" na Rua Sacadura Cabral, que
popularmente se continua a chamar pelo "Balcão da Escola Velha",
nome que assim ficou, porque era ali a entrada de acesso à escola que
ali existiu numa Loriga de outras eras.
É sem dúvida o local mais castiço existente em Loriga,
recanto de saudade nele se sentaram gerações de miúdos,
jovens, rapazes e homens, que ali trocavam e ainda hoje trocam alegrias, novidades
e tristezas em que a alma da saudade não faz esquecer recantos que nos
fazem lembrar, pessoas e pedras que se conheceram. |
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Becos e Pátios
de Loriga
São recantos típicos
e pitorescos de uma vila antiga, que podemos ver e admirar um pouco por toda
a parte histórica de Loriga. Um viver em comunidade onde os sentimentos,
amizades, alegrias, tristezas, vivem lado a lado e se cruzam dia a dia na mesma
vivência, estando bem presentes a mesmas calçadas, as soleiras
das portas, as mesmas portas, os balcões, as próprias pedras,
tudo isso, continuando a serem testemunhas silenciosas de um passado de gerações,
que parecem guardarem para sempre as recordações.
Mesmos os tempos hoje em dia serem outros, os Becos e Pátios de Loriga
continuam ainda bem presentes nas raízes de um povo e de uma vila histórica
muito antiga. É um viver em comunidade que representa acima de tudo
a continuação da amizade e da fraternidade, que une pessoas de
uma terra amada, mesmo após deixarem esses locais e partirem para outros
lugares, mas que estejam onde estiverem, continuam a ter sempre presente estes
recantos onde nasceram e que recordam numa nostalgia de saudade.
Becos e Pátios de Loriga, recantos de casas antigas com muitas histórias
para contar, gerações de famílias ali nascidas e criadas,
que representam hoje para todos saudades que vão transportando nos seus
corações, locais onde as alegrias, as tristezas, as dificuldades,
de apenas uns, passam a ser compartilhadas por todos.
Por vezes dizemos que os tempos são outros porque, entretanto, deixou
de haver os hábitos de outras eras, estes recantos apesar de continuarem
bem presentes, parecem já não terem como dantes, a mesma veemência
de esses outros tempos e que vão estando ainda bem presente em muitos,
quando as pessoas passavam os serões nas soleiras das portas, comentando
as vidas, as novidades, os segredos, rindo, cantando cantigas populares e as
Loas a Nossa Senhora da Guia, ou mesmo rezando o terço, enfim, hábitos
de uma vida diferente que o tempo moderno, não se compadecendo, vai
tentando ao poucos apagando das nossas memórias. |

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Calçada
Romana de Loriga |
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Depois de vencerem
os Cartagineses, os Romanos chegaram à Península Ibérica
no século III A.C. e, após muito tempo de guerras, conseguiram
conquistar todos os territórios à volta do mar Mediterrâneo,
dominando todos os povos que aí viviam, e formando um grande
império.
Os povos do centro e norte da Península Ibérica, como
os Galaicos e os Lusitanos, resistiram heroicamente à ocupação
romana, durante quase 200 anos, mas acabaram também por ser
vencidos.
Para responder às exigências do modo de vida, nomeadamente
as deslocações dos exércitos romanos, as trocas
comerciais, permitindo uma ligação mais rápida
entre as principais cidades e ainda uma melhor ligação
no envio para Roma das riquezas e impostos, os Romanos procederam à
construção de uma rede de estradas e pontes, que continuam
a permanecer até hoje entre nós.
Uma dessas estradas passava em Loriga, uma ligação das
terras mais a sul, até às terras de Sena e de Conimbriga.
No seu trajecto por esta localidade, são ainda bem visíveis,
em muitos locais, alguns troços da Calçada Romana que
passava sobre as duas ribeiras, tendo os Romanos construído
duas pontes, uma das quais ainda existente. |
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Calçada Romana
em Loriga |
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Coreto na Nossa Senhora
da Guia |
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Coreto
do Recinto de N.S.da Guia
Erguido em frente da Capela de Nossa Senhora da Guia,
é, presentemente, o único Coreto existente em Loriga.
Foi mandado construir por alguns dos Loriguenses
emigrados no norte do Brasil, que faziam parte de uma
grande colónia de loriguenses, há muito anos radicada
naquela zona de Brasil, e que foram grandes beneméritos
da sua adorada terra.
Na placa colocada neste Coreto, datada de 1905, poderão
ler-se os nomes desses beneméritos que contribuíram para
a sua construção:
"Joaquim Fernandes Gomes,
António Duarte Pina, Augusto
da Costa Madeira, José Lopes de Brito, João de Brito, José
Alves Nunes Pina, Manuel dos Santos Silva, José de Moura
Galvão e José dos Santos Portela" |
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Ponte do
Porto |
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Construída
em 1882, esta ponte original de Loriga, é popularmente chamada
"Ponte do Arrocho" devido à sua configuração.
Toda ela construída de granito, fica situada sobre a Ribeira
de São Bento, ligando a povoação propriamente
dita ao pitoresco "bairro" do Porto. |
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Ponte do Porto |
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Ponte do "Zé
Lages" |
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Ponte
do Zé Lages
A Ponte do Zé Lages,
sobre a Ribeira das Naves ou "Courelas" como popularmente é
assim chamada, está situada no local também conhecido pelas "Lamas".
Passou a ser conhecida por "Ponte do Zé Lages" quando da construção
da Fábrica do "Zé Lages" ali existente.
Ponte de rara beleza construída quando da construção da
estrada, trajecto Fábrica dos Leitões até à "Selada",
nos finais da década de 1920 e princípios da década de
1930. A conclusão das obras ocorreram no ano de 1932, conforme se pode
visionar na data nela inserida.
