Detalhes da História de Loriga


Inventário dos Bens da Igreja de Loriga (1912)

Com a chamada lei da "Separação" decretada pelo Ministro da justiça Dr. Afonso da Costa em 24 de Abril de 1911, do então Governo Provisório, começava assim um novo capítulo da Igreja Católica em Portugal, lei esta que determinava a separação do Estado da Igreja.
Esta nova lei veio acentuar ainda mais uma certa desconfiança que se vinha já verificando algum tempo nos meios do clero em Portugal, por isso um pouco por todas as igrejas portuguesas foram aparecendo algumas ondas de protestos e de oposição.
É evidente que a situação no país nessa altura era muito conturbada, com a queda da monarquia e implantação da República, sob efeitos do Governo Provisório, fazia pairar uma certa instabilidade a todos os níveis. As sistemáticas transformações que iam acontecendo, veio a culminar numa certa perseguição à Igreja e aos seus Ministros de Deus, durante alguns anos e que foram de triste memória para Portugal.
Em 1912 era pároco de Loriga o Sr. Padre Lages, sendo bem conhecida a sua enérgica posição contra o referido decreto, tendo até elaborado um protesto escrito quando se procedeu em Loriga ao inventário dos bens da paróquia.
Pelo valor que representa vamos recuar a esses tempos, já há muito distantes e transcrever na integra a acta respeitante a esse acto do Inventário dos bens da Igreja Paroquial de Loriga.

Arrolamento e inventário dos bens que se destinavam ao culto da Religião católica na freguesia de Loriga

"Aos quinze dias do mês de Janeiro de mil novecentes e dose neste logar e freguesia de Loriga, concelho de Seia, compareceu o Excelentissimo Bacharel António Borges Pires, Presidente da Camara Municipal, servindo de Administrador deste concelho e Presidente da comissão Concelhia do Eventário, comigo Amandio Rodrigues Frade, aspirante de Finanças deste concelho, servindo de secretário da mesma Comissão, legalmente nomeado pelo respectivo secretário de Finanças e o cidadão António Cabral, casado proprietário na qualidade de vogal da Junta da Paróquia desta freguesia e indicado pela Camara Municipal para fazer parte da referida Comissão, a fim de se proceder ao arrolamento de todos os bens que teem sido destinados ao culto publico da Religião Católica desta freguesia nos termos e para o efeito da lei da separação da Igreja do Estado, de vinte de Abril de mil novecentos e onse. Pelo dito Presidente foi ornado o arrolamento de todos os bens existentes, a principiar pelos da igreja Matriz da freguesia. Nesta altura pelo pároco encomendado da freguesia o cidadão António Mendes Cabral Lages, que se achava presente foi declarado que desejava protestar contra o acto que se ia praticar, apresentando o seu protesto por escrito.
Pelo mesmo Presidente foi ordenado que o mesmo protesto fosse junto a este auto para os devidos efeitos, prosseguindo-se ao arrolamento e verificando-se que os bens constam do seguinte: - Um edificio destinado à Igreja Matriz, da freguesia, com a sua sacristia terrea, torre com dois sinos desiguais, uma sineta sem badalo, um relógio de pendulo e pesos, tendo também côro e pulpito pia batismal quatro pias de àgua benta tudo feito de pedra vulgar e dois confessionarios de madeira de castanho. É composto de cinco altares denominados: Altar-mór com tribuna dois nichos lateraes tendo cada um sua imagem chamadas S.Domingos e S.Bento, e alem disso um crucifixo com a competente banqueta composta de seis castiçaes de madeira. Neste altar está situado o Sacrario contendo a "Pixede" ou Vaso Sacramental.- Um altar lateral com as Imagens de Santa Luzia, S.Nicolau e Santo Estevao, todas de pedra tendo tambem um Crucifixo e quatro castiçaes de madeira.- Outro altar lateral com as Imagens do Sagrado Coração de Jesus e Menino Jesus, em madeira, tendo um Cruxifixo e quatro catiçaes de madeira.- Outro altar com a Imagem da Senhora do Calvario e São João, de madeira tendo tambem um Crucifixo e dois castiçaes de madeira.- Outro altar com a Imagem da Senhora do Rosário, em madeira, com Crucifixo e dois castiçaes de madeira.- Na casa que serve de Sacristia existe uma comoda com dois gavetões, nos quaes estão os seguintes objectos: dois paramentos brancos de damasco, dois ditos vermelhos do mesmo tecido; um dito roxo idem; um preto idem; um pontifical roxo idem; uma umbela idem; dois missaes com suas estantes; um thuribulo de metal branco; dois calices: um de metal amarelo e outro com a base de estanho e a copa de prata; uma Cruz procissional de estanho; uma caldeirinha de estanho para agua benta; trez campainhas de cobre e duas lampadas de metal amarelo e um par de galhetas de vidro. Um palio de damasco preto; quatro lanternas de folha de flandes; Na Sacristia existe mais uma Imagem do Senhor da Almas com a competente cruz de madeira e uma Custodia de metal amarelo. Trez "Ambulas" de estanho. Todos os altares ja mencionados são construidos de castanho com obras de "talha". Em seguida passou-se ao arrolamento das duas Capelas edificadas nesta povoação e conhecidas pela denominação de -Capela da Senhora da Guia, á entrada da povoação na qual se acha levantado um Altar de madeira de pinho com a Imagem da Santa que dá o nome á Capela, tendo um crucifixo e dois catiçaes de estanho, existindo nela dois paramentos de damasco e uma lampada de metal amarelo.- Capela de São Sebastião edificada tambem á entrada da povoação, tendo um altar de madeira de castanho, com a Imagem do Santo que lhe dá o nome, na qual está um Crucifixo com dois castiçaes de metal amarelo. Na povoação, ha mais duas capelas por concluir sendo uma no sitio de S.Genez composta de paredes com o telhado e outra sita á Carreira, tendo somente as paredes construidas. Seguidamente procedeu-se ao arrolamento e inventário das Capelas existentes nos logares anexos a esta freguesia e que apenas é:- Uma erecta na povoação do Fontão sob a invocação de Santo António tendo um altar com a Imagem do mesmo Santo em madeira um Crucifixo e dois castiçaes de madeira um paramento de damasco branco e um missal. Todos os bens que em cima ficam descritos foram confiados nos termos do artigo cento e seis da citada lei á guarda e conservação da Junta de Paroquia desta freguesia. E não havendo mais nada a mencionar se lavrou para os devidos efeitos este auto em duplicado que vai ser assinado pelo presidente e pelo vogal depois de lido em voz alta por mim secretário que o escrevi. (aa) António Borges Pires, António Cabral, Amandio Rodrigues Frade.
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Nota:- Este registo foi transcrito conforme se escrevia na época, por isso, aqui se manteve essa sua originalidade.


A Luta sindicalista em Loriga

O primeiro movimento sindicalismo corporativo em Loriga, surge nos primeiros anos da década de 1920, quando o Padre Lages na altura, tinha então dado cobertura à criação da Associação Católica de Operários e Artistas, com data da fundação registada em 1 de Janeiro de 1923, com fins duvidosos, da qual nada resultou de benefício para a classe trabalhadora de então, mais por causa de algumas pessoas colocadas à sua frente. Esta Associação funcionou na casa ainda hoje conhecida por "Casa do Jesué", e é ali que alguns jovens loriguenses, entre eles Abílio Ramalho e Manuel Russo aprenderam as primeiras letras.

Entretanto, a nível nacional, já alguns anos antes que se notavam certas movimentações corporativas de lutas de defesa de direito, que só veio a ter mais consistência, quando em 1932, Francisco Barcelos Rolão Preto, cria em princípio uma organização anarco-sindicalista, para depois fundar Movimento Nacional-Sindicalista" (MNS), em Fevereiro de 1932, através do qual foi desafiado o Salazarismo emergente, com este movimento de massas a abalar profundamente o País.
Este movimento nacionalista de trabalhadores portugueses, destinado à conquista e à organização do Estado pelo sindicalismo um movimento que pretendia continuar os propósitos da Revolução Nacional de 28 de Maio, os quais o salazarismo gradualmente ia esvaecendo.
Com extraordinários dotes de persuasão, Rolão Preto conseguiu imprimir ao nacional-sindicalismo uma liderança fortemente carismática, mobilizando grande número de jovens das Academias. Para tal sucesso, muito contribuiu também a adopção dos métodos milicianos de organização e propaganda em voga na época. A coreografia escolhida incluiu a saudação "à romana", a adopção da "camisa azul" dos operários portugueses e a braçadeira com a Cruz de Cristo.
A sua repercussão a nível nacional foi enorme, e assim pelo país foi-se notando uma melhor atenção para os direitos que os trabalhadores deviam ter. Nessa altura Loriga era já uma localidade industrial, as fábricas davam trabalho a toda a gente, mas a exploração feita pelos patrões para com o seus operários era na realidade enorme. Na altura horário de trabalho não existia, trabalhava, recebia; não trabalhava, não havia nada para ninguém. Caixa de Previdência, Fundo de Desemprego, Férias, Feriados, nada, absolutamente nada.
Note-se que todas as fábricas no tempo eram movidas pela força da água e, no Verões secos a ribeira de S. Bento quase secava, aí os patrões recusavam-se a pagar os tempos de paragem por falta de água. E quantos problemas à volta da falta de água. Os agricultores construíam poças por aquela ribeira acima, os patrões mandavam destruir por operários "bem mandados".

Francisco Barcelos Rolão Preto

Simbologia sindilicalista (Anos 1930)

A falta de um horário de trabalho, e a prática do trabalho de sol a sol, que começava cerca das 6 horas da manhã, e se estendia até às 20 horas num total de 12 horas aproximadamente, começaram por revoltar alguns dos mais jovens loriguenses, que começaram a ter já certos conhecimentos e que viam em tudo isso uma certa exploração e injustiças.
Abílio Ramalho, Manuel Russo e Abílio Melo, eram já uns jovens com uma certa visão, foram eles os principais revoltosos e cedo começaram a entusiasmarem-se pelo movimento sindicalista, cada vez a tomar maior forma. As noticias chegadas a Loriga davam conta da luta reivindicativa de 8 horas que estava a ser levada na Covilhã.
Estes três jovens deslocavam-se a pé por essa serra fora até à Covilhã, para várias reuniões, estendendo por esta via a luta travada em Loriga. Contavam que numa dessas idas à Covilhã tiveram de fugir, pois todos os seus camaradas de luta tinham sido presos nessa noite, e levados para nunca mais voltarem.
A luta sindicalista por todo o país ia tomando uma certa forma, passando-se a assistir também um pouco por todo o lado de vários incidentes, por vezes bem graves, principalmente, em localidades industriais, não tardando pois que o movimento nacional-sindicalista seja dissolvido por decreto governamental. Inclusivamente são suspensas algumas das publicações que já haviam, os que não aderem à União Nacional dispersam. E assim morre movimento nacional revolucionário português dos anos trinta.
Em Loriga o jovem Abílio Ramalho, continuava um reivindicador convicto, anarco-sindicalista por tendência, não tinha medo de envergar a camisa azul com a cruz vermelha, símbolo da organização a que se orgulhava de pertencer, desafiando assim o patronato da sua terra. Alguns operários ingratos chamavam-lhe mesmo o "Testa de Ferro", quando, afinal, este homem não lutava só por si.

Abílio Ramalho

Manuel Russo

Entretanto, o horário de trabalho das 8 horas foi conquistado, tinha sido finalmente conquistada uma vitória, festejada com pompa e circunstância por todo o país. Mas em Loriga daí até a sua aceitação foi ainda um passo muito grande.

Nessa altura foi mesmo criada uma legislação governamental, passando a ver uma multa para os patrões não aderentes. No entanto, continuava a ser muito difícil, em Loriga, a aderência ao horário das 8 horas. Os patrões, conservadores, não aceitavam tal mudança, habituados que estavam ao ramerrame. Esta luta levou cerca de 10 anos a consolidar e, findos estes, já na década de 50, havia ainda operários em Loriga que, para ganharem o dia, tinham de trabalhar 10 horas.
Enquanto, a maioria se calava, pensando apenas na conservação dos seus postos de trabalho, continuava a ver um braço de ferro entre os jovens loriguenses do movimento sindicalista e os patrões da sua terra, um desses jovens Abílio Ramalho, teve mesmo a coragem de denunciar o seu próprio patrão por falta de cumprimento, que resultou ter sido multada a firma Lages, com uma quantia de 500$00. Escusado será dizer, que lhe custou o despedimento e um acordo entre todos os outros patrões para ninguém lhe dar trabalho, obrigando-o a sair de Loriga, rumando para Sacavém à procura de trabalho.
Afinal os patrões de Loriga nada perderam com o horário das 8 horas. Vieram máquinas novas, compraram-se potentes motores, a produção aumentou, e os lucros foram nessa altura como nunca.
Apesar de na altura já existir a Associação Operária da Industria Têxtil, a sua força era quase nula, e tal como Associação Católica de Operários e Artistas, a sua existência e actividade parecia duvidosa, o poderio dos patrões continuava a notar-se muito mais forte e quando havia injustiça de nada valia a luta travada. Por vezes era atribuída a este organismo certas situações passadas em Loriga, dos quais era alheio, nessa altura, as massas corporativas eram sempre as culpadas, do que de mal havia e neste caso Loriga não fugia à regra.
As lutas foram-se tornando inglórias, por esse motivo, alguns jovens que não aderiam a essa forma de estar, foram mesmo obrigados a sair de Loriga, procurando trabalho noutros lugares, principalmente rumando para Sacavém, os que ficaram foram obrigados a consentir, conservando dessa forma os seus postos de trabalho, mas a partir de então marcados para sempre pelos seus patrões.
Entretanto o movimento sindicalista por todo o país, começa a ter uma outra expressão, desenvolvem-se outras aberturas e cooperação entre o governo e as organizações corporativas, o desenvolvimento económico começa também a ser mais real, começando a ser criadas condições mais condignas para os trabalhadores mas tudo isso sobre a mira e controle do próprio Estado.
Abílio Melo e Manuel Lucas, incentivam a recriação do sindicato, numa altura em que os sindicatos começam a ter uma outra forma. Em Loriga é criado, uma (Secção) do Sindicato Nacional dos Operários da Industria de Lanifícios, instalada na casa conhecida pelo "Casarão", uma sede que passou a ser um local de convívio para todos os operários das fábricas e suas famílias.