Toda ela construída com pedras de granito que mãos artísticas
trabalharam em cantaria, que se pensa ter a sua construção sido
efectuada, toda ela, por trabalhadores Loriguenses que existiam nessa época
em Loriga, que eram verdadeiros artistas na arte de trabalhar as pedras, apesar
de se saber também que a construção da estrada até
à "Selada" foi feita pela maioria de trabalhadores de uma
comunidade vinda do Alentejo de uma localidade chamada Fronteira.
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Ponte do Cortiçor
A Ponte do Cortiçor, sobre
o Ribeiro da Bouqueira ou dos Bicarões como também é assim
chamado, está situada no local conhecido por Cortiçor.
Ponte toda ela em cantaria foi construída quando da construção
da estrada, trajecto da Fábrica dos Leitões até à
"Selada", nos finais da década de 1920 e princípios
da década de 1930. Pensa-se que a conclusão das obras deviam
ter ocorrido em 1932 simultaneamente quando da conclusão das obras da
Ponte do "Zé Lages". |
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Ponte do Cortiçor |
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Ponte do "Riberio
da Ponte" |
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Ponte do "Ribeiro
da Ponte"
Esta ponte sobre a Ribeira
das Naves ou "Courelas" como popularmente mais conhecida, encontra-se
situada no local conhecido pelo "Ribeiro da Ponte" logo no seguimento
do lugar chamado "Presa" fazendo parte do trajecto de acesso à
"Canada".
Apenas destinada a passagem de pessoas, desconhece-se em concreto a data precisa
da sua construção, mas tudo levando a crer ser de facto muito
antiga, fala-se mesmo ter mais de 100 anos de existência. Naquele lugar
segundo relatos antigos, sendo a actual ou outra que pudesse existir antes,
foi sempre meio de passagem sobre a ribeira durante séculos.
Esta ponte é na realidade a principal ligação no trajecto
entre a vila e a "Canada", bem como, foi também durante muitos
e muitos anos o principal e único caminho de ligação,
para a povoação do "Fontão, anexa de Loriga. |
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Ponte Romana em
Loriga
Situada sobre a Ribeira das
Naves e, muito perto do local
chamado por "Moenda", é uma ponte de um só arco, não se sabendo com
precisão, a data da sua construção.
O que se sabe, é que faz parte dos muitos vestígios da presença romana nesta
zona da Serra da Estrela.
Em alguns locais desta vila, ainda hoje se podem admirar troços de
calçada romana, caminho que ligava Loriga a Sena e Conimbriga.
Sobre a Ribeira de São Bento, existiu também uma outra ponte
romana que fazia parte do mesmo caminho, só que essa não chegou
aos nossos dias. |
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Ponte Romana em Loriga
(Século I a.C.) |
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Ponte dos Leitões |
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Ponte dos Leitões
A Ponte dos Leitões sobre a Ribeira de São Bento,
fica situada no local popularmente conhecido por
"Leitões" que está relacionado à fabrica com
o mesmo
nome que foi ali fundada.
Também construída em granito ficou concluída quando
da construção da estrada de Loriga nos finais da década
de 1920. No entanto, sabe-se que naquele lugar já
era local de passagem muito antes da construção da ponte.
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Ruas históricas
e tradicionais |
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A Rua Sociedade Recreativa Musical Loriguense, popularmente mais conhecida por "Rua
Escura", a Rua
de São Bento
e também um lanço
na Rua Passos do Senhor,
que fazem parte do centro histórico desta vila, são calcetadas
com pedras originais da região de Loriga, de diversas qualidades
e variados formatos, por isso serem consideradas as ruas mais típicas
de Loriga, únicas ainda a manter esse seu piso primitivo, que
as tornam em ruas tradicionais. |
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Rua de piso tradicional
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Praia
Fluvial de Loriga |
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Começou a funcionar no Verão
de 1998, tendo sido inaugurada oficialmente no dia 27 de Julho de 1999.
O Secretário de Estado do Ambiente José Guerreiro, deslocou-se a Loriga
para a inauguração oficial onde foi, também hasteada a Bandeira
Verde com a qual foi premiada, devido à excelente qualidade das suas águas.
Com análises efectuadas pela sub-região de Saúde da Guarda estas
águas, de verdadeira pureza e límpidas, "podem até ser bebidas sem qualquer tratamento" dão ainda maior relevo à atribuição da bandeira
verde, pelo facto de ter sido esta Praia a única no Distrito da Guarda a merecer
tão elevada distinção.
Situada numa magnifica paisagem desta localidade e da Serra da Estrela, é na
realidade um local atraente e agradável para tempo de descanso e de laser, não
havendo quem, dadas as condições, resista a dar um mergulho naquelas
águas cristalinas.
Obra realizada com custos na ordem dos 20 mil contos, dos quais 75% foram financiados
pela Câmara de Seia, estão ainda em curso outros projectos, que incluem
a criação de infra-estruturas, que visem tornar ainda mais apetecível
aquele lugar e a Praia fluvial.
O sonho, vindo de longe, de tornar aquele local um espaço de vida em termos
de qualidade ambiental foi, pois,
concretizado. Os Loriguenses estão orgulhosos e, por certo, sabem que o visitante
encontrará neste lugar um cenário grandioso, atraente e emotivo. |
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Praia Fluvial de Loriga |
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Sepultura antropomórfica (Século
VI A.C.) |
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Caixão
da Moura |
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Sepultura antropomórfica
que se encontra no lugar que foi desde sempre conhecido por "Campa"
e que fica a cerca de 2 Km do centro da Vila.
Este singelo monumento em local praticamente escondido pela vegetação,
pouco ou nada se sabe da sua origem.
Embora se não possa precisar a data, é mais do que certo
ter sido deixado ali há mais de 2.000 anos, mesmo até
antes da chegada da civilização romana a esta região.
Através dos tempos, muitas versões de opinião
se tem conhecido a respeito deste monumento, mesmo até ao fim
a que se destinava.
Do muito que se tem dito e que, apesar de tudo, parece mais viável,
este monumento teria sido um túmulo coberto por uma laje que
entretanto desaparecera. Assim sendo, é pois provável,
ter sido aquele lugar um local de culto, a avaliar, até, pelo
facto de se encontrar no sopé do monte em cujo cume existiu
um Castro. Outras teorias dão conta de que
o "Caixão da Moura" se trata de um "lagareta",
pequeno lagar para pisar uvas, teoria que pode merecer alguma aceitação
mas em séculos posteriores à sua origem.
Indiferente a que tudo se possa dizer ou contar, este monumento é
de valor histórico e, por isso, deve ser protegido. A sua verdadeira
história ficará, para sempre, numa mistificação
de ecos mudos e surdos como, de certo, vem acontecendo através
dos séculos tempestades e noites. |
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A "Moura" |
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Era verão, noite enluarada
Raios de luz, estrelas no céu
Trajava verde cor da mata
De cinza-rocha era seu véu.
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Na borda do seu caixão
Eu vi a Moura altiva
Com seu pente na mão
Belos cabelos penteava. |
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Ao lado de seu ataúde
Eu vi a Moura a sorrir
A alma que anseia vive
Som da guitarra a ouvir.
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No seu banco de pedras
Eu vi a Moura sentada
Punha sandálias de tiras
Pra passear na calçada. |
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Vista Alegre na ladeira
Eu vi a Moura a descer
Bilha de barro à cabeça
Na sua fonte a encher. |
No pinhal bem ao meio
Eu vi a Moura a esperar
Cavaleiro Mouro já veio
Pra Vila Moura a levar. |
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Se lá passares, olha se a vês
!
Faz uma quadra pra ela. |
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Autor : Antero Almeida Figueiredo
Agosto/2004- SP, Brasil |
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"Garganta"
de Loriga |
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"Garganta de Loriga" |
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Quem não conhece a Serra da
Estrela, mal pode imaginar o que ela tem de grandioso e impressionante. Considerada
como a mais bela de Portugal, não só pela vastidão do panorama
que se pode desfrutar mas, acima de tudo, pela prodigalidade da natureza ali tão
exuberantemente evidenciada tendo, na "Garganta de Loriga",o melhor da sua
imponência e sedução.
De qualquer lado que ela seja vista na sua grandiosidade, é cingida por gigantescas
e alcantiladas massas graníticas dum cinzento-escuro, que lhes dão a
forma de desmesurado V, onde deslumbra o granito talhado pelo Glaciar que há
milénios era Rei e Senhor das terras altas, cravando a sua marca numa paisagem
de vislumbrar, que hoje podemos identificar com extrema facilidade, nos granitos polidos,
nas moreiras e blocos erráticos.
O espectáculo que a natureza nos oferece da "Garganta de Loriga" é
dos mais surpreendentes e, perante o qual, nos sentimos diminuídos e subjugados,
como águia já impossibilitada de dominar o espaço nas alturas.
No inverno em dias tempestuosos, impressiona pelo roncar constante dos vagalhões
das suas cascatas, mas, quando o sol doirado desponta sobre aquelas enormes penhas,
os seus sorrisos abertos recebem lá os bons dias do lindo sol para depois despejar
pelos vales e Vila dando, assim, sinal da nova vida que está chegando: - uma
nova Primavera a sorrir num reino de esplendor que é Loriga. |
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Vídeo |
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Descida da Garganta de Loriga = |
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Interior do Moinho
do Teixeiro (2002) -ainda em actividade- |
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Os
Moinhos de Loriga |
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A construção
dos moinhos de água junto às ribeiras ou rios, era precisamente
por ser a água a força motriz para a sua laboração.
Uma engenharia vindo dos tempos mais remotos, consistia no encaminhamento
das águas por levadas ou calhas, para movimentar rodas construídas
para o efeito, no sentido de fazer rodar a mó, e assim ser efectuada
a moagem do milho e centeio.
É de salientar a importância que os moinhos tinham na
economia local, designadamente na moagem do milho, com cuja farinha
se confeccionava a tradicional e gostosa broa de milho.
Ao longo das duas ribeiras de Loriga, foram em grande número
os moinhos hidráulicos que existiram, sendo os mais vulgares
os de roda motriz horizontal - moinhos de rodízio. À
excepção de um ou outro, em que a sua movimentação
se procedia por uma grande roda no exterior, em todos os outros, a
água era encaminhada para a parte inferior do moinho onde, em
queda rápida, a mesma fazia rodar uma roda de penas ou penado
e, esta por sua vez, através de um eixo, lobeto ou ligação,
veio e argolas, fazia movimentar a mó da moagem situada na divisão
superior.
Reportando à actualidade, quase todos os moinhos estão
em ruínas ou em adiantado estado de degradação,
à excepção de um, curiosamente afastado da ribeira,
situado a meio do caminho que leva até à Ponte Romana,
que tem ainda alguma actividade. A evolução das sociedades
e o desenvolvimento tecnológico, sobretudo o aparecimento das
moagens industriais, relegaram estes moinhos para segundo plano. No
entanto esles constituem um património que urge preservar, integrando-os
no nosso quotidiano, fazendo deles não apenas peças de
museu, mas realidades vivas. |
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Muitos dos Moinhos de Loriga
conheci
Com as Mós em constantes movimentos
Com os tempos foram ficando extintos
Tudo por causa dos modernos eventos |
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Os Moinhos de Loriga que existiram
São apenas hoje relíquias presentes
Pedras enegrecidas, gastas e nuas
Que para muitos são monumentos |
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Vídeo:- Moinho
em movimento (Autoria de ZéFernandes) |
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Os
Fontanários na Vila |
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Percorrendo algumas das artérias
principais desta localidade, decerto não deixará de reparar nas fontes
onde a água cristalina cai dia e noite, como uma sinfonia sem fim. Numa placa
de mármore nelas fixadas se poderá ler:- Colónia Loriguense de
Manaus 1905-1907. O visitante pára, por momentos olha e ao ler tais legendas,
pensará, que apesar de estarem muito longe, os filhos de Loriga não se
esqueceram da sua terra.