Relacionado às divergências sobre o "Partido Médico"

O Sindicato Nacional dos Operários da Industria de Lanifícios, com a sua (Secção) em Loriga passou também a ter uma intervenção mais ajustada na defesa dos seus associados, dentro das leis em vigor, mas sempre sujeito à postura imposta pelo poder governamental, que controlava tudo e todos, situação que se tornou em liberdade quando da Revolução dos Cravos no dia 25 de Abril de 1974.

Nota Observações
Curiosamente, após o 25 de Abril de 1974, um dos filhos de Abílio Brito Ramalho, criou em Loriga uma sede do Partido Comunista. Considerando que este Partido político em certa forma se enquadra nas lutas das massas populares dos trabalhadores, se poderá depreender o legado que Abílio Ramalho deixou para a continuada luta dos trabalhadores de Loriga pelo qual tanto lutou.

Recorde-se que a sede do Partido Comunista em Loriga, foi encerrada poucos anos depois.


A história do cinema em Loriga

Foi António Pinto Ascensão, o pioneiro da exibição de filmes em Loriga o que, de certa forma, contribuiu para dar novos horizontes aos jovens, numa altura em que a juventude em Loriga atingia números significativos. Foi de facto, na época, uma lufada de cultura pois a maioria da população, principalmente os jovens, não sabiam o que era a 7ª.arte.
Em 1953, António Pinto Ascensão, então a trabalhar numa das fábricas de lanifícios, teve a ideia de iniciar a exibição de filmes em Loriga, tendo convidado como sócio Manuel Matias, também este trabalhador fabril.
Assim, adquiriram à Philips uma máquina de projecção (máquina portátil com lâmpada de projecção de mil Volts, colocada em tripé) e ainda uma instalação de som. António Pinto Ascensão chegou mesmo a efectuar um estágio, para aprender a trabalhar com aquele equipamento.
Algum tempo depois, Manuel Matias desistiu da sociedade, tendo sido substituído por António Mendes Ascensão, (mais conhecido por António "Alentejano"), tendo então sido criada a empresa "Cine-Ascensão", que se manteve em actividade até 1963.

Chegava a haver três sessões por semana, normalmente à Sexta-Feira e Domingo à noite e, neste dia, havia ainda matiné. Aos Sábados as sessões eram realizadas em algumas localidades da região, nomeadamente, Santa Comba Dão, Unhais da Serra, São Romão, Lagares da Beira, onde tinham casas próprias para espectadores, por isso contractos de exibições regulares de filmes. Em Seia a empresa "Cine-Ascensão tinha uma Sala alugada, onde regularmente também exibiam filmes.
Haviam ainda outras localidades onde se deslocavam várias vezes, nalgumas a pedido das populações, onde não havendo casas próprias, a exibição realizava-se ao ar livre. Chegaram também a fazer algumas deslocações pela Beira Baixa e Alentejo.
Ao principio, as deslocações eram feitas em carro alugado ao "Zé Vicente". Mais tarde, em 1955 a empresa "Cine-Ascensão" comprou uma carrinha Austin A-40, que passou a ser conduzida pelo senhor António Pinto Ascensão, que entretanto, tinha tirado a carta de condução.
As bobines dos filmes eram alugadas a uma distribuidora, que as fazia chegar a Loriga na camioneta da carreira, juntamente com os cartazes promocionais dos filmes a exibir, que eram colocados nas janelas do café do "Zé Maria" ou nas montras do café do "Carlos Pina", situados na "Praça", na altura, o local central de Loriga.
As sessões do cinema em Loriga, decorriam no Salão Paroquial, mais conhecido por (Residência), que a empresa "Cine-Ascensão" alugava e pelo qual pagava 20% da receita líquida ao senhor Padre Prata. As sessões realizadas em Loriga tinham uma assistência na ordem de mais de uma centena de pessoas, esgotando, na maioria das vezes, a capacidade do Salão.

Assistência numa Sala de cinema

Entretanto, a empresa mandou fazer uma bancada de cadeiras articuladas, que depois iam descontando nas percentagens a pagar ao senhor Padre Prata, ficando assim o Salão Paroquial apetrechado com este mobiliário classificado em duas categorias de lugares: cadeiras e geral, estas de bancos compridos.
Em 1963 a empresa "Cine-Ascensão" foi extinta, tendo sido vendido todo o material e respectiva exploração a um senhor de Santa Comba Dão, por 40 contos,
Quando da extinção da empresa, "Cine-Ascensão" passou a ser um senhor de Unhais da Serra, chamado Alfredo, a exibir os filmes em Loriga, principalmente aos fins de semana, este senhor era já colaborador da empresa quando ali iam realizar as sessões de cinema.
Mais tarde, passou a ser efectuada por um outro senhor também de Unhais da Serra, que passou a ser mais conhecido por "Fernando de Unhais". Depois de este deixar de deslocar-se a Loriga, foi extinto por completo as sessões de cinema nesta vila. Como curiosidade, os ajudantes de ambos estes senhores de Unhais da Serra, passaram a namorar com duas moças de Loriga com quem vieram a casar.
Com os tempos, o designado cinema ambulante caiu em desuso, não só pelo aparecimento de novas tecnologias, mas também porque, por causa desses homens que percorriam o país com a sua "lanterna mágica" muitas pessoas entusiasmaram-se e começaram a criar salas para exibição. Ficam, no entanto, para a história os tempos do cinema em Loriga, guardado para sempre na memórias de muitos.

Nota complementar

Quando do negócio entre o comprador de Santa Comba Dão e a empresa "Cine-Ascensão" o valor foi fixado, como se disse, em 40 contos. Como na altura o comprador não tinha o dinheiro disponível deu, como penhora, uma propriedade situada em Santa Comba Dão.
Tempos depois, como o valor contratual não foi pago, a referida propriedade foi em praça. Apesar de haver alguns interessados, as ofertas não chegavam ao valor dos 40 contos, o que obrigou os sócios da empresa "Cine-Ascensão" a arrematar a dita propriedade por esse valor.
Entretanto, tendo reparado que na assistência havia alguém que tinha mostrado mais interesse, nomeadamente com mais ofertas, no final dialogaram com o mesmo, conseguindo desta feita negociar a propriedade pelos valor dos 40 contos salvaguardando, assim desta maneira, o negócio da empresa "Cine-Ascensão".


Os Fornos públicos de Loriga

Era uma Loriga de outras eras, em que existiam alguns destes Fornos, onde a população ia cozer a Broa de milho, ou quando nomeadamente nos festejos para a Páscoa, ali também faziam os tradicionais e saborosos bolos, mais propriamente os Biscoitos; as Broinhas, o Bolo Negro, o Pão de Ló, entre outros.

Os fornos públicos ou comunitários como se queira chamar eram geridos pelos forneiros (arrendatários ou proprietários) que geriam toda a tarefa de cozer o pão de todas as famílias da comunidade que era programado após determinar com as pessoas o dia e hora mais conveniente, para cada família cozer o pão. Tratava da lenha, da limpeza do forno e da manutenção dos utensílios. O forno era aquecido previamente, com lenha que o arrendatário apanhava nos pinhais, soutos e pelos campos. A lenha de oliveira não devia ser queimada, segundo a tradição, pois era um mau presságio.
O forno estava quente quando as pedras do lastro ficavam esbranquiçadas. Procedia-se então à retirada das brasas e limpavam o forno.
Nesses tempos, estes Fornos eram de importância vital para a população, a maioria das famílias era ali que coziam o pão para consumo doméstico, por isso, era como que uma tradição ver-se diariamente, o vai e vem das "masseiras" a passar nas ruas
"Ohhhhhh!.... Senhora Mardocarmo!... Uuuu!..Uuuu!..Uuuu!.. Amasse!... Está na hora". Este serviço dos mais singulares sistemas de comunicação com as freguesas, era assim que os arrendatários dos fornos, gritavam para outros pontos afastados da Vila, avisando que o Forno já estava a ser aquecido e portanto dentro de um prazo convencional, deviam trazer a "masseira" para forno.
Hoje os Fornos públicos fazem parte das memórias, mas muitos, ainda hoje se recordam, quando vindo dos Fornos, as "masseiras" ao passarem, deixavam no ar, o aroma apetitoso da broa já cozida.

Um dos fornos de Loriga (1973)

Forno antigo (1968)

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Como se cozia o Pão

Era Colocado na masseira o fermento com água morna para derreter, depois era colocado o sal e a farinha previamente peneirada, eram então tudo muito bem amassado com as mãos, até se obter uma massa fofa.
Deitava-se um pouco de farinha por cima, benzia-se formando uma cruz na massa, para que fosse abençoada e cresce-se bastante no processo da levedação. A masseira era coberta com um pano e um cobertor de modo que a massa se mantivesse quentinha para fintar (levedar) bem.
As masseiras eram levadas para o forno, normalmente transportadas à cabeça pelas mulheres. Com a ajuda de um recipiente normalmente de barro ou lata ou mesmo de madeira (tipo tigela) com a finalidade de talhar em bolas da massa, que eram então colocadas na pá do forno polvilhada de farinha, e distribuídas com rigor no forno para que coubesse todo o pão numa só fornada.
Uma hora depois as broas estavam cozidas, eram então retiradas do forno e colocadas nas masseiras, para serem transportarem para as casa normalmente ainda bastante quentes.

"Pedir emprestado uma Broa"

As famílias não coziam broa todos os dias, normalmente o faziam de 15 em 15 dias, no entanto, havia famílias com um grande agregado familiar, que coziam a broa quase semanalmente. Certo é, que muitas das vezes a broa faltava antes de chegar o dia de voltarem a cozer, neste caso existia uma maneira típica e popular existente entre as pessoas de pedir emprestada uma broa.
A existência desta maneira típica e popular parecia mesmo até uma combinação entre a vizinhança, nenhuma família principalmente vizinhas, coziam broa no mesmo dia. Assim quando alguém cozia broa de imediato ia pagar a que devia, assim como, tinha que também contar que lhe vinham pedir também alguma emprestada. Assim parecia que todos os dias havia broa fresca por todos e assim todos tinham sempre broa fresca, "pagando" uns aos outros. Daqui surgiu a expressão "pedir emprestado uma broa".

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Masseira com a broa


A História da Farmácia em Loriga

A actual Farmácia Popular de Loriga, tem sido, há muitas décadas, o único estabelecimento deste género em Loriga, que ficou registado para história como sendo uma sucessão de outras farmácias em tempos já distantes.
Na última década do século XIX, a Vila de Loriga despertava para um novo desenvolvimento industrial. A evolução populacional era também um facto, assim como era notório um crescimento comercial. Por isso, é no ano de 1893 que vamos encontrar os primeiros registos da existência de uma farmácia em Loriga, apesar de muitos a considerarem não oficial.
A primeira farmácia, ou seja o primeiro farmacêutico em Loriga, foi o Senhor Herculano Rodrigues de Gouveia e Silva que esteve em Loriga desde 1893 até 1919 ou 1920.
A partir de 1925, existiu a Farmácia Moderna, que teve como proprietário José Soares Pereira da Rocha, situada na Rua Gago Coutinho, que se manteve nesta localidade até 1930, altura em que casando com uma senhora do Paul para ali se transferiu bem como a farmácia.
Com a transferência desta farmácia e, como era de grande necessidade tão importante estabelecimento em Loriga, a firma industrial Leitão & Irmão comprou no Fundão as estantes e medicamentos da farmácia Barata e contratou o farmacêutico Luiz Magalhães Lemos Mesquita, para estar à frente da mesma.

Este senhor casado com a actriz Cremilda d`Oliveira de quem estava separado, ficou hospedado na pensão Lemos, sendo pessoa de uma invulgar honestidade e de poucas palavras, por pouco tempo se manteve em Loriga, supondo-se que a sua partida se devesse a divergências com o médico local.
Por volta do ano de 1930, vivia-se em Loriga um clima de instabilidade social, que dividiu os loriguenses. O relacionamento entre um sector da população e o controverso médico Dr. António Gomes, em funções facultativas municipais nesta terra, não era o melhor, originando mesmo uma certas guerrilhas, que fez correr muita tinta nos meios da comunicação social da região, e que veio, por esse motivo, afectar o pleno funcionamento do comércio farmacêutico.
Por isso o negócio era pouco rentável, porque entretanto era possível adquirir os medicamentos noutro estabelecimento comercial sem ser a farmácia. Tendo o farmacêutico Marrazes contraído tuberculose, partiu para a sua terra natal onde veio a morrer.
Sucedeu-lhe outro farmacêutico o Senhor Zagalo Ilharco, que não estando na disposição de se calar ao que se estava a passar, veio a descobrir a existência de uma sociedade, entre o médico local e o referido estabelecimento comercial, que mandavam vir de Lisboa todos os medicamentos, que depois o médico passava aos seus doentes evitando assim de serem comprados na farmácia.
A Junta de Freguesia e a Sociedade Propaganda e Defesa de Loriga, reuniram-se para resolver todas as divergências existentes, sendo nomeado uma comissão composta pelo Presidente da Junta, António Cabral Leitão, Presidente da S.P.D.de Loriga, José de Brito Crisóstomo e o Presidente da Associação Católica de Operários, Padre António M.Cabral Lages.
Todas as divergências viriam a terminar, porque entretanto o médico em questão deixou a Vila de Loriga.
A Farmácia em Loriga, continuou durante anos a pertencer à firma Leitão & Irmão e, mais tarde, veio a ser adquirida por compra, pela Dra. Amália Brito Pina, que foi sua proprietária durante mais de cinco décadas, passando a ter o nome de Farmácia Popular de Loriga.
Em 30 de Junho de 1999, deixou de pertencer à Dra. Amália Brito Pina, sendo cedida e ser gerida em sociedade, passando a ser Farmácia Popular de Loriga, Lda., com a direcção técnica da Senhora Dra. Paula Alexandra C. Rodrigues.

Rua Sacadura Cabral

No ano de 2005, a Farmácia Popular de Loriga deixou de ser na Rua do Santo Cristo, onde durante décadas esteve sediada, passando para a Rua Sacadura Cabral, antigo Café de muitas recordações para os loriguenses.


O Futebol em Loriga

O gosto do jogo de futebol em Loriga, começou a ser mais acentuado, como não podia deixar de ser, quando esta modalidade começou a ter muita mais popularidade por todo o país. Nessa altura já se começava a notar em Loriga muita juventude e a população crescia a olhos vistos.
Nos finais da década de 1920, segundo os relatos, era já com alguma frequência, em tudo que era Largos da vila, ver-se a garotada a dar pontapés em bolas improvisadas, normalmente feitas de farrapos.
No começo da década de 1930, a febre do futebol encontrava-se já encaixada no componente cultural e na visão mais alargada de alguns jovens, alguns a estudar na Covilhã, que pensaram dar à juventude da sua terra, outra vivência que não a das tabernas que eram o único ponto de encontro que existia na altura.
Por isso, os passos foram dados e no dia 8 de Abril de 1934, foi fundado o Grupo Desportivo Loriguense, que veio a ter um papel fulcral para a prática do desporto em Loriga.
Desde então e através de décadas de anos foi-se notando em muitos rapazes, verdadeiros executantes e com muitas aptidões para esta modalidade, que de certa forma se quedou apenas nisso mesmo, mas que pareceu ficar sempre na ideia de que o potencial futebolístico que existiu, poderia ter ido muito mais além, só que os tempos era outros, nada a ter a ver com os tempos actuais.

A existência do Grupo Desportivo Loriguense na sua orientação bem fincada para a prática do futebol, levava na necessidade de um campo de futebol, aqui surgia o maior problema. O terreno irregular e de socalcos muito próprio na região de Loriga, não era visível um terreno adequado para a construção de um campo, aliás, um terreno apropriado e condigno foi sempre essa a grande carência desta localidade, para que tivesse um campo de futebol de muitas melhores condições daquelas que teve até agora aos nossos dias.
O primeiro campo de futebol que há memória, estava situado no local conhecido pelo "Surgaçal", bastante longe da vila, sendo que os treinos eram realizados no Recinto da Nossa Senhora da Guia ou na estrada. Mais tarde e sabendo-se que havia um terreno na Fonte Sagrada, por cima da Vista Alegre, foi o mesmo pedido à proprietária D. Amália Pina, que foi colaborante. Foi efectuado a terraplanagem do mesmo, que passou a ser o novo campo de futebol até finais da década de 1940 e principio da década de 1950.
Como a compra daquele terreno nunca foi concretizada, foi procurado outro terreno e, nas "Casinhas" junto às "Resteves" estava a solução, uma vez que havia ali um terreno mais plano. No ano de 1952 foi então inaugurado o campo, que é ainda o de hoje. Foi nesta altura também que se conheceu em Loriga um certo entusiasmo, atingindo mesmo um certo auge nos anos seguintes, mas foi sol de pouca dura, poucos anos depois a população jovem começou a dar-se ao desinteresse, apesar de nessa época ter havido uma tentativa no sentido da inscrição do GDLoriguense nos campeonatos regionais.
Entretanto, este campo passou a ser durante muitos anos uma dor de cabeça profunda para os atletas e direcções que passaram pelo Grupo Desportivo, porque todos os invernos as chuvas levavam parte do campo, que ia sendo reparado e que absolvia grande parte das receitas.

Equipa do G.D.Loriguense (Ano 1949) Campo da Fonte Sagrada

Na década de 1970, foram finalmente efectuadas as grandes obras para a solução do problema, foram construídos muros altos de suporte e ao mesmo tempo efectuada a arborização das barreiras, ficando assim pontualmente o problema resolvido.
Foi então que se conheceu em Loriga um novo período de grande entusiasmo que culminou num patamar mais elevado, ao nível da modalidade de futebol, com a inscrição do G.D.Loriguense, nas provas distritais, disputado o Campeonato Distrital da Guarda da 2a. Divisão.

Nota de Observação

Como se disse existiram em Loriga sempre muito bons executantes para o jogo de futebol, onde se encaixava também o grupo estudantil, quando estavam de férias em Loriga, onde se destacavam António Calçada, Zé Albberto, Orlando e Victor Pina Pires e outros mais.
Segundo as pessoas antigas o Armando "Folhadosa" foi talvez um dos maiores jogadores loriguenses de todos os tempos, mas podemos lembrar outros nomes que serviram o GDLoriguense, como J. Galinha, Tó Leitão, Joaquim "Chora", António Aparício, Viriato Simão, Horácio Ortigueira, J.Brito, António Lages, Eduardo Melo e Adolfo, estes últimos como guarda-redes e muitos mais outros que de momento os seus nomes não ocorrem.

Um jogador que ficou na memória dos loriguenses foi sem dúvida o Dias (tintureiro de lanifícios) que serviu o GDLoriguense durante o tempo que viveu em Loriga. Oriundo da Covilhã onde jogou no Sporting local, foi sem dúvida um dos melhores jogadores que serviram o Grupo Desportivo. Apesar de ser de fora ficou para sempre na recordação dos loriguenses que muitos ainda se recordam a sua categoria e elegância a jogar futebol.

Outros Apontamentos

A nível de escola e de camadas mais novas, nada existia, mas a febre pelo futebol nessas camadas jovens era um dado adquirido e uma realidade, parecia mesmo nascer com a garotada de Loriga o gosto pelo futebol.
Era ver em lugares com algum espaço mais apropriado os garotos juntarem-se a jogarem à bola, na maioria das vezes com bolas feitas de farrapos, de meias e até curiosamente, muitas das vezes servia a bexiga do porco, que era entregue à garotada no dia da matança. Quando aparecia como que por encanto uma bola de borracha, parecia ser festa, já não falando numa bola de
"catechumbo" como se dizia na época ao referir-se a uma bola de couro, esta era só para o campo do futebol, mas passar pela garotada era algo só em sonhos.
Infelizmente, em Loriga, os espaços para a prática deste desporto, foram sempre, como se depreende, bastante escassos. Os primeiros passos na prática do futebol eram em locais que nada tinha a ver com um campo de futebol. Para se aprimorar essa técnica procuravam-se os terrenos largos fazendo-se campos improvisados, que sendo pelados e de terra batida numa disputa mais enérgica lá se ia ao chão e se ganhava algumas mazelas no corpo, nas pernas e nos braços, que só se iam curando com o passar dos dias.
Lembrar locais como o "Terreiro da Lição" "Fonte do Mouro" "Carreira" "Redondinha" "Recinto da NSGuia" uma ou outra estrada ou um ou outro local mais, todos eles serviam para o jogo da bola da garotada. Se bem que existindo um campo de futebol, muito longe da vila, não era para todos os dias aquele privilégio de lá ir jogar.
Por norma na garotada os jogos da bola eram disputados entre os garotos do "Cimo" e do "Fundo" numa saudável rivalidade existente em eras já passadas que davam outra vivacidade àqueles espaços, procurados para a pratica deste popular desporto.
E diga-se de passagem, que em Loriga houve sempre um verdadeiro potencial futebolístico na garotada só que à medida que cresciam iam perdendo a motivação, no entanto, parece hoje ainda estar na ideia de se ter perdido muito desse potencial, por culpa de os tempos serem outro e, como se disse anteriormente nada terem a ver com os tempos actuais.

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Equipa da Associação Académica de Loriga nos anos da década de 1950, foto tirada no Campo das "Casinhas".


Futebol Clube "Os Dragões"

Decorria os primeiros anos da década de 1970, a juventude era muita em Loriga, muitos dos jovens estavam a empreender de certa forma, no seguimento dos estudos, por isso, não era estranho haver muitos jovens a estudar e muitos outros, com menos possibilidades, a empregarem-se nas firmas locais.
Nesses jovens de então, era notório a vocação para jogarem futebol, parecia ferver no sangue esse gosto por esta popular modalidade desportiva. Na altura o Grupo Desportivo Loriguense parecia estar estagnado no tempo, a actividade desportiva era praticamente nula, com o s seus dirigentes como que adormecidos, sem ideias e iniciativas, mesmo sendo bem visível a existência de verdadeiro potencial humano, fazendo lembrar as décadas de 40 e 50.

Apesar desses jovens chamarem a atenção, procurando mesmo junto dos dirigentes do Grupo Desportivo, no sentido de relançar o futebol e se possível para altos voos, a resposta foi praticamente negativa, notando-se até pouca credibilidade da parte das pessoas mais velhas que pareciam não acreditar nesse potencial existente em Loriga.
Assim, um dia, muitos dos jovens à mesa do café "Neve" popularmente mais conhecido pelo café do "Ti Zé Maria" resolveram e criaram um clube para jogarem futebol, à margem do Grupo Desportivo, que depois de muito pensarem no nome a dar, optaram pelo nome de Futebol Clube "Os Dragões", na finalidade de jogarem futebol, desporto que lhes ia na alma e que gostavam de praticar.
Conheceu-se então na vila de Loriga de uma certa euforia, com muitos dos jovens a aderirem em massa à criação deste Clube, que também começou a atrair a atenção das pessoas mais velhas.
Foi criada uma direcção, que começou por dar passos de prioridade, escrevendo cartas para os clubes chamados grandes - Sporting C. Portugal; Sport L. Benfica; Futebol Clube do Porto e F.C."Os Belenenses", pedindo apoio, nomeadamente de equipamentos mesmo usados que fossem e o mais importante bolas.
Entretanto, estavam já nos planos proceder à escritura para a respectiva legalização do Clube, bem como, estava no pensamento proceder com contactos, no sentido do aluguer de uma casa para a instalação da futura sede.
As respostas às cartas enviadas aos clubes chamados grandes, como que timidamente, lá foram chegando, pouco foi conseguido dentro da expectativa criada, mesmo assim, foi o F.C. do Porto, aquele que mais aderiu ao pedido que lhes foi efectuado, enviando uma bola e alguns equipamentos usados que foram na altura importantes.
No sentido de angariação de meios monetários, para a respectiva sobrevivência, o Futebol Clube "Os Dragões" alargou a sua actividade a nível cultural passando à realização de Bailes, que chegaram a ter uma certa projecção e foram importantes para a juventude de então.
É certo que pareceu ter tudo acontecido muito rápido, porque entretanto, surgiram muitos condicionalismos tanto no aspecto económico como social, que foram sendo determinantes para tudo se ir alterando, como também a nível dos mais quadrantes motivos que foram aparecendo entre eles, e o último, o facto do acontecimento da revolução do 25 de Abril de 1974, que veio transformar o país a todos os níveis.
De qualquer das formas, foi um período de três a quatros anos de grande euforia e, apesar de tudo se ter passado muito rapidamente, ficou para sempre na memória, uns tempos em que o desporto esteve activo em Loriga, perante a passividade do Grupo Desportivo local, colectividade que pela sua natureza, pertencia ter sempre presente e em prática o desporto nesta vila.
Outro registo de realce que deve ser aqui recordado, deve-se ao F.C. "Os Dragões" da realização da primeira prova desportiva, numa Festa da Nossa Senhora da Guia, que aconteceu no dia 1 de Agosto de 1972, sendo efectuada uma Corrida de Atletismo em honra da Padroeira, pelas 16 horas, prova realizada pelo mesmo percurso que teve a procissão horas antes.

Uma das Equipas do Futebol Clube "Os Dragões" (Ano 1973)

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Era assim o Cartão de Sócio do FC "Os Dragões


O "Nicho" do Santo António numa casa em Loriga

Numa das casas da rua Coronel dos Reis (antiga rua da Amoreira) vamos encontrar anexado na parede um "Nicho" em honra do Santo António, que representa uma presença viva que gerações e gerações de loriguenses se habituaram a contemplar, muitos desconhecendo a sua história e o porquê da sua existência naquela casa e naquele local.
A colocação naquela casa do "Nicho" do Santo António situa-se no ano de 1907, quando da construção daquele imóvel, mandado construir por António Ambrósio Pina casado com Maria dos Anjos de Brito Moura, casal de loriguenses emigrado em Manaus - Brasil, que eram os pais do saudoso Padre Doutor António Ambrósio de Pina (1918 - 1995).
Construção de paredes bastante robustas em granito, que ao ser construída foi feita ali naquela parte da casa a abertura de uma janela para dar claridade à escada de acesso ao piso superior, ficando até um espaço bem significativo, António Ambrósio Pina, antes mesmo do acabamento da construção da sua casa, idealizou no aproveitamento desse espaço para fazer e de imediato colocar ali o "Nicho" em honra do Santo António, do qual era bastante devoto.
A construção dessa casa, na altura, não chegou a ser totalmente acabada, porque entretanto, o senhor António Ambrósio Pina faleceu. Por esse motivo e com encargos elevados a casa teve que ser vendida pela família, sendo comprada por Joaquim Nunes Luís, para o seu filho Joaquim Nunes Luís Júnior.
Este novo proprietário e querendo respeitar a saudosa memória de António Ambrósio Pina, resolveu manter e conservar o "Nicho" do Santo António, que continua hoje ainda bem presente, não só nos actuais proprietários daquela casa, mas também nas gerações de loriguenses que tem por aquele local um carinho especial.

"Nicho" visto da parte interior da casa


Casa Fúnebre de Loriga

Os funerais de outras eras em Loriga, ainda estão na memória de muitos, lembrando-se que não havia casa Fúnebre, o defunto ficava em casa onde um compartimento da mesma, quase sempre o mais amplo, era transformado em câmara ardente, coberto de panos negros e de crepes, janelas fechadas para evitar a luz exterior e evitar todos os ruídos à volta e bem ao centro era colocado um catafalco com o caixão aberto.