A Colónia dos Loriguenses em Manaus, mesmo longe
pela distância, não esquecia também as necessidades dos seus conterrâneos
e, assim pensaram levar a bom termo a iniciativa da construção de Fontanários
na sua terra.
Em 6 de Agosto de 1905 dia da Festa da Nossa Senhora
da Guia, alguns Loriguenses reuniram-se na casa do Sr. José da Cruz de Moura
Pina, tendo decidido constituir uma comissão com vista à angariação
de fundos no sentido de abastecer a população de Loriga de água
verdadeiramente potável e em condições perfeitamente higiénicas.
Essa comissão ficou assim constituída:- José da Cruz de Moura Pina, Presidente;- Manuel de Jesus
de Pina, Tesoureiro;- José Alves Nunes de Pina, Secretário.
Faziam parte desta Comissão um Conselho Fiscal assim
constituído:- António
Ambrósio de Pina; Augusto Mendes de Gouveia e Joaquim Ambrósio de Pina.
As Fontanários de Loriga, são pois obras
vivas do passado, doadas por esses Loriguenses que apesar de estarem longe, amavam
a terra que tinha sido seu berço, não esqueciam as carências nela
existentes e também as necessidades das suas famílias. |
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Aqui se registam os nomes de todos
aqueles que contribuíram para este grande melhoramento de Loriga. |
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Lista onde consta os nomes e respectivas
assinaturas das pessoas: |
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"José da Cruz de Moura
Pina; Jeremias Alves Nunes de Pina; Emigdio Alves Nunes de Pina; Manoel de Jesus de
Pina; Augusto Mendes Gouveia; António Ambrósio de Pina; Albino Pinto
Martins; António da Silva Páes; António Alves da Costa; Abílio
Cardoso de Pina; José Ambrósio de Pina; Abílio Fernandes Nogueira;
Manuel de Brito Pinheiro; João Luis de Moura; António Dias dos Santos;
António Luis de Moura Pina; Carlos Augusto da Costa; Olarias-proprietários
Francisco Santos e José Duarte Pina; Henrique de Moura (Joaquim); J.António
& Irmãos (Fontão); Olaria-proprietários José G. de
Pina e José de Brito Pina; José Nunes Caçapo; António Gonçalves
de Pina; António de Brito Miguel; Manuel de Brito Inácio; Joaquim de
Pina Pires; António Gomes Leitão; José de Pina Pires Júnior;
António de Pina Monteiro; José Alves do Torno; João Gonçalves
de Brito (Alvoco); José Diogo Ferreira; António de Brito; Domingos Maria
da Costa Veiga; José Alves Martins José; António Gomes Luiz; Joaquim
Lopes de Brito; Joaquim Alves da Costa; António Marques Luis; José Gomes
Martins; Plácido Nunes Amaro; Francisco de Brito Pinheiro; João Luis
de Moura; Henrique Pinheiro; Joaquim Gomes de Brito (Alvoco); Abílio Duarte
dos Santos; António Duarte dos Santos; Abílio Diogo de Gouveia; Manuel
Pinto de Abranches; Germano Diniz (da Carvalha); João Henrique Freire (da Barriosa);
Emília Mendes de Pina; João Fernandes de Moura". |
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Nota:-Fazem parte desta Lista mais três nomes,
só que se encontram ilegíveis. |
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Existem muitas mais pessoas que contribuíram
para a construção dos Fontanários, nomes que aqui faço
constar, estes transmitidos via verbal por um Loriguenses residente no Brasil e, que
se encontram inseridos nos registos das memórias do senhor Padre Lages, intitulado
"Para Constar". |
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"Joaquim Gomes de Pina; Joaquim
Ambrósio de Pina; Joaquim Lopes Cecília; José Alves Nunes de Pina;
António Alves Nunes de Pina; Joaquim de Pina Monteiro; António Pina Monteiro;
José Pina Monteiro; Abílio Santos Ferrito; José Gomes Luiz Lages;
António Gomes Luiz Lages; Afonso Duarte Jorge; Manuel de Moura Pina; João
de Moura Pina; António de Moura Pina; Abílio Cardoso de Pina; José
Ambrósio de Pina; José Diogo Ferreira; Joaquim Lopes de Brito; Alfredo
da Costa; João Luiz dos Santos" |
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* |
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São três os Fontanários
edificados na Vila:- Fonte do Adro; Fonte
das Almas; Fonte do Porto. |
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Poemas aos Fontanários * |
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Nas ruas de Loriga
vejo as Fontes
Com puras águas sempre a correr
Foram os brasileiros lá muito longe
Que um dia as mandaram erguer |
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* |
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Puras são as
águas que chegam
Para a garganta ali se refrescar
Águas que a todos mata a sede
E que são para sempre de recordar |
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* |
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Fontes de águas
cristalinas
Caindo, caindo sem parar
A que sobra segue para a ribeira
Que as leva depois para o mar |
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* |
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Boas águas dos
montes altos
Na Fonte sempre a correr
Dois tanques ali foram feitos
Para alguma água se não perder |
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* |
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Noite e dia a água
caindo
Como uma sinfonia sem fim
Muitas vezes ali eu me chegava
Parecendo musica que tocava para mim |
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* APina |
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Fonte das Almas |
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1º. Centenário dos Fontanários
da Vila de Loriga |
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Realizou-se nos dias 10 e
11 de Novembro de 2007, a celebração do 1º. Centenário
dos Fontanários da Vila de Loriga, (1907-2007) que se revestiu de enorme
relevo, homenageando também dessa forma a grande Colónia Loriguense
do norte do Brasil, os grandes obreiros da construção das três
Fontes gémeas, que chegaram aos nosso dias e que temos por dever, como
gerações vindoiras, conservar como monumentos de Loriga.
Foi uma Festividade revestida de cerimónias bonitas, que encheu de alegria
e fraternidade uma vila, que se uniu num gesto de Gratidão, para aqueles
seus antepassados que tão grande Feito efectuaram, que apesar de viverem
longe não esqueciam as carências na sua terra.