Ali estavam sempre os familiares mais chegados para receber os pêsames, onde eram também colocados os adereços indispensáveis, que incluíam um crucifixo à cabeceira e duas ou mais velas ao lado da urna e a caldeira com água benta para aspergir o defunto. Todos os vizinhos e amigos iam à casa do defunto prestar-lhe as devidas honras. Na morte não havia inimigos.
Tempos houve, mais concretamente na década de 60, em que eram muitas as vozes que se faziam ouvir, no sentido de Loriga passar a dispor de um espaço público (Casa Fúnebre) a favor da comunidade, onde as pessoas pudessem velar os seus defuntos.
A casa da Irmandade do Santíssimo Sacramento e das Almas, situada num local central de Loriga (Adro da igreja) era desde logo à partida o espaço ideal, onde as instalações eram adequadas para ser instalada a Casa Fúnebre.
No entanto, eram também muitas as vozes discordantes, convencidos de que isso não fazia sentido. E na época, alterar comportamentos, hábitos e preconceitos, tornava-se muito complicado. Por isso mesmo, algumas pessoas de família não aceitavam de maneira alguma, velar os seus ente queridos, noutro local, que não fosse nas suas próprias casas.
A dada altura, a casa da Irmandade do Santíssimo Sacramento e das Almas de Loriga, chegou mesmo a receber algumas remodelações, passando a dispor de um espaço pronto para essa finalidade, no entanto, tardava na sua utilização.
Em meados da década de 70, faleceu em Lisboa, António Lopes Macedo, o funeral foi realizado para Loriga, sua terra natal. A família, desde logo, fez questão que o seu corpo fosse colocado naquele remodelado espaço para ser velado, tornando-se assim, o primeiro defunto a utilizar a Casa Fúnebre de Loriga.
A partir de então a utilização deste espaço começou aos poucos a ser um facto, não tardando pois a começar a existir um consenso generalizado, de que, uma Casa Fúnebre em Loriga era necessária e de importância vital para o velório dos defuntos.

Casa Fúnebre de Loriga


A "Carreta"

Era um veículo manual para o transporte das urnas dos defuntos para o cemitério, uma mais valia que passou-se a usar em Loriga, nas meadas da década de 1950, quando foi adquirida pela Irmandade do Santíssimo Sacramento e das Almas de Loriga. De dois metros de comprimento e mais ou menos um metro largura, tinha quatro rodas de cerca de 28 de diâmetro. A "Carreta" era ainda complementada com duas pequenas rodas em ferro, uma que servia de volante de direcção e outra para efeito de travões. Tinha também dos lados, da frente e atrás, um pequeno gradeamento de suporte de cerca de 20 cm de altura, além de correias em couro que serviam para prender o caixão.

A "Carreta" que está resguardada em Loriga

Era necessário ter uma certa arte na condução da "Carreta" pelas ruas de Loriga, por vezes as calçadas de pedras irregulares e alguma inclinação acentuada, teria que a ver um certo cuidado na sua condução, sendo também necessária ajuda de algumas pessoas, para puxar por ela, principalmente na subida da rua do Porto até ao cemitério.
Até então, o transporte do caixão do defunto era à mão, normalmente por seis ou oito pessoas, que pegavam nas pegas que faziam parte da urna. Com a boa vontade das pessoas integradas no acompanhamento do funeral, lá se iam substituindo umas às outras durante o seu trajecto, tornando assim mais fácil o seu transporte.
Recorde-se que nessa altura em Loriga, ainda não havia a casa Fúnebre, também nem sempre os funerais tinham missa de corpo presente, por isso, muitas das vezes o funeral saia de casa do defunto directamente para o cemitério.
Foi sem dúvida de grande importância a aquisição da "Carreta" pela Irmandade do Santíssimo Sacramento e das Almas de Loriga, no entanto, nos primeiros tempos ainda existiu uma certa confusão, mesmo até algumas controvérsias, que enquanto uns defendiam que a "Carreta" seria apenas para o transporte dos irmãos da Irmandade e seus familiares, outros mais progressistas defendiam que tinha que estar ao serviço da comunidade. O que justamente veio a acontecer.
Durante décadas a "Carreta" esteve ao serviço da comunidade loriguense, que deixou de ser utilizada com o andar dos tempos, precisamente quando passou a ser as Agências Funerárias a fazer o serviço de funerais, passando para a história um veículo que teve a sua história e que acima de tudo, foi de grande importância para Loriga e para a sua gente.
Recorde-se que durante a era da "Carreta" em Loriga, foram duas as que existiram. A primeira pouco se conhece qual foi o seu fim, a segunda ainda existente encontra-se resguardado, ainda bem, para assim num futuro próximo poder figurar no projectado Museu de Loriga.


As Exéquias fúnebres

Para os católicos, a morte é uma passagem. Não existem mortos, mas sim vivos e ressuscitados. Não há reencarnação: Os seguidores do catolicismo acreditam que a morte é o baptismo definitivo, o caminho para a vida eterna. Para eles, corpo e alma é uma só coisa. A reencarnação não é aceite.
Os católicos velam os corpos dos mortos e, além das orações populares que costumam ser feitas durante o velório, como rezar o terço e outras orações, um padre faz as Exéquias fúnebres e a missa de corpo presente, que fazem parte da celebração para encomendar a vida da pessoa às mãos de Deus. Nesse ritual, há a celebração da passagem do morto à luz do mistério da morte, por meio de orações e da bênção do corpo.
O corpo pode ser enterrado ou cremado. No momento do enterro, há a "bênção do túmulo", cujo objectivo é pedir o acolhimento do corpo pela terra. Depois de enterrado, ocorrem celebrações em memória do morto no sétimo dia, no primeiro mês e no primeiro ano.

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O ritual dos Ofícios Fúnebres na "Essa" em Loriga

Fazem hoje parte das memórias de muitos loriguenses, aquela época quando o uso do ritual dos Ofícios Fúnebres em Loriga era muito comum, principalmente muito usual nas famílias mais abastadas de Loriga.
A cerimónia que decorria na igreja era efectuada por vários Padres, vindos das Paróquias vizinhas, chegava por vezes a juntar cinco, seis e até mais Padres. Como era cerimónia cara, estava só ao alcance das famílias endinheiradas.
A "Essa" ou "Eça" ou "Ercia" (como era assim chamada em Loriga pelo povo) era colocada na igreja, numa trabalhosa montagem que consistia em patamares de ornamentação doirada, revestidos de pano de veludo preto também ornamentados com desígnios doirados, sobrepostos uns sobre outros e então colocados em cima do estrado, componente também da mesma "Ercia" e, que depois de tudo completo media cerca de 2 metros de altura, onde na parte superior era colocado a urna com o corpo do falecido. Em seu redor eram também colocadas velas - que simbolizavam "a luz do Cristo ressuscitado", e flores - que simbolizavam "primavera da vida que floresce na eternidade".

As cerimónias das exéquias fúnebres eram então realizadas em torno da "Eça". Um ritual de muito respeito e muito moroso, com os padres, orando ora cantando e também de quando em vez incensando o corpo com os turíbulos oscilantes.
Nesses tempos passados, a "Essa" ou "Ercia" era também montada no centro da Igreja, para a Missa do Aniversário das Almas, que se realizava no mês de Novembro. Com a missa e também a cerimónia efectuada com vários Padres, numa verdadeira manifestação de pesar pelas pessoas falecidas.
Recorde-se que durante muitos anos foi António Moura Pina, popularmente conhecido por António "Calçada" quem fazia a montagem trabalhosa da "Ercia".

A "Essa" ou "Eça" de Loriga


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Década de 1900 - O Bairro Engenheiro Saraiva e Sousa ou Bairro da Vista Alegre, já no processo de alteração das casas primitivas.

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" O Bairro"

Construído no local conhecido por Vista Alegre, a este bairro foi dado o nome do mentor do projecto, Engenheiro Saraiva e Sousa. No entanto, ao longos dos anos eram poucos aqueles que o assim chamavam pois, popularmente, era apenas referenciado por "Bairro".
Após a segunda guerra mundial que tinha assolado a Europa, deu-se o despertar para uma nova vida e um novo progresso, e fez-se sentir o desenvolvimento e evolução de certas actividades, nomeadamente a actividade industrial, a que Loriga não ficou alheia. Por este facto, o aglomerado populacional desta localidade que, por volta de 1946, se cifrava já em cerca de 3.000 pessoas, debatia-se, desde há muito, com grandes problemas de habitação.
Não é exagero dizer-se que muitas das casas existentes em Loriga, eram tristes tugúrios sem ar e luz onde se abrigavam famílias numerosas onde, por vezes, a par de uma promiscuidade e uma vida moral menos sã, desfalece toda a existência da geração pagando por vezes pesado tributo a doenças altamente contagiosas.
Foi, pois, com alegria, que por volta de 1946 a população recebeu a boa nova da construção de um bairro económico em Loriga, cuja construção era comparticipada pelo Estrado, e para o qual foi destinado, desde logo, o local conhecido por Vista Alegre.
De imediato foram efectuados os respectivos projectos, não tardando muito a terem inicio as obras. No entanto, bem cedo se veio a verificar o não prosseguimento a bom ritmo das mesmas, perante a passividade e a descrença da população, que viam chegar e partir os operários, pondo em causa a construção do projectado bairro dentro da brevidade de que tanto se falava.

Sendo a construção deste bairro da responsabilidade da Câmara Municipal de Seia, dois anos mais tarde apenas estavam construídas duas casas, mas não totalmente acabadas, não se encontrando, por vezes, resposta para este impasse, mesmo sabendo-se da dotação para Loriga de centenas de contos destinados para a construção deste bairro económico.
Só ao fim de alguns anos, ficaram completas as obras com a total construção das casas deste bairro, que foram então distribuídas aos moradores, na condição de manterem sempre a mesma estética.
Ao ser elaborado o projecto do "Bairro", desde logo se notou falta de espírito de equidade e de justiça para a resolução deste problema habitacional em Loriga, que não teve em conta a dimensão da maioria dos agregados familiares desta localidade, uma vez que o projecto das casas se destinava a um casal com um filho, quando, de facto, a maioria dos casais tinham três, quatro, cinco e mais filhos.
Na altura houve até quem fizesse esse reparo e até fossem escritas em jornais regionais, crónicas a esse respeito, que nada adiantou. Mas, do que realmente parece não restarem dúvidas, é que esse projecto merecia melhor estudo, e não foi preciso muito tempo para se vir então a constatar, que o mesmo não satisfazia as necessidades do problema habitacional de Loriga, o que continuava a afligir a população.
Apesar de tudo, a construção do Bairro tornou Loriga maior e mais rica e, o local onde foi construído era, de facto, do ponto de vista estético, dos locais mais privilegiados e bonitos da vila. Visto de todo o lado, deu também um impulso para o progresso ficando, a partir daí, a ideia de que o futuro da habitação de Loriga, era sair do algomerado das casas e da povoação propriamente dita.
Foi inaugurado no ano de 1953, com pompa e circunstâncias, estando presentes membros do governo, autoridades administrativas regionais e locais, para além da população de Loriga, tendo sito atribuído ao Bairro o nome do engenheiro do projecto, que procedeu ao "corte da fita" no acto solene dessa inauguração.

1953-Acto solene da Inauguração do Bairro

Décadas mais tarde e, por fim finalizadas as normas existentes e impostas como bairro económico e social, as casas foram sendo adquiridas pelos seus moradores e também por outros, começando então a notar-se a remodelação das casas e por conseguinte a alteração estética do Bairro, desaparecendo até a placa que ostentava o nome "Bairro Engº. Saraiva e Sousa" , para mais tarde ser colocado uma outra com o nome de "Bairro da Vista Alegre", na realidade o primitivo nome daquele local.


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1960-Nova Escola Primária em Loriga

A partir da década de 1940, com apreço era notado um grande aumento populacional de Loriga, o seu movimento demográfico continuava a um ritmo de crescimento cada vez maior, que muito se reflectia quando se começava a sentir as grandes carências desta vila a todos os níveis, principalmente, social e habitacional.
Uma das carências era também a nível da educação, cada vez com mais crianças na idade escolar primária as salas existentes eram de facto limitadas, desde sempre as autoridades locais faziam eco dessas necessidades aos organismos competentes.
Os Loriguenses procuravam a todos os níveis a resolução deste problema escolar em Loriga, e por mais diligências que fizessem, parecia ficar tudo esquecido na gaveta, o mesmo não se via noutras terras da região que viam satisfazendo essa necessidade e de quando em vez se ia ouvindo falar de mais uma escola inaugurada, nomeadamente no concelho e, Loriga ia ficando para trás.
Foi pois com bastante alegria que se viu já na década 50, o início das obras para a construção de um edifício Escolar Primário em Loriga, projecto com 8 Salas, que vinha satisfazer em muito esta carência e por conseguinte um melhor ensino.
Projecto elaborado pelo Sr. Engº. Saraiva e Sousa, que anos antes tinha sido também ele o autor do projecto da construção do "Bairro" ao qual foi atribuído o seu nome, mas nestes tempos modernos foi dali retirado a lápida onde ostentava o nome, para ser colocada naquele local uma outra com os dizeres de "Bairro da Vista Alegre" primitivo nome daquele lugar.
A Vila de Loriga ficou sempre com uma dívida de gratidão para com esta importante personagem, não só por estas obras aqui focadas, como também ter doado uma verba de 3.800 contos para estrada que serve esta localidade e para a qual estavam projectados trabalhos de rectificação e pavimentação.
Não obstante o tempo invernoso que se fazia sentir, foi pois com grande entusiasmo e calor patriótico que se realizou a inauguração da Nova Escola Primária em Loriga, no dia 23 de Outubro de 1960, tendo a sessão solene decorrido no edifício escolar com a presença dos Senhores:- Subsecretário das Obras Públicas, Governador Civil da Guarda; Presidente da Câmara Municipal de Seia, Senhor Engº. Chefe dos Edifícios e Monumentos Nacionais da Zona Centro-Coimbra, Adjunto do Director Escolar do Distrito da Guarda e outras entidades civis e religiosas, tendo todas estas personagens sido entusiasticamente recebidas por toda a população, bem como pelas autoridades civis e organismos associativos da vila de Loriga.
Usaram da palavra todas estas individualidades, associadas na mesma palavra ao enalteceram a obra que ia ser naquele dia inaugurada, dando assim um grande impulso ao ensino, merecendo Loriga desde à muito este grande melhoramento.
O Senhor Subsecretário das Obras Públicas, disse ainda estar emocionado pela recepção carinhosa e patriótica que lhe tinha sido dispensada por todos os Loriguenses, que passou a gravar bem no fundo do seu coração. Oraram ainda o Presidente da Junta de Freguesia de Loriga, António Fernandes Leitão, num discurso longo a todos os títulos notável e oportuno, que encerrou com - Viva a Pátria; Viva o Estado Novo; Viva a Escola.
Usou ainda da palavra a D. Alice de Almeida Abreu, na condição de ilustre Directora da Escola Feminina, que era dotada de invulgares predicados de oradora distinta.
Depois da inauguração desta Nova Escola, foi oferecido aos ilustres visitantes um "copo de água" que teve lugar na Sociedade de Recreio e Turismo de Loriga, durante o qual usaram ainda da palavra o Revº. Vigário de Loriga, o Dr. Joaquim R. Leitão e outros, tendo o Secretário da Junta de Freguesia, que mais uma vez a todos saudou, agradecendo a presença de todos na Vila de Loriga, terminando com vivas entusiásticas a Portugal.
Já vai longe esse dia em que Loriga se vestiu em Festa na inauguração de um melhoramento pelo qual à muito se debatia, a satisfação era grande entre os Loriguenses, passando o ensino a dispor de novas salas com bom ar e luz e melhores comodidades, sendo assim finalmente conseguido um sonho por muitos sonhado e para num maior enriquecimento de Loriga.

Algumas Fotos no dia da Inauguração da Escola Primária - Ano 1960


Linha de caminho de Ferro - Projecto sonhado para Loriga

Segundo relatos de pessoas muito antigas e também baseado numa ou noutra referência em publicações da região do Concelho de Seia, na década de 1920, chegou a haver um certo movimento e uma certa euforia em redor da construção de uma linha de caminho de ferro pelas fraldas da Serra da Estrela, concretamente pela parte sudoeste da serra.
Politicamente viviam-se tempos perturbados em Portugal por volta da década de 1920. A implantação da República ocorrida uma década atrás (1910) continuava a não ter uma estabilidade política eficaz, as constantes mudanças de governos que se vinha verificando, não permitia levar em frente ideias e iniciativas, principalmente reivindicações para as terras carenciadas de tudo.
Nessa altura, os variados governos tinham em comum, um dado adquirido, de estender por todo país uma rede de caminhos-de-ferro, que permitisse um melhor desenvolvimento, por isso, não parece estranhar-se que na década de 1920, com algumas das localidade das fraldas da Serra da Estrela no caminho industrial, se ter conhecimento de um certo movimento no sentido de ser construído uma linha de caminho-de-ferro nessa região, existindo mesmo um projecto de penetração por aquela zona da Serra e que teria o seguinte itinerário - Viseu, Santar, Nelas, Seia, São Romão, Valezim, Loriga, Alvôco da Serra, Unhais, Tortozendo e Covilhã.
Em 1928, foi mesmo apresentado essa pretensão ao novo governo, desta feita ao governo de Salazar, que tinha sido eleito após mais uns complicados momentos de revolução. Foi apresentado mesmo a Companhia do Vale do Vouga, como concessionaria para a sua construção. De qualquer maneira esta iniciativa não teve o êxito desejado, pensa-se e tudo leva a crer que foi por culpa da concessionária da linha da Beira Alta, por isso mesmo, foi uma grande desilusão para Loriga, bem como, para a localidades vizinhas.


O "Sagrado Lausperene" em Loriga

O Lausperene é o Louvor Permanente que a igreja leva a efeito, por norma no mês de Outubro, em que está em exposição a Hóstia consagrada, com as comunidades dos fieis a dirigirem-se à sua Igreja, para Adoração a Jesus Eucaristia.
Por regra o Sagrado Lausperene pertence ter a duração de 40 horas, em memória do período que o corpo de Jesus passou no túmulo até à Ressurreição, mas também pode ocorrer por períodos mais longos, no entanto, hoje em dia quase a generalidade das Paróquias tem por norma, efectuar o Lausperene por periodo de tempo mais reduzido, normalmente por cerca de 24 horas.

Em Loriga o Lausperene é também efectuado e habitualmente em Outubro, sendo já uma tradição e, também como tem sido habitual, prolonga-se por um periodo de vinte e quatro horas. Durante todo esse período da exposição do Lausperene, as pessoas escolhem a hora que mais lhes convém, para fazer a sua visita à Igreja para oração e adoração ao Santíssimo. Para cada hora é programado o Louvor a Jesus Eucaristia, que aqui se registamos alguns entre outros e que por norma tem a programação para o temas definidos:

A abertura do Sagrado Lausperene tem início logo após a celebração da Santa Missa:

"- Oração pelo Santo Padre e pela santificação do clero. - Pela justiça e pela resolução do problema da fome no mundo. - Jovens: seus problemas e suas intenções. - Acção Católica e Apostolado dos Leigos. - As famílias e sua intenções. - Cursos de Cristandade. Para que o Senhor dê à sua Igreja leigos conscientes. - Apostolado da Oração. - Vicentinas. Pelos pobres e doentes. - Pelos Seminários e seminaristas. - Pelos pais. Para que aceitem com amor os seus filhos e cuidem seriamente da sua educação. - Pelos emigrantes e Loriguenses ausentes. - Pelos estudantes. Pelos trabalhadores e desempregados. - Pelos educadores e seus educandos. - Pela Paz no mundo. - Pela Catequese da nossa paróquia. - Pelas Missões e conversão dos fiéis. - Pela união dos cristãos e cristãos perseguidos. - Pelos governantes das nações. - Irmandade e Almas do Purgatório. - Oração de Vésperas e bênção do Santíssimo".

Por fim Eucaristia solene e Encerramento do Lausperene


A Telescola em Loriga

O Curso Unificado da Telescola (C.U.T) era um curso do ensino oficial quanto à emissão e do ensino particular quanto à recepção e exploração. O Funcionamento dos postos de recepção e a frequência dos alunos eram idênticos aos do ensino particular em estabelecimento, embora sujeitos a regime especial.
O C.U.T destinava-se a alunos que frequentassem postos de recepção especialmente criados para esse efeito. As lições eram organizadas na Telescola em Vila Nova de Gaia e emitidas do Porto, da Radiotelevisão Portuguesa.
Em 31 de Dezembro de 1964, o Decreto-Lei Nr. 46.135 cria e regulamenta o Instituto de Meios Audio-Visuais de Ensino. A Portaria Nr. 21.113, de 17 de Fevereiro de 1965, cria o Curso Unificado da Telescola.
Perante tão grandes vantagens que oferecia o C.U.T. foi compreensível na época, o interesse despertado, um pouco por todo o país. Criaram-se 500 postos de recepção, inscrevendo-se na Telescola milhares de alunos.
Decorria o ano de 1966, em Loriga há muito, que se defendia a legítima aspiração de se fundar um estabelecimento de Ensino Secundário. A população da freguesia, e, sobretudo, a sua relativa importância industrial, justificava tal anseio.
Tendo a certeza de que se tratava de uma importante oportunidade, para o ensino em Loriga, foram logo dados os passos necessários para promover esse projecto, nesta localidade.
Em Outubro de 1966, concretizou-se essa realidade, com a atribuição do Alvará à Fábrica da Igreja Paroquial de Loriga, que promoveu a criação do posto de recepção e, ao qual, foi atribuído o Nr. 234.
Apesar de diversas circunstâncias, muitas famílias compreenderam o vasto alcance da Telescola e, de bom agrado, fizeram o sacrifício de matricularem os seus filhos, tendo logo no início sido matriculados 21 alunos. Foram nomeados monitores, D. Amália de Brito Pina e o Professor António Domingos Marques.
O Curso Unificado da Telescola (C.U.T.) era constituído pelas seguintes disciplinas correspondente ao ciclo preparatório do Ensino Técnico Profissional e ao primeiro ciclo do Ensino Liceal:- Língua Pátria; História Pátria; Ciências Geográfico-Naturais; Matemática; Desenho; Trabalhos Manuais; Religião e Moral; Canto Coral; Educação Física e Francês.


A Estrada de Loriga

No século XIX, Loriga era já uma terra industrial. No entanto, ainda não tinha uma via de estrada para poder, com mais facilidade, fazer o escoamento da produção fabricada para os mercados do país.
Podemos, por isso, imaginar as dificuldades existentes nesses tempos, pela falta de vias de comunicação, não só para apetrechar as fábricas de maquinarias necessárias, mas também, como já se disse, poder enviar para outros pontos do país a sua produção e ainda receber matérias primas para a sua laboração.

Antes da construção da estrada para Loriga, as mercadorias eram descarregadas em S. Romão, e dali seguia até esta Vila, por caminhos existentes na altura e com o transporte a ser efectuado por carros de bois. O trajecto mais utilizado era aquele que, saindo de São Romão, descia para Vila Cova, passando pelo meio dos pinhais e pela quinta da Conceição, subindo depois para a Portela do Arão e em seguida descia pela Calçada Romana que conduzia a Loriga.
A construção do lanço da estrada de São Romão a Loriga, ocorreu nos últimos anos da década 1910 primeiros anos da década de 1920, surgindo uma estrada serpenteante por audaciosas curvas ao longo da encosta da serra e onde a engenharia moderna, na altura, colocou todos os seus recursos,
No final dessa mesma década foi construído o trajecto ainda na zona de Loriga, entre a Fábrica dos Leitões e "Selada", que foi concluído por volta do ano de 1934/35. Pouco depois seguiu-se a construção desta estrada até Alvôco da Serra e, poucos anos depois, ficou concluída até às Pedras Lavradas, ligando assim toda esta zona da serra à Beira Baixa.
Por isso, a construção da Estrada Nacional Nr. 231, como é hoje chamada, foi considerada uma obra de importância vital para esta zona situada na encosta sudoeste da Serra da Estrela.
No final da década de 1950, esta estrada nacional, desde São Romão até às Pedras Lavradas, foi totalmente restaurada, sendo alcatroada em todo o seu percurso, tendo sido suprimidas algumas curvas e apetrechada com muitos aquedutos para o escoamento das águas, tendo sido também devidamente sinalizada, ficando uma magnifica via de circulação.
Na última década do século passado, esta Estrada Nacional Nr.231, chegou quase à degradação total para, finalmente, no ano de 1999, receber grandes obras de restauro, sendo colocado novo piso, melhor sinalização, bem como a colocação ao longo do seu trajecto de railes metálicos de protecção e segurança, tornando-a numa via para melhor circulação e muito mais segura.
Curioso é o que vamos encontrar nos relatos da época, que nos dão conta, de que, aquando da construção do lanço da Estrada da Fábrica dos Leitões até à "Selada", a maioria dos trabalhadores, bem como o encarregado da mesma, o Sr. Morgadinho, serem naturais de Fronteira, localidade alentejana, os quais, durante algum tempo, viveram com as suas famílias em Loriga, distinguindo-se por serem uma comunidade com usos e costumes muitos diferentes dos loriguenses.

Estrada Nacional Nr. 231


A história dos "The Karts" - O primeiro conjunto de Loriga *

Primeiro conjunto musical criado em Loriga por jovens da chamada juventude das épocas de ouro, inspirados pela febre dos "The Beatles", quando já em Seia se notava também o aparecimento de alguns conjuntos.
Decorria o ano de 1965, o Gabriel Pina (Calçada) e o Valdemar Ambrósio davam uns primeiros toques na viola, na velha sapataria do Sr. António Moura Pina (Calçada), que para muitos foi uma verdadeira escola de música. Nessa altura outros jovens com uma certa aptidão frequentavam também a sapataria, lembramos o José Gouveia (Bentinha) que cantarolava as canções da época e o José Pereira (Zezito italiano) que batia numas latas ali existentes fazendo de bateria.

Nessa altura numa velha arrecadação da Banda existiam várias tarolas e um velho bombo que esses jovens pediram emprestado transformando assim numa bateria.
Através do senhor Armando Gomes Aparício (popularmente chamado "Planeta"), funcionário dos correios e instalador das linhas dos telefones em Loriga, estes jovens foram adquirindo bocais de velhos telefones que colocavam na caixa das violas, que depois ligado a um rádio antigo fazia de amplificador resultando um som metálico fascinante.
Bem cientes que a formação do conjunto era uma realidade bem presente, e que iria seguir em frente, era preciso arranjar um nome, nome que fosse pomposo e ao mesmo tempo que fizesse a diferença.
Sendo quatro os jovens do conjunto, idealizaram em consenso pela designação de "THE KARTS" talvez em consequência da inspiração da entusiástica e revolucionária onda musical vindo de Inglaterra, associada às novas modas de roupa e também à moda dos cabelos à "Beatles" como se passou a dizer na altura
Entretanto juntou-se a eles o Tó Ribeiro, que veio passar as chamadas férias grandes a Loriga, que incentivou esses jovens a actuar em público, que segundo lhes dizia, notava neles já a terem uma qualidade acima da média. O Tó Ribeiro passou mesmo a escrever-lhes algumas canções em "PetroInglês" como se dizia na altura, que o Zé Gouveia orgulhosamente passou a cantar mesmo não sabendo falar inglês.
Há um dado importante e provavelmente desconhecido para muita gente na altura, o Tó Ribeiro foi de facto o elemento dos bastidores mais precioso e sem o qual o conjunto "The Kart´s" não teria existido.
Estes jovens do conjunto, tinham uma grande vantagem, eram músicos também da Banda de Loriga o que lhes permitiu um certo conhecimento e lhes permitiu criarem uma harmonia de vozes de elevada qualidade.
Para a primeira actuação e como apresentação do conjunto foi criado a canção inédita "Há Festa na Aldeia" que foi de certa forma um êxito do grupo, bem como, criaram "e o Tombe la Neige" do francês Savatore Adamo cantada em português que passou a ser o cartão-de-visita do conjunto "The Kart´s".
O primeiro espectáculo foi organizado na ideia de angariar fundos para a compra de alguns instrumentos, sessão que decorreu Salão Paroquial num domingo de Junho, em que a Banda estava livre e portanto era esse o dia indicado.
Entretanto, à última da hora foi resolvido fazer a Festa de Santo António, surgindo então um problema, visto que esses jovens eram também músicos da Banda, que levou os mesmos a falar com o Mestre Carlos, ficando combinado fazerem na mesma a festa com excepção do concerto no Adro, pois o espectáculo dos "The Kart´s" estava há muito tempo programado, inclusive, já com muitos dos bilhetes vendidos, que se tornava impossível fazer qualquer alteração.
A estreia do conjunto "The Kart´s" foi realizada com o espectáculo a ser um êxito, ficando até para a memória, o aspecto visual dos quatro elementos do conjunto vestidos de calças verdes em Bombazina (na altura ainda uma novidade em Portugal), com camisolas de gola alta pretas e a do vocalista em branco, os que os tornavam nuns verdadeiros artistas.