Dia 10 - Abertura da exposição de Pintura e fotografia intitulada
"Loriga sua terra e suas gentes" e actuação do Grupo
de Fados no Salão Paroquial.
Dia 11 - A Banda percorreu as ruas de Loriga passando pelas três Fontes
gémeas numa homenagem singela, tendo-se concentrado o palco principal
na Fonte do Adro onde o Presidente da Junta de Freguesia de Loriga usou a palavra
numa mensagem alusiva à comeração do 1º Centenário
das Fontes.
Seguiu-se a Missa na Igreja Paroquial, com os cânticos a cargo do Orfeão
de Seia e a homília endereçada às fontes e a sua água,
recordando-se a importância vital que tiveram para Loriga, nessa longínqua
época já passada.
Foi efectuado ainda um concerto pela Banda de Loriga, e também a actuação
no salão Paroquial do Orfeão de Seia e do Orfeão do Tortosendo.
Recorde-se que o Município do Concelho fez-se representar pelo Doutor
Carlos Filipe, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Seia.
Foi ainda servido no salão dos Bombeiros Voluntários de Loriga,
um lanche de convívio em que assistiram muitas pessoas.
O 1º. Centenário dos Fontanários da Vila de Loriga teve
grande desenvolvimento noticioso, pelos meios da comunicação
social escrita e radiofónica, bem como, através da Net, onde
foi bem demonstrativo a importância desta Comemoração,
mais que justa, que como Loriguneses teremos de dar os parabéns à
Junta de Freguesia de Loriga, aos vários órgãos locais
e a todos aqueles que colaboraram para este dia grande de Gratidão,
que estou certo ficará bem gravado na história de Loriga, que
as gerações vindoiras um dia irão recordar. |
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Nota:- Visione
algumas das Pinturas
da Exposição sobre o tema "Loriga sua terra e suas gentes" inseridas nas festividades do 1º. Centenário
dos Fontanários da Vila de Loriga. |
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"As
Râmbolas" |
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Nos anos doirados de grande laboração
das fábricas de lanifícios em Loriga, tal como em outras localidades
industriais, as râmbolas constituíam um cenário curioso, hoje já
muito pouco usual, tendo em conta o progresso e tecnologia actual. |
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As Rambias ou, mais correcta
e vulgarmente chamadas Râmbolas, eram compridas armações
de madeira ou ferro, munidas de escapulos, eram normalmente construídas
nas zonas industriais junto das fábricas, onde se punham compridas peças
de pano a secar, servindo ainda como verdadeiros esticadores.
Durante muito tempo, foi o método utilizado pelas fábricas de
Loriga, para a secagem das peças de panos, cuja colocação
requeria um certo conhecimento e perícia por parte dos operários
que a executavam com mestria. E assim as Râmbolas ficavam vestidas as
quais vistas dos Mirantes de Loriga, forneciam um cenário bem elucidativo
da grande terra industrial que Loriga era.
As Râmbolas nesta localidade, deixaram aos poucos com naturalidade de
ter a primitiva utilidade e foram desaparecendo desses mesmos locais onde tinham
sido construídas. No entanto, continuam na memória de muitos
que, em crianças, ali saltavam, corriam e balouçavam, nunca pensando
que um dia teriam um fim. |
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A útima Râmbola |
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As
Palheiras de Loriga |
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Um pouco por todo
o lado da região circundante de Loriga, são muitas as
palheiras que se podem ver e que fazem parte da história desta
localidade e das suas gentes.
Construídas em granito e xisto, onde os telhados eram suportados
por traves de castanho, as palheiras são parte de uma paisagem
que rodeia a vila de Loriga, onde em todas elas parece haver uma história
para contar. Edificados para guardar os animais, os cereais ou mesmo
frutos, foram também casas de habitação, onde
nasceram, viveram e morreram muitos origuenses.
Em consequência do sistemático abandono das terras de
cultivo, os incêndios e ainda a falta de obras de remodelação,
as palheiras foram-se degradando, hoje muitas delas, são apenas
ruinas e paredes, parecendo monumentos tristes, onde existiu um passado
de vida, alegria e prosperidade.
Construídas nos mais remotos lugares, são centenas as
palheiras existentes, onde os seus proprietários e construtores,
empregavam toda uma engenharia manual na sua edificação
e, como eram tempos diferentes, a construção de muitas
não eram licenciadas, por isso, hoje em dia, são muitas
as que não estão devidamente registadas.
Nos tempos actuais parece existir um certa tendência, no aproveitamento
de muitas das palheiras, como casas de habitação temporária,
sobretudo para férias, só que sendo recuperadas com a
aplicação do cimento e tijolo, decerto as vai fazer perder
a estética rural e o primitivo tradicional como sempre se conheceram. |
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Conjunto de palheiras
(Encosta da Cabeça) |
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Palheira antiga (Caminho
Romano) |
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Rua de São Sebastião
(Junto ao Cemitério) |
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"Alminhas"
Vozes do passado sibilando
vindo em ventos outonais
lembranças que vêm do além
em dissonâncias infernais.
Séculos, tempestades e noites
ecos de saudades profundos
num pensamento térreo
em outras eras, outros mundos.
À beira dos caminhos vêm
sombras que não voltaram
passos trémulos se extinguiram
lá para longe e não regressaram
Em linguagem de granito
eco surdo de mistificação sentida
mão em chamas se eleva
num espirito e ânsia incontida
*
Em frente dumas "Alminhas"
Não há decerto ninguém
Que não recorde saudoso
As Almas que Deus lá tem. |
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"Cruzeiro
da Carreira - 1820" |
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Cruzeiro!.. Onde no topo se
eleva a cruz granítica como que sentinela de fé com pedras morenas,
nuas, açoitadas pelos ventos e enegrecidas pelas chuvas e por sois.
Que divisa o sol logo ao romper da aurora e o vê desaparecer quando a
noite se aproxima.