Só que esse domingo ficaria também marcado pela negativa, com muita confusão e muita incompreensão à mistura, que levou a Direcção na altura, a expulsar os jovens da Banda de Música de Loriga, tendo também por esse motivo surgido no seio da própria Banda, uma certa crise, com outros músicos a manifestarem o desejo de também abandonarem a Banda, conseguindo os elementos do conjunto, com algum custo, dissuadir todos esses de tal propósito.

Nunca pareceu ficar totalmente esclarecido o que levou à expulsão desses jovens da Banda da Música, que tanto por ela deram, tendo em conta que os elementos do conjunto estavam nesse domingo devidamente autorizados pelo Mestre Carlos, para não estarem presentes nesse concerto da festa de Santo António.
Inerente a tudo isso e ainda como mais agravante foi a Banda retirar ao conjunto as tarolas e o bombo, parecendo pairar no ar de uma tentativa de acabar com o grupo musical, tendo esses jovens unido forças comprando uma bateria em segunda mão em Seia.
O que é certo e que foi importante, foi o "The Karts" não se darem por vencidos e foram em frente e durante alguns anos foram um referência de Loriga pela região na animação de festas e outros eventos.
Mais tarde entrou para o conjunto o Joaquim Santinho, para com o trompete fazer apoio de voz, e é engraçado que só trinta anos mais tarde esse apoio apareceu em grandes artistas, com um soprano, com uma trompete e outros conforme o timbre de voz.
Fizeram então grandes festas, ficando para sempre na recordação aquela actuação em São Romão, porque foi um teste à categoria e qualidade. A imensa multidão que ali estava, metia respeito a qualquer um e "The Karts" ainda a darem os seus primeiros passos não fugiram à regra e, mais porque estavam ali para substituir talvez o melhor conjunto português na época "OS ECOS", que por motivo de terem tido um acidente não poderem chegar ali para actuar.
Era grande a multidão que ali estava presente para ver o referido conjunto, que por norma arrastava consigo sempre muita gente, por isso foi com muita surpresa que em vez desse conjunto aparecesse outro os "The Karts".
Na expectativa os "The Kart´s" iniciaram actuação com uma canção de um conjunto inglês "THE ANIMALES", arrasaram, como se costuma dizer, que foi o suficiente para o crédito da multidão e a partir dai até ao final foi um sucesso, para admiração dos próprios elementos do conjunto, por tão bem se terem saído, vendo assim com satisfação todo um trabalho recompensado.

Durante muito tempo fizeram grandes actuações, actuando em recintos fechados ou na rua, sempre muito acarinhados por onde passaram que ainda hoje muita gente se recorda pois os "The Kart´s" foram na verdade uma das referências da sua terra na altura, elevando bem alto o nome de Loriga.
Ao longo da sua existência foi-se conhecendo outros elementos no grupo, que como atrás se disse entrou o Joaquim Santinho, depois o António Aleixo e mais tarde depois o António Ferreira (Pum).
Alguns anos mais tarde e como tudo na vida, tudo acaba, os "The Karts" acabaram, no entanto, pareceu ficar na ideia de que mais tarde ou mais cedo haveria uma continuação, porque na verdade os conjuntos musicais na época estavam muito na moda, por isso não foi com surpresa, que algum tempo depois, surgisse um novo conjunto em Loriga criado na designação "Os Focos"

Primeira Composição dos "The Karts"

Bateria - José Pereira (Zé Italiano)
Viola Solo e Baixo - Gabriel Pina (Calçada)
Viola Ritmo - Valdemar Ambrósio
Vocalista - José Gouveia (Bentinha)

Uma segunda Composição dos "The Karts"
Joaquim Santinho na Trompete

Uma terceira composição dos "The Karts"
António Aleixo

Uma quarta Composição dos "The Karts"
António Gonçalves Ferreira (Pum) que substituiu o José Gouveia quando este ingressou na tropa em 1968

***

Letras das canções
Algumas letras das canções, das muitas cantadas pelo Conjunto "THE KARTS" na altura sendo que estas quatros aqui documentadas foram verdadeiros êxitos.

Há Festa na Aldeia

Há Festa
Hoje na Aldeia
É só Comigo
Que vais dançar

Não
Não fiques triste
Por toda a vida
Hei-de te Amar

Sorri
Dá-me um abraço
E nós os dois
Seremos Um

Não
Não tenhas medo
Dá só desprezo
A quem falar

Inédita - (feita pelos elementos do Conjunto)

E Cai a Neve

E cai a neve
Lá fora a noite é tão triste
Se cai a neve
Saudade é tudo o que existe

A cidade dorme
E tudo é silêncio
Eu apenas escuto
Bem baixinho o meu pranto

Esta noite não virás
E o amanhã é tão distante
Por onde andarás
Quando o sol retornar

Lá lá rá rá
Lá lá rá rá

Pela rua deserta
O teu vulto eu procuro
Mas, eu sei que é inútil
Sei que tu não virás

A cidade dorme
E tudo é silêncio
Eu apenas escuto
Bem baixinho o meu pranto.

Versao portuguesa - "e o Tombe la Neige"

***

Folia

Hoje é dia
De Folia
E, eu quero
Contigo estar

E p'rá acabar
Vamos casar
E nosso sonho
Realizar

Com tantos rebentos
Vêm tormentos
Dores de cabeça
Chegam por fim

O sonho

Sonho maravilhoso
Tive n'aquela hora
Tomei banho no lago
Um coração me adora

A noite estava fria
Eu contigo Amor
Unidos na magia
Sentindo o teu calor

Ao sair do lago - bis
Colado a ti fiquei
Unidos num beijo
Nosso amor selei

Era manhã alta
Quando eu acordei
Ao ver que foi um sonho
Tão triste fiquei

Inédita - (feita pelos elementos do Conjunto)

(inédita - feita pelos elementos do Conjunto

***

Nota:- Aqui se documenta mais um recorte da história de Loriga, neste caso o primeiro conjunto musical em Loriga, que pela sua importância e grandeza se regista com a originalidade, nomeadamente, registando os alcunhas das pessoas assim mais popularmente conhecidas, para uma mais fácil identificação, que se pede desculpa no caso de ferir a sensibilidade dessas pessoas.

*Fonte:- josé Gouveia


A Estrada de São Bento

Foi sem dúvida a obra em Loriga e sua região, que mais tempo demorou para ser uma realidade, foram décadas de anos para se ver concluído o sonho que se arrastou ao longo de muitos anos.
Foi na década de 1960, quando foi levado a efeito a abertura da estrada florestal, itinerário da Portela do Arão a São Bento, que apenas por umas centenas de metros não chegou a ficar ligada à estrada nacional que liga Sabugueiro à Torre.
Com os anos esta estrada foi-se degradando, mas mesmo assim era utilizada para o serviço florestal e terrenos particulares, bem como, alguns piqueniques na Fonte do Vidoeiro, mas a partir daí eram poucos aqueles que também se arriscavam a irem mais por ali a cima, utilizando as viaturas.
Após ser feita esta estrada, tida como florestal, desde logo, começaram a surgir ideias nesta região sudeste da Serra da Estrela, no sentido do aproveitamento, como estrada de acesso a torre, encurtando dessa forma muitos quilómetros necessários para chegar ao ponto mais alto, quando por este itinerário parecia a torre estar assim tão perto.
Durante muitos anos, apesar de haver muitos pensamentos positivos a este respeito, também é certo que parecia não passar disso, timidamente as autarquias da região de quando em vez lá ia falando nessa possibilidade, que diga-se de passagem era de inteira necessidade.

Segundo relatos de alguns autárquicos que ao longo dos anos passaram pela Junta de Freguesia de Loriga, apesar de alguns passos terem dado nesse sentido de serem efectuadas obras de recuperação nessa estrada e também ser concluído os últimos metros de ligação à estrada nacional em pleno São Bento, certo é, ficava tudo parado, segundo alguns parecia existir no Município de Seia um alto muro difícil de ultrapassar.
Nos primeiros anos da década de 1990, começou a ter uma consistência mais forte, a ideia de levar bem em frente o sonho de ser construída uma estrada rodoviária na estrada florestal Portela do Arão - São Bento.
Nessa altura o executivo da Junta era presidido por José Almeida Pinto, que idealizou essa ideia de a estrada de São Bento se tornar uma realidade, sendo de grande relevo o seu empenhamento, determinação e enorme vontade da concretização desse projecto, não cedendo aos obstáculos que foram preciso ultrapassar para que a legitima reivindicação dos loriguenses fosse uma realidade.
Em 1995, começou a ser mais determinante a luta do executivo No entanto, muito caminho teve que percorrer e batalhar durante algum tempo mais, para finalmente se começar a ver uma luz ao fim do túnel, quando em 1996, a estrada de São Bento, se viu incluída no PIDDAC com atribuição de uma verba a rondar algumas dezenas de milhares de contos e, destinados ao arranjo final do projecto.
Este novo horizonte de esperança surgiu, por grande influência da Junta de Freguesia de Loriga, Câmara de Seia, Victor Moura na altura deputado e ainda pela JAE, que dessa forma se podem considerar os grandes impulsionadores desta obra.
Nos anos seguintes foram sendo dados passos importantes e em 1998, voltou a estar incluído no PIDDAC, sendo garantida uma verba de 300 mil contos. No ano seguinte em 1999, foram concluídos os estudos do impacto ambiental, que nada obstava à viabilidade da obra.
Nesse mesmo ano o troço Portela do Arão, São Bento - Lagoa Comprida, passou a fazer oficialmente parte integrante do trajecto Estrada Nacional Nr.338, como rede de rodoviária nacional, tendo sido bem influente o desempenho do loriguense, senhor Eng. Carlos Leitão.

A estrada de São Bento

No ano de 2000, o Dr. Victor Moura, então deputado na Assembleia da República, leva o assunto da Estrada de São Bento ao órgão máximo do país, começando então a fazer sentido o renascer da esperança dessa nova estrada. Com a aprovação, pela Comissão de Economia, Finanças e Plano e Proposta de Lei Nr. 48/VIII, apresentada então pelo deputado loriguense, apontava para a alteração do PIDDAC e para a inclusão da estrada de São Bento no orçamento do ano seguinte.
Nesses mesmo ano, mais precisamente no dia 3 de Julho de 2000, o ministro do Equipamento Social Jorge Coelho, visitou mesmo a região de Loriga, onde se inteirou ao vivo de toda a situação e da importância da construção dessa estrada para a região sudoeste da Serra da Estrela.

Rotunda da Portela do Arão onde tem inicio a estrada de São Bento

Na proposta de Lei com timbre do Grupo Parlamentar do PS na Assembleia da República e assinada pelo deputado Victor Moura datada de 16 de Novembro de 2000 foi apresentado o troço da EN 338 Portela do Arão - Lagoa Comprida como sendo uma obra que tem estado sempre no PIDDAC, estando a 1ª. fase em execução (Vide Portela do Arão) e que o projecto está executado e pronto para ser aberto a concurso. Em custos orçamentais e previstos com custo para 2001 seria de 75 mil contos, propondo o deputado que a verba "deveria ser retirada da rubrica outras construções a lançar".
Em Agosto de 2003, foi então anunciada a grande notícia, publicada no Diário da República e muito difundida nos meios da comunicação social, que dava conta do aviso da abertura do concurso para a construção da Estrada de São Bento.
Foram onze a empresas que se mostraram interessadas e no dia 25 de Setembro, às 10h00 foram abertas as propostas de candidaturas sendo apresentada a melhor proposta pelo empresa Manuel Rodrigues Gouveia, Lda. Que embora estivesse estabelecido nas cláusulas do contrato que a obra tinha um prazo de execução de 420 dias, esta empresa comprometia-se a executá-la em 310 dias, estando até previsto o início das obras para 1 de Março do ano seguinte.
Certo é, que não veio a concretizar-se todos esses desenvolvimentos, que pareciam estar já consumados, arrastando-se novamente o sonho da Estrada de São Bento por algum tempo mais, o que veio finalmente a acontecer com um novo concurso a ser realizado, tendo sido adjudicada a empreitada da Estrada Portela do Arão - Lagoa Comprida, ao consórcio Construções Gabriel Couto, S.A / Chupas & Morrão S.A., com a assinatura do contrato a ser efectuada no dia 5 de Abril de 2005, na sede da E.P - Estradas de Portugal (ex. JAE) entre esta entidade e essa empresa.
A Obra teve um valor inicial de 3.512.744.212 Euros e o prazo de execução era em 290 dias. A partir do dia seguinte e nos termos da Lei, passava a ver um limite de 22 dias úteis, para o arranque dos trabalhos o que veio a acontecer.
Sendo a sua construção da competência do Instituto Estradas de Portugal (EP) esta importante obra, que teve também a participação financeira da União Europeia (programa FEDER) acabou por ter o orçamento final de mais de 4 milhões e meio de euros, sendo concluída mais ou menos no tempo previsto.

Dados sobre a estrada

A Estrada de São Bento inicia com uma altitude de 860 metros, eleva-se lentamente e serpenteando a serra, fica com uma inclinação média de 7% até à altitude de 1.660 metros, marcada no cruzamento com a estrada da Serra (EN 339) a dois quilómetros após a Lagoa Comprida
Situada em pleno Parque Natural a Estrada de São Bento, tem uma largura mínima de faixa de rodagem de 6,5 metros, um sistema drenagem, bermas e valetas adequadas às condições climatéricas da zona (nevões, degelo), tem guardas de segurança em betão e pilares de granito e um pavimento antiderrapante, além de espaços alargados destinados a facilitar a ultrapassagem e paragem de veículos.
Na via existem vários tipos de sinalização, destinados a facilitar o trabalho de limpa-neve e a circulação segura dos restantes veículos, em dias de nevoeiro e de temporal.
A fruição e o laser não foram esquecidos dispondo, no percurso, de dois parques de merendas com estacionamento e miradouros, sendo uma paragem obrigatória o parque da Fonte do Vidoeiro, para beber água pura e fresca.

A vila de Loriga vista de da estrada de São Bento

Inauguração da Estrada de São Bento (Traçado EN 338)

Finalmente é marcada a data da inauguração da Estrada de São Bento, a realizar no dia 19 de Outubro de 2006 (Quinta-Feira) pelas 16h00. Aqui se transcreve na íntegra a comunicação e programa a realizar nesse dia da inauguração, que ficará para sempre registado na história de Loriga, tornando-se assim realidade o sonho dos Loriguenses.

DE/ FROM: GCI _ GABINETE DE COMUNICAÇÃO E IMAGEM
Praça da Portagem - 2800-225 ALMADA - PORTUGAL
Tel.: 21- 287 90 00 / Fax: 21-294 73 03
*
PARA/ TO: Junta de Freguesia de Loriga
FAX Nº:
Nº DE PAGs. (incluindo esta):
DATA/ DATE : 06/10/09
*
S. EXA O SECRETÁRIO DE ESTADO ADJUNTO, DAS OBRAS PÚBLICAS E DAS COMUNICAÇÕES PRESIDE À CERIMÓNIA DE ABERTURA AO TRÁFEGO DA
EN 338- LANÇO ENTRE PORTELA DO ARÃO (EN 231) E LAGOA COMPRIDA (EN 339)
(QUINTA- FEIRA, DIA 19 DE OUTUBRO, ÁS 16h00)
O Programa será o seguinte:
15h45 - Chegada dos convidados e representantes dos Órgãos de Comunicação Social à tenda instalada na obra. A23/ Covilhã/Torre - a seguir entrar na obra e descer até à tenda.
16h00 - Chegada do Senhor Secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações, Dr. Paulo Campos e comitiva;
16h05 - Início da Cerimónia
- Apresentação da obra pelo Director de Empreendimentos da EP - Estradas de Portugal, Engº Jorge Bernardo;
- Intervenção do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Seia, Eduardo Brito;
- Intervenção do Senhor Secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações, Dr. Paulo Campos;
16h45 - Final da cerimónia.
Obrigada!
Os melhores Cumprimentos,
Paula Ramos Chaves
Directora GCI

Dia 19 de Outubro de 2006

Data para a história de um grande acontecimento, que foi a Inauguração do traçado Portela do Arão - Lagoa Comprida (EN 338), popularmente chamada pelos Loriguenses como Estrada de São Bento. Apesar do mau tempo que se fez sentir, que contrastava com a alegria e calor humano, que se respirava naquela tarde com uma enorme multidão que se deslocou até à Portela do Arão, para assistirem à inauguração há muito esperada.
Estiveram presentes muitas personalidades nacionais, do meio empresarial e político em que se destaca o Secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos, o presidente da Câmara de Seia Eduardo Brito e, também o presidente da Câmara de Gouveia, bem como, o presidente da Junta de Freguesia de Loriga, António Moura Mendes e também o anterior presidente José Almeida Pinto e como também não podia deixar de ser, o senhor Eng. Carlos Leitão e o Dr. Victor Moura.
Marcaram também presença os presidentes das Juntas de Freguesias das localidades vizinhas e muitas população de Loriga e terras da região. De assinalar ainda, a presença dos presidentes da Direcção e da Mesa da Assembleia Geral da ANALOR (Associação dos Naturais e Amigos de Loriga) acompanhados pelo presidente da Junta de Freguesia de Sacavém senhor Fernando Marcos. Onde também não faltou a Rádio Clube Arganil a cobrir em reportagem alargada o acontecimento, na transmissão de alguns pontos da inauguração e assim em todo o mundo via online os "Loriguenses puderam estar associados a este grande acontecimento."
Foi ainda homenageado o Loriguenses, Eng. Carlos Leitão, um dos impulsionadores para que esta obra fosse uma realidade, tendo sido atribuído o seu nome à rotunda da Portela do Arão onde começa a Estrada de São Bento.
A reabilitação da Estrada de São Bento, passou então a constituir um importante motor de desenvolvimento de Loriga e das freguesias limítrofes, permitindo aos visitantes da Serra da Estrela, mais um percurso alternativo através de uma via agradável e panorâmica.
Através da Estrada de São Bento o percurso de Loriga até à Torre, passou a ser feito em pouco mais de 15 minutos, concretizando-se assim um sonho dos loriguenses, sonho este que levou décadas a realizar.

Dia da inauguração com muitas pessoas a assitirem


Figueira da Foz - Local de Férias dos Loriguenses

A Figueira da Foz foi desde o principio do século XX, por excelência, o local de destino para férias, laser e descanso de toda uma sociedade de classe alta da Beira Alta, talvez pelo facto da posição geográfica e das boas condições existentes naquela região.

Nessa altura e depois durante largas dezenas de anos, esta cidade e as suas praias foram também o local de eleição de férias dos loriguenses mais abastados. Uma classe social formada pelos patrões, negociantes, comerciantes e loriguenses radicados no Brasil, quando vinham de visita à sua terra.
O nome de Figueira da Foz passou a ser muito familiar à população de Loriga, Ainda é da recordação de muitas pessoas, principalmente com a aproximação dos meses do verão, de uma certa azáfama nas famílias "ricas" (como na altura assim se dizia em Loriga) nos preparativos da partida para aquela cidade, onde eram mais que evidentes os grandes malões e a muita bagagem que levavam para a temporada da praia, pois algumas da famílias eram numerosas, em que muito agregado familiar era composto de crianças.
Nas primeiras décadas do século XX, a viagem demorava dia e meio, nos anos 40 do mesmo século, ainda demorava quase um dia. As pessoas partiam de Loriga por volta das cinco da manhã, iam de camioneta até Nelas para apanharem o comboio que os levavam á Pampilhosa, depois ainda um outro comboio, onde à noitinha chegavam finalmente à Figueira da Foz.
A época de férias era passada com muito tempo na praia, principalmente, as senhoras e crianças, com estas a divertirem-se muito com papagaios de papel e bolacha americana, enquanto as mães passavam muito do tempo a conversar umas com as outras.
Fora da praia as senhoras passeavam pela cidade comprando vestidos e loiças, enquanto as crianças brincavam e os homens se juntavam pelos cafés e bares para uns bons "bate-papo" e no meio de uma ou outra bebida falarem em negócios e na vida actual e quotidiana.
Os Loriguenses radicados no Brasil, também escolhiam a Figueira da Foz, para ali passar parte das suas férias quando vinham a Portugal. Normalmente levavam sempre consigo alguns dos familiares que viviam em Loriga, para os ajudarem nas lidas de casa.

Praia Figueira da Foz (Década 1910)

Curiosamente, hoje em dia a Figueira da Foz continua a ser o local de eleição de muitos dos loriguenses a viverem em Loriga, só que em comparação com as outras eras passadas, em que era só para a classe abastada de Loriga, hoje em dia já não é assim.


A Inauguração da Electricidade em Loriga

Nos anos da primeira década de 1900, foi fundada a Empresa Hidroeléctrica da Serra da Estrela, tendo sido inaugurada em 2 de Janeiro de 1910, a primeira central que foi sediada na Senhora de Desterro.
Com a expansão cada vez maior da industria de lanifícios em Loriga e já com a electricidade não muito longe desta localidade, os industriais locais começaram a movimentar-se no sentido de o mais rápido possível, trazer para Loriga essa grande fonte de progresso e desenvolvimento, e de verdadeira necessidade para a população e indústrias.
Em Abril de 1911, precisamente no domingo de ramos, visitou Loriga o Sr.António Marques da Silva da Empresa Hidroeléctrica para dar início à negociação com os industriais, às normas do contracto, com vista ao fornecimento da energia a esta povoação. As negocia
ções rapidamente ficaram concluídas, fazendo também parte do acordo, a colocação de 30 candeeiros de iluminação nas ruas, para o qual seria entregue a importância de três contos de reis (3.000$00). O estudo do terreno e os locais para a colocação dos postos que deviam conduzir as linhas da energia desde a ermida da Senhora do Desterro até Loriga, era da autoria da Empresa.
Foi então efectuada uma subscrição pública pela população local para arranjar a respectiva quantia, que com contributos de 5$00; 10$00; 15$00; 20$00; 30$00; 50$00; 100$00; 300$00 e 510$00, rapidamente foi possível reunir a importância necessária.

*

Certidão da Escritura

Com a data de 11 de Agosto de 1911, é efectuada a escritura do compromisso para fornecimento da Luz eléctrica à povoação de Loriga. Para o efeito deslocou-se a Loriga o notário público Jajme Pedrosa, para efectuar a respectiva escritura de compromisso.
A reunião foi realizada em casa do senhor Augusto Luís Mendes, além deste estiveram presente José Mendonça de Gouveia Cabral; José Ambrósio de Pina; Augusto de Moura Galvão; Manoel Gomes Leitão e Albino Pinto Martins, todos proprietários moradores em Loriga, na qualidade de primeiros outorgantes.
Esteve também presente e na qualidade de segundo outorgante, António Marques da Silva, proprietário, residente em Gouveia, Administrador da Empresa Hidro Eléctrica da Serra da Estrela, com sede oficial em Gouveia.

*

Finalmente em 15 de Novembro de 1912, foi inaugurada a electricidade em Loriga, um facto que foi contribuiu para o progresso da vila e bem estar da população. Essa data ficou registado na história de Loriga, sublinhada pelo facto de ser umas das primeiras localidades da região apossuir a luz eléctrica.

*

Aqui se regista a Lista conhecida, de todos aqueles que contribuíram para este grande melhoramento de Loriga:

Ano 1910 - Lista da Subscrição para a instalação da Luz Eléctrica:

"António Luiz Mendes & Filho; António Cabral; José Mendonça Cabral & Irmão; José Pinto das Neves Júnior; Leitão & Irmãos; Amália Nunes de Pina; Padre António Mendes Lages: António Luiz de Brito Ignacio; José de Moura Pina; José de Pina Pires; José de Pina Pires Júnior; Guilhermina Reis; José Mendes Luiz d´Abreu; José Luiz Duarte Pina; António Alves Anno Bom; Augusto César Mendes Lages; José de Gouveia Cabral; Joaquim Nunes Luiz; António de Moura Romano; António João da Costa & Família; Carlos Sinões Pereira & Família; Manuel Mendes Luiz d´Abreu; José de Brito Guimarães; Dr. Amorim da Fonseca; Professor Pedro d´Almeida; Maria do Carmo Moura; Mateus de Moura Galvão; João Mendes Veloso; António Aparício Martins; José Fernandes Carreira; José Gomes Luiz de Pina; Emygdio Manuelito; Manuel dos Santos Silva; Augusto Moura Galvão; José Fernandes Videira; António Pinto de Moura; Emygdio Cardoso de Moura; Felizmina Simões; José Diogo Ferreira; Joaquim Luiz de Pina; António de Pina Monteiro; José Dias Aparicio; Manuel de Moura Pina; António Nunes Luiz; Emygdio Antunes de Moura; Manuel de Moura Barreiros; José Lopes Cardos dos Santos; Joaquim Machado Aparício; Manuel Fernandes Cassamelino; José Gomes Lopes; Emygdio Fernandes Cazelho; José Luiz de Moura Pina; José dos Santos Moura". Consta ainda desta Lista vários anónimos.


As Bodas dos Casamentos em Loriga, dos tempos passados

Era combinado o casamento, entre os nubentes e os pais, o chamado "tratado" era feito normalmente na casa dos pais do noivo, no meio de um jantar ou almoço, mas por vezes também podia ser na casa dos pais da noiva. Com antecedência era marcado o mês e o dia para a celebração do casamento.
Algum tempo antes davam-se os passos indispensáveis para a celebração do casamento e respectiva boda. E como só se celebravam casamentos católicos, o pároco da freguesia procedia à sua divulgação, durante três domingos consecutivos, no final da missa. Eram os chamados pregões.
Entretanto o noivo e a noiva e os familiares faziam os planos, procurando uma casa onde a nova família iria residir. Com a aproximação da data, a noiva e a família mais chegada, mãe e irmãs, ultimavam o enxoval, ao mesmo tempo que preparavam a casa, entretanto já alugada, para o casal viver.
Com alguma antecedência eram elaborados os convites, os noivos começavam por convidar os seus amigos e, os pais faziam os convites aos familiares mais chegados e não chegados, amigos, vizinhos ou simplesmente conhecidos. Uns para estarem presentes na celebração do casamento na igreja e outros para a respectiva boda. O alargamento dos convites levava que as bodas dos casamentos nessas épocas, atingiam várias centenas de convidados.
Para o efeito era pedido aos proprietários das grandes casas (chamadas senhoriais) para fazerem as bodas dos casamentos, que normalmente duravam 3, 4 dias. Começava no jantar de Sexta-Feira, já com toda a família mais chegada da noiva. A boda do Sábado, após a celebração do casamento realizado na igreja paroquial, era o ponto alto. Para o jantar vinham já outros convidados, repetindo-se o mesmo ao almoço e jantar do dia seguinte Domingo, com a vinda de novos convidados. Por último e na Segunda-Feira, ainda decorria o resto da boda, mas neste dia resumido à família mais chegada ou a uns restantes convidados.
Tradicionalmente em Loriga a boda era a cargo dos pais da noiva, pertencendo da parte do noivo arranjar a casa onde ia passar a viver o novo casal, bem como, o seu
apetrechamento.
A semana do casamento era a de dor de cabeça. A boda era toda ela caseira as refeições eram confeccionadas e servidas pelos familiares dos noivos, sob a orientação de uma cozinheira contratada para o efeito. Faziam-se os doces, pudins, arroz-doce, creme de leite torrado e mais uma ou outra iguaria.
Antecipadamente encomendadas, chegavam as carnes provenientes das matanças das cabras, carneiros, ovelhas e galinhas, que haviam de proporcionar a confecção de diversos pratos. A sopa normalmente era canja de galinha e como é fácil de compreender, o peixe estava ausente, assim como outras sobremesas triviais, dos nossos dias.
As prendas que os convidados ofereciam, baseavam-se normalmente em ofertas de objectos e utensílios domésticos, garrafas de bebidas e em grande escala o muito usual oferta de mercearias, como exemplo, arroz, açúcar, massa, farinha, milho, azeite, batatas etc.. Tradicionalmente, prendas em dinheiro eram ofertas muito raras.
Em Loriga não era costume bailaricos durante as bodas, acima de tudo era de muita simplicidade. No sábado, dia principal da boda do casamento, era alegre e os convidados divertiam-se, com uns mais animadas que outros, contando anedotas, dizendo piadas, cantando ou mesmo recitando poesia popular.