Cruzeiro!.. Quantas gerações passaram e se sentaram já
naquele pedestal e que ao mesmo tempo é testemunho de tempos que já
lá vão, relíquia simbólica e eloquente de antepassados,
aureolado pelo simbolismo e fantasias lendárias que representa uma realidade
e uma esperança.
A realidade, porque mostra a fé e o patriotismo daqueles que neste torrão
hermínio viram a luz do dia e cujos nomes e anos já esqueceram.
A esperança porque é para os Loriguenses de hoje um estímulo
a lembrar o sagrado dever que tem de transmitir aos vindoiros a fé que
os antepassados legaram.
Nota:- Este Cruzeiro está edificado num local de Loriga popularmente
chamado "Carreira", sendo como que um símbolo desta localidade,
numa ideia concebida pelos antepassados Loriguenses, ainda ali bem viva. |
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Av.Augusto Luis Mendes
"Carreira" |
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"Cruzeiro
da Independência - 1940" |
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O Cruzeiro (antigo)
no Largo da "Carvalha"
ou Largo do Santo António |
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O primitivo Cruzeiro foi edificado
em Loriga no Largo de Sto.António, mais popularmente chamado Largo da
"Carvalha". A sua inauguração, com a respectiva benção,
ocorreu no dia 8 de Dezembro de 1940, com grande brilho, quer nas funções
litúrgicas, quer no entusiasmo da freguesia e daqueles que tinham lutado
para a sua construção.
O levantamento do Cruzeiro em Loriga, foi um dos muitos construídos
por todo o país, como monumento evocativo do "Oitavo Centenário
da Fundação e Terceiro Centenário da Restauração
da Pátria" . Surgiu de uma ideia do Rev. Padre Moreira das Neves
para perpetuar, para as gerações vindoiras portuguesas, tão
importantes acontecimentos.
Assim em Loriga foi, desde logo, acarinhada entusiasticamente essa ideia, não
só pela população, como pelos organismos competentes locais,
tantos religiosos como sociais, sendo logo constituída uma comissão
para proceder à angariação de fundos.
Todo ele em mármore e de rara beleza, era como uma sentinela naquele
Largo, onde os ramos das grandes árvores o resguardavam do Sol. Ali
se manteve, durante cerca de pouco mais de três dezenas de anos, sendo
retirado com todo o cuidado daquele local, no principio da década de
1970 na ideia de, posteriormente, ser novamente erigido.
No entanto, tal só viria acontecer nos finais de 1998, ao ser reconstruído,
não no primitivo lugar, mas sim num outro local de Loriga, desta feita
no Largo do Fonte do Mouro. -Inauguração efectuada a 8 de Dezembro
de 1998. |
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O Cruzeiro (actual)
na Rua Fonte do Mouro |
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Cruzeiro
do Adro da Igreja - Desaparecido |
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Chegou a existir no Adro da Igreja
em Loriga, um Cruzeiro, preciosa jóia de verdadeira arquitectura, que segundo
se sabe as pedras foram caindo ou mesmo derrubadas, para que nunca mais fossem levantadas
e, mesmo sem se saber porquê, foram desaparecendo nunca chegando-se a saber ao
certo na época, qual o destino que lhes foi dado.
O conhecimento da existência de um Cruzeiro naquele local, chegou até
aos nossos dias através de relatos muito antigos, não se conhecendo qualquer
escrito e descrição a datas ou mesmo a forma arquitectónica com
era a sua construção. |
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A
"Carreira" |
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Este local de Loriga, tradicionalmente
assim chamado, faz parte da Avenida Augusto Luís Mendes, hoje em dia considerado
um lugar central, havendo mesmo quem diga, ser a sala de visitas desta Vila.
O nome de "Carreira" como popularmente se conhece, vem já de há
muitas dezenas de anos atrás, mais precisamente, quando começou a haver
em Loriga camionetas de transportes públicos, pois era este o local onde chegavam
e donde partiam essas carreiras, tal como acontece nos tempos de hoje.
Este local da Vila de Loriga, que em tempos longínquos começou por ser
a entrada para esta povoação, poderia ser visto de todos os mirantes,
dali se avistando, também, paisagens inconfundíveis é, nos tempos
actuais, uma avenida bem central e ainda local de encontro dos que chegam e dos que
partem.
Lugar de rara beleza, que uma certa geração loriguense ainda recorda,
num cenário de muitas árvores com um certo porte, bem alinhadas de um
lado e outro da avenida, que se estendia até ao "cabo da carreira".
Nessa extensão, num dos lados, corria silenciosamente a água de uma levada
feita de pedra de granito envelhecidas pelos tempos, onde muitos se sentavam principalmente
no verão à sombra daquelas árvores, dando um panorama inconfundível
que não podia ser esquecido pelo desenhador, pintor ou fotografo de ocasião.
Nos primeiros anos da década de 70, foi este local tema de verdadeira transformação,
numa perspectiva de futuro, com a construção de muitas novas casas e
num grande desenvolvimento comercial, daí o dizer-se que é a avenida
central de Loriga.
Este local de Loriga, ficou marcado na memória de uma certa geração
de Loriguenses, ao qual se habituou a chamar "Carreira" que, apesar das muitas
transformações porque já passou, irá, de certo, marcar
as gerações vindoiras. |
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"Carreira" 1951 |
"Carreira" 1976 |
"Carreira" 1996 |
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Os Pelourinhos em
Portugal, edificados um pouco por todo lado, e que ainda hoje muitos
deles primitivos existem, parece terem ficado marcados na história
portuguesa pela negativa.
O Pelourinho de Loriga até ao século XIX, encontrava-se
erguido num pequeno Largo desta
Vila perdendo-se no tempo o motivo e a história da sua demolição.
Dele ficaram apenas uns poucos escritos e relatos verbais, transmitidos
através de gerações em que deram sempre conta
da existência ali desse monumento.
Segundo relatos, em 1881 ainda existia "O
Pelourinho de Loriga, erguia-se em frente à casa da Câmara
e Cadeia, era constituído por uma argola movediça de
ferro forjado, tendo por base três degraus e era encimado por
pedra quadrangular o ostentando as armas da vila."
O primitivo Pelourinho de Loriga, ao ser destruído, fez desaparecer
também com ele parte da história de Loriga de séculos
passados, tendo-se até perdido uma concreta definição
estética do mesmo. Por esse motivo, quando surgiu a ideia de
reedificar o Pelourinho, foi necessário fazer um estudo aprofundado,
no sentido de que a reconstituição fosse o mais fiel
ao original. Esse trabalho pareceu valer a pena, pois hoje podemos
ver, no mesmo local, um outro Pelourinho construído ali há
poucos anos.
São mesmo poucas, as versões existentes relacionadas
ao Poleirinho de Loriga, mas a que parece mais credível é
a versão do Capitão Dr. António Dias, na década
de 1950, que se baseou nas informações orais de um velho
operário, que se lembrava muito bem do Poleirinho inclusive
viu cair a picota.
A reconstituição do Pelourinho de Loriga, foi feita a
partir desta versão escrita pelo Capitão Dr. António
Dias e o desenho foi feito pelo senhor Júlio Vaz Saraiva, ex-desenhador
da antiga empresa Hidro Eléctrica, verdadeiro expert
na área dos poleirinhos.
A reedificação do Poleirinho de Loriga foi finalmente
concretizada, sendo inaugurado no dia 1 de Agosto de 1998. Apesar de
não ser o primitivo é com satisfação que
os Loriguenses vêm ali erguido aquele monumento histórico
que fez parte da história antiga desta localidade e da sua população. |
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Caracterização
Topológica do antigo Pelourinho de Loriga |
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Base:-Dois blocos hexagonais, tendo o primeiro
75 cm de altura e 1 metro de largura e o segundo 35 cm de altura e
60 cm de largura; Fuste:-Cilíndrico; Capitel:-Sobre
uma calote esférica, tem três secções cilíndricas,
a primeira 30 cm de diâmetro e 20 cm de altura, a segunda 45
cm de diâmetro e 20 cm de altura e a terceira 60 cm de diâmetro
e 20 cm de altura ; Remate:-Cilíndrico; Coruchéu:-Uma
semi-esfera tem 35 cm de diâmetro e 25 cm de altura; Grimpa:-Um
catavento em forma de bandeira;
Acessórios:-Uma
argola esférica a meio da coluna; Classificação:-Sem decoração ou arrebique
de estilo que lhe confiram uma feição artística
definida; Época
provável de construção:-Século XVI; Época provável de demolição:-Finais do Século XIX. |
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Largo do Pelourinho
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"
Estátua do Dr. Amorim da Fonseca" |
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Largo do Dr. Amorim
da Fonseca |
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Num dos largos da rua principal
desta localidade, pode admirar um monumento ali erguido, numa justíssima
homenagem de gratidão do povo de Loriga ao médico Dr. Joaquim
Augusto Amorim da Fonseca que, apesar de não ser desta terra, durante
mais de três décadas ali desempenhou as suas funções
de médico, e onde veio a falecer em 13 de Maio de 1927, vítima
do dever profissional quando, em Loriga, se lutava contra uma grave epidemia.
Natural de Varziela concelho de Felgueiras (Minho), foi designado para médico
de Loriga em 1893.
A morte do Dr. Amorim da Fonseca, "médico do Povo" como era
conhecido, foi para Loriga uma perda irreparável e, durante anos, a
população chorou o seu desaparecimento. Após a sua morte,
e depois das respectivas exéquias, o corpo foi trasladado para a sua
terra natal.
Mais tarde, a Junta de Freguesia mandou erguer o seu busto naquele largo, ao
qual viriam a dar também o seu nome, perpetuando assim também
a memória das vítimas dessa epidemia.
Em 1977, naquele Largo do Dr. Amorim da Fonseca, decorreu uma homenagem de
evocação dos 50 anos da sua morte e, ainda, da memória
de todas as vítimas dessa epidemia. |
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As
"Cruzes dos Caminhos"
Monumentos simbólicos
que sinalizam um lugar onde tenha
ocorrido morte inesperada e violenta de alguém. Fazem parte
de um culto popular, que teve um maior incremento a partir do
século XVII, com particular incidência mais a norte do rio Mondego.
Em Loriga, no lugar chamado "As Calçadas", encontra-se um
desses monumentos, testemunho do assassinato de
de uma mulher, em tempos há muito distantes, quando aquele
local servia de acesso para outras povoações. |
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Cruz na Estrada Nacional
Nr.231 |
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|
O
Cemitério de Loriga |
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Cemitério de Loriga (2002) |
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*** |
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Fica situado, no final da Rua de São
Sebastião, sensivelmente a cerca de 600 metros do centro da vila e ao cimo da
catraia da Nossa Senhora da Guia.
A construção deste Cemitério, deveu-se na necessidade de proceder
à substituição do cemitério então existente e, que
se situava onde é hoje o Largo do Santo António, bem no centro da vila.
Em 1894, foi deliberado pela Câmara Municipal de Seia, a construção
de um novo cemitério, uma carência já à muito tempo visível,
vindo também ao encontro dos pedidos que há muito vinham sendo feitos,
pelas autoridades administrativas de Loriga.
Em 1895 foi construído o novo cemitério, mas só nos primeiros
anos do século passado ficou definitivamente concluído, começando
de imediato a ser utilizado. Lentamente foi-se procedendo também à transladação
dos restos mortais do antigo cemitério no Largo do Santo António para
o novo cemitério, que só ficou concluído definitivamente mais
ou menos na meada da década dos anos de 1920, havendo até relatos que
dão conta de que, quando se iniciou mais tarde a construção das
casas naquele largo, ainda iam sendo encontradas ossadas.
Com a aquisição por compra dos lotes de terra, que a população
vai adquirindo para sepultar os seus familiares, o actual cemitério antes dos
últimos anos do século passado, ficou a arrebentar pelas costuras, como
se diz na gira, ficando mesmo sem espaços disponíveis.
Por isso, a autarquia local já alguns anos vinha idealizando e desenvolvendo
esforços no sentido de encontrar uma solução, tendo adquirido
um novo terreno ao lado do actual cemitério, ficando projectado para a curto
prazo, o respectivo alargamento. |
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O novo Cemitério |
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Nos primeiros anos
deste século, procedeu-se então à construção
de um novo espaço, na parte sul, ao lado e colado mesmo ao principal
cemitério. Na altura a sua construção levantou
até uma certa polémica, mas certo é, que a situação
de falta de espaços disponíveis ficou para já
resolvida, ficando no entanto também no ar, a ideia, que poderia
ter havido um pouco mais de imaginação e ter-se conseguido
fazer diferente, pensando-se já que um dia no futuro não
volte a viver-se a mesma situação vivida neste últimos
anos.
Este novo espaço do cemitério começou a ser utilizado
a partir do ano de 2002, onde passaram a ser sepultados os defuntos,
que não tem campas familiares ou que por alguma razão,
não estão disponíveis no cemitério mais
antigo. |
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Fachada da entrada
do novo Cemitério |
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O
Mirante da "Penha
D´Águia" -
Loriga * |
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O Mirante da Penha D´Águia
situado muito perto do local conhecido por "Selada" é dos lugares
de Loriga, onde se pode deslumbrar uma das mais encantadoras vista panorâmicas
sobre a vila e toda a região circundante que de certo nunca mais esquecerá.
Quando nos finais da década de 1920, foi construído o lanço da
estrada (hoje EN 231) entre a Fábrica dos Leitões e o local conhecido
por "Selada" e, daqui com seguimento até Alvôco da Serra, ficou
logo resguardado aquele espaço de rochas salientes alcandoradas sobre o abismo.
Segundo se sabe e também por relatos antigos, durante as obras da estrada e
já naquele lugar, surgiu logo uma ideia de salvaguardar aquela saliência
da montanha, no sentido de passar a ser um miradouro para a vila e restante vale, tendo
logo sido efectuados uns certos arranjos de acessibilidades adequados, que apesar de
mínimas, transformaram desde logo aquele local num mirante.
Durante cerca de três décadas manteve sempre o seu estilo primitivo, sem
resguardos tornava-se até um local perigoso. Aquele local só foi requalificado
e transformado num verdadeiro miradouro, no ano de 1958 quando, a estrada EN.231 entre
São Romão e Pedras Lavradas em todo o seu percurso, foi restaurada e
alcatroada, suprimidas algumas curvas e apetrechada com muitos aquedutos para o escoamento
das águas, tendo sido também devidamente sinalizada, ficando desta feita
uma magnífica via de circulação.
Nesse ano de 1958 e durante o mês de Abril, foram então concluídas
finalmente todas as obras necessárias no novo mirante, inclusivo, foi devidamente
apetrechado com resguardos, tal como hoje se conhece, onde se pode admirar uma bela
e deslumbrante vista geral sobre a Vila de Loriga e grande parte do vale e onde de
certo se vai ínspirar, o poeta, o fotógrafo, o escritor e também
o sonhador. |
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*** |
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Recomendação ao visitante |
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Ao visitar a vila de Loriga, não
deixe de visitar o miradouro da Penha D´Águia, por certo ficará
deslumbrado e verá, que levará na retina do seu olhar uma das mais panorâmicas
paisagens que de certeza não vai esquecer e vai manter na recordação. |
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Poema ao Mirante |
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Estrada Nacional 231
(Penha D´Águia) |
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O "Mirante"
é uma varanda
Parecendo não haver outro igual
Dali se avista a Vila de Loriga
Das mais lindas de Portugal |
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Alguém disse
um dia
Ao paisagem dali admirar
Parecia sentir-se passarinho
Que bem alto ia a voar |
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Ali se vai inspirar,
o poeta
O fotógrafo e também o escritor
Mas muitos mais ali vão
Ao sentirem-se sonhadores |
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Ao fundo eu vejo a
ribeira
No poço "Forte" está meu olhar
Vezes sem conta ali ia eu
Para nas suas águas me banhar |
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Ao mirante vou olhar
Loriga
Para a levar de recordação
Apesar de estar longe dela
A quero ter sempre no coração |
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|
* APina |
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Mirante de Loriga - Ano 1953 |
Mirante de Loriga - Ano 2007 |
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"Levadas
& Regos"
Um pouco por todo o lado, nos arredores da Vila
de Loriga, damos conta da existência de Levadas que
os antepassados um dia construíram para encaminharem
as águas, necessárias para movimentação das fábricas,
dos moinhos e, principalmente para as colheitas.
As Levadas são, pois, estreitos canais que transportam
a água, em muitos casos transformados em aquedutos
quando o terreno assim o exige, irrigando o solo palmo
a palmo e destinadas, como se disse, a levar a água a todos
os locais onde fosse necessária.
As Levadas de Loriga, todas elas construídas a partir
das ribeiras chegam, muitas delas, até à povoação,
onde as
suas águas se encaminham para depois deslizarem nos regos
que ainda hoje podemos ver nas ruas.
Estes regos e levadas demonstram bem ao visitante,
ser Loriga uma região de muita e preciosa água.
Uma curiosidade típica de algumas Levadas de Loriga
era os lugares próprios, que nelas existiam, que as
mulheres utilizavam para ali lavarem a roupa. |
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Lavadouro das Penedas |
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Rego na Rua Coronel
Reis |
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Ribeira de Loriga |
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*** |

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*** |
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|
Visite Loriga
e goste dela como nós |
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Uma ajuda para com mais rapidez
entrar no tema do seu interesse |
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|
Set/1999 - net/prod.© c.Site
AMMPina
(Ano 2009) |