As mulheres na cozinha de uma Boda

Convidados numa Boda de Casamento


Saneamento dos Esgotos públicos

Pouco depois da II Guerra Mundial, começou a ser projectado para Loriga, o saneamento de esgotos públicos, tendo-se iniciado o Plano de Urbanização, que se arrastaria pelos anos seguintes.
Entretanto, foi ficando na posse da Junta de Freguesia, mais de 400 metros de manilhas, fornecidos pela Câmara Municipal de Seia, havendo logo à partida um esboço delineado para a sua aplicação num troço da rua principal, porém, por insuficiência de subsídio, continuaram empilhadas durante quatro anos, a aguardar a finalidade para que foram adquiridas.
Em 1950, foi finalmente levado a efeito as obras do saneamento dos esgotos pelas ruas da Vila, incluindo ainda outras obras de urbanização, bem como, o calcetamento de toda a via pública.


Loriga e o Abastecimento de Água

Numa região onde a água existe com grande abundância, em tempos remotos, a carência de fontes de água potável em Loriga era um facto. Nessa época já longínqua, esta localidade tinha apenas no perimetro do agregado familiar, duas fontes de água potável, ou seja, águas represadas em que mergulhavam indistintamente cântaros, latões, baldes etc., por vezes sem o mínimo respeito pelos perantes dos mais rudimentares preceitos higiénicos, sendo uma delas situada na Barroca e outra no lugar ainda hoje conhecido por Fonte do Vale.
Nos arrabaldes havia outras a que o povo chamava do Regato, do Teixeiro e dos Amores, no entanto, essas eram menos utilizadas por motivo da distância a que ficavam, sendo também águas que brotavam dos combros ou
cômoros de propriedades regadias filtradas pela terra.
No final do século XIX, o povo passou a aproveitar outros locais onde a água era potável, para assim se abastecer desse precioso líquido.
Os emigrantes loriguenses sediados no norte do Brasil, mais concretamente em Manaus, apesar da distância não esqueciam as necessidades dos seus conterrâneos e assim pensaram levar a bom termo a iniciativa da construção na sua terra, de Fontanários, que viriam a ser edificadas nos primeiros anos do século XX: -Um na rua principal no local conhecido pelas "Almas" outro no Adro da Igreja e um outro na Rua do Porto.
Construídos em locais estratégicos da povoação, a partir de então, e durante dezenas de anos e gerações, se tornou, no meio de abastecimento de água que população necessitava para seu consumo.
Entretanto, as casas que iam sendo construídas ou mesmo remodeladas, passaram a ter abastecimento próprio, com aproveitamento da água existente um pouco por todo o lado, por vezes canalizada através de longos percursos.
No princípio da década de 1970, o saneamento básico foi levado a efeito em Loriga, com as ruas e mesmo as paredes das casas a serem
esburacadas, trabalhos que se prolongaram durante alguns anos, onde a evidente impaciência da população, viria a ser recompensada, com um dos maiores melhoramentos efectuados em Loriga e de uma certa importância vital para todos.
Passando a maioria das habitações a ter água canalizada, as Fontes de Loriga, deixaram de ter a mesma relevância que tinham tido até então, no entanto, continuam bem vivas e ficarão para sempre gravadas na história desta localidade e da sua gente.

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Fontanários na Vila:
-Fonte do Adro; Fonte das Almas; Fonte do Porto-
Várias outras Fontes:
Fonte do Amores; Fonte dos Azeiteiros (Penedo de Alvôco); Fonte da Casa do Fogueteiro (Recinto N.S. da Guia); Fonte do Mouro (Vila); Fonte das Penedas (Vila); Fonte do Reboleiro (Vila); Fonte do Santo António (Vila); Fonte do Recinto da Senhora da Guia; Fonte da Senhora da Guia Nova; Fonte do Vale (Vila); Fonte do Vinhô (Vila).

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Duas das Fontes mais antigas de Loriga

Fonte do Vinhô

Fonte do Vale


ETAR - Estação de Tratamento de Águas Residuais de Loriga

Inserido no plano do saneamento da vila de Loriga, levado a efeito nas meadas da década de 1970, foi também projectado, como não podia deixar de ser, a construção de uma ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais de Loriga).
Situada para lá do lugar conhecido por "Presa" começou a ser construído nos finais de 1978. ficando a obra concluída e devidamente apetrechada no ano de 1982.

Estando então construída, certo é, que não entrou em funcionamento, como se esperava, começando sim a funcionar a máquina burocrática, que se veio a arrastar por longos 5 anos, onde eram evidente razões e argumentos pouco claros para a população, que estando a Etar construída continuava a ver os esgotos a desaguar nas ribeiras.
Em finais de 1987, entrou finalmente em funcionamento, nove anos depois do inicio da sua construção e, com 5 anos literalmente parada e exposta à degradação.
Segundo se falava na altura, uma das causas da ETAR estar paralisada, tinha haver em estar dependente da ligação da energia eléctrica, constava-se que faltava a permissão de instalação de um posto eléctrico, no entanto, na altura também se pensava não ser só esta a causa para essa situação.
Curiosamente, foi depois de o assunto ter sido levado à Assembleia da República, por dois deputados do PRD, Carlos Sá Furtado e Arménio Ramos de Carvalho, em Janeiro de 1987, para ser resolvido toda a situação e, assim ainda durante esse ano passou a funcionar. Aqui se regista na integra o requerimento que os dois deputados levaram ao hemiciclo de S. Bento.

Etar - Ano 1993

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Requerimento levado à Assembleia da República

" Inserido no plano de Saneamento de Loriga (Serra da Estrela), foi construída um Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), encontrando-se desde meadas de 1982, completamente apetrechada para iniciar o seu funcionamento.
Pelas informações disponíveis, o montante despendido, ronda um investimento na ordem dos 15 mil contos, a preços de 1982, estando a sua entrada em funcionamento, unicamente dependente da ligação da energia eléctrica.
Ora, até ao momento, e por motivos poucos claros para a população abrangidas, a referida ETAR, encontra-se desde então, completamente paralisada em progressivo estado de degradação, acarretando prejuízos de imensurável dimensão e perigo latente para a zona, mormente:
- Na poluição da ribeira, onde directamente desaguam os esgotos, afectando todas as povoações ribeirinhas, a jusante da referida zona, como: freguesias de CABEÇA e VIDE.
- Na afectação piscícola de todo o curso de água.
- Na degradação da flora e de todos os subsistemas ecológicos do vale de Loriga, na medida em que, para além do odor fétido da zona e da acumulação de detritos de toda a ordem, a água da ribeira em causa, serve de base exclusiva de rega aos campos circundantes.
- Por outro lado, e na medida em que as zonas abrangentes constituem pasto para animais, toda a situação existente representa um foco de potenciais doenças, advindo daí, um perigo iminente para a saúde pública.
Nestes termos, perante a situação descrita, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, vimos requerer à CÂMARA MUNICIPAL DE SEIA, à EDP - Electricidade de Portugal, à Secretaria de Estado do AMBIENTE, à DMINISTRAÇÃO REGIONAL de SAÚDE da GUARDA (Ministério da Saúde), que, de acordo coma as áreas das sua intervenção, informem do seguinte:
1. Qual o motivo por que, após cerca de 4 anos da sua conclusão, não entrou em funcionamento a ESTAÇÃO de TRATAMENTO de ÁGUAS RESIDUAIS de LORIGA?
2. Que acções estão a ser desenvolvidas, para colocar em funcionamento a referida estação?
3. Encontrando-se em sério risco a preservação ecológica da zona, assim como a saúde das populações abrangidas, que medidas pretendem tornar os departamentos estatais afins, para obviar às consequências gravosas que se potenciam? "


História das Festas dos Convívios

As Festas de Convívios que por norma todos os anos se realizam em Loriga, parece ser já uma tradição, que espelha bem um uso interessante e genuíno idealizado nesta harmoniosa terra serrana, que reúne toda uma gente que o tempo e as distâncias separou, mas que a celebrar-se estes convívios volta a reunir amizades e recordações interrompidas, que unidos em abraços e beijos, se regressa a um passado longínquo, quando por vezes muitos se voltam a encontrar ao fim de muitos e muitos anos.
As Festas de Convívios para celebrar os 40, 50 e 60 Anos, são as mais usuais, mas ultimamente outras mais se tem realizado, que demonstra bem o brio loriguense de manter sempre em inovação a ideia de amizade e fraternidade.

O primeiro Convívio

O primeiro convívio a ser organizado foi em 1985, quando um grupo de Loriguenses nascidos em 1955, se reuniram para celebrar os 30 anos de vida. A partir de então, celebrar o trigésimo aniversário de vida em festa, parece não ter atingido um impacto significativo, tal como hoje acontece com as festas a celebrar os 40 e mais anos.
No entanto, ficará para a história em serem os Loriguenses nascidos em 1955, os pioneiros das Festas que normalmente todos os anos se comemoram na vila de Loriga.


Primeiro encontro dos Loriguenses nascidos em 1955


O Convívio impulsionador

Foi em 1987 que se organizou o Convívio mais impulsionador que deu origem, que a partir de então, se começasse a realizar todos os anos os Convívios nos mais segmentos festejos dos 40, 50, 60 ou mais anos, podendo-se dizer que foi este Convívio dos nascidos em 1947, o mote para a comemoração desta tradição que continua bem presente todos os anos em Loriga.
Tudo começou, quando alguns com 40 anos de idade, por mera casualidade se encontraram numa mera cavaqueira à mesa de um café. Veio então ao tema da conversa, o disco do Paco Bandeira "A Ternura dos Quarenta" com muito êxito na altura, desde logo ali houve quem o associasse às suas idades.
Começaram a idealizar e a imaginação falou mais alto e um certo entusiasmo a tomar conta do Fernando Romano e Maria da Conceição Silva Mendes, José "Florêncio" entre outros, começando desde logo a elaborar os preparativos.
Foi necessário saber quantos tinham nascido em 1987, sendo 126 o número de crianças nascidas nesse ano. Foram enviados cartas a muitos que se encontrava ausentes, foi elaborado o programa sendo proposto o dia 1 de Agosto de 1987, véspera da festa da Nossa Senhora da Guia, para a celebração dessa importante data dos 40 anos de vida.
Foi lançado o lema "Recordar é viver!! Os anos passaram… Metade de uma vida. Vem connosco recordar tempos da infância na terra onde nascestes".
No programa constou;- Romagem ao cemitério em homenagem aos conterrâneos desse ano já falecidos. -Missa de Acção de Graças pelos anos vividos e o Almoço Convívio, realizado na Corporativa Popular Loriguense, tendo sido contratada a D. Filomena Brito como cozinheira.
Este primeiro convívio dos nascidos em 1947, ficaria no entanto, marcado pela tristeza. Pouco depois do primeiro encontro de programação e quando estavam dados os primeiros passo para a sua realização, subitamente adoece e pouco depois morre Maria da Conceição Silva uma das impulsionadoras. Foi um duro choque para todos, que levou de imediato os outros impulsionadores a pensaram cancelar tudo.
No entanto, depois de pensarem com mais serenidade, resolveram levar em frente o evento idealizado, principalmente, tendo em conta que seria também uma homenagem à memória da "Maria" como popularmente era assim chamada Maria da Conceição Silva Mendes.
É estes dois registos aqui documentados que figuram para a história, como sendo o começo destes eventos "Loriguenses nascidos em ......" que muito tem unido os loriguenses, fazendo hoje parte da tradição que muito tem dignificado a nossa gente e por estranho que pareça, tem-se conhecimento que outras terras, principalmente na região, já começaram também a enveredar para este tipo de eventos.

O bolo do Convívio (Ano 1987)

Foto para o Álbum e Almoco do Convívio impulsionador (Ano 1987)


Imprensa de Loriga

A existência de Jornais com voz Loriguense é um facto que começou a existir há mais de um século. Na história de Loriga vão, pois, encontrar-se alguns Jornais ou Publicações, que se fundaram, uns com mais duração do que outros, mas que deram relevo a esta localidade e à sua população.
Alguns dos jornais que existiram, ou mesmo os existentes hoje em dia, curiosamente foram fundados fora de Loriga.

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Jornais de tempos passados ( já não existentes):


- Jornal "A Estrella D´Alva" - Primeiro jornal editado de Loriga
Fundado em 2 de Fevereiro de 1901

Para o registo para a história o jornal "A Estrella D´Alva" foi na verdade o primeiro Jornal editado em Loriga, criado por gente desta vila e era publicado quinzenalmente, que tinha como editorial, a política, a literatura e noticias. Segundo se sabe teve poucos anos de duração.
Aqui se documenta um dos cabeçalhos - "Ano II Nr.38 Loriga 29 de Agosto de 1902" - Nessa altura tinha como Redactor principal Doutor António Mendes Lages, que mais tarde se tornaria Padre. Como Editor responsável tinha José Fernandes Carreira
.


- Jornal "Echos de Loriga" - Publicado em Belém-Pará, fundado em 1906, por Jeremias Pina; José Lopes de Brito; Serafim da Mota, e outros mais.

- Jornais "Povo de Loriga" e a "Voz de Loriga" -Foram editados a partir de 1908 no norte do Brasil pela Colónia Loriguense ali radicada, um com maior duração do que outro. O "Voz de Loriga" ainda era publicado em 1909 em Manaus e tinha como Director Jeremias Pina.

- Chegaram a existir outras publicações entre 1905-1909, criadas pela grande Colónia de Lorigunse sediada no norte do Brasil e das quais se tem conhecimento, como:

- "6 de Agosto" - "Loriga Litterária" - "O Loriguense e o Presente" - "O Patriota do Pará".

- Jornal "Voz de Loriga" - Voltou a ser editado com este nome em 1924-25, mas desta vez em Loriga era bimensário e de orientação regionalista.

-Boletim "Loriguense" - Publicado a partir de 1977, em Belém-Pará.

-Boletim "A Voz da Banda" -Publicado a partir de 1983, com pouca duração.

-Publicação "A Fonte" - Publicado em Loriga a partir de 1983, da responsabilidade do C.E.B.A (Curso Educação Básica de Adultos)
Redacção Rua Coronel dos Reis R/c - 6270 Loriga

-Jornal "Noticias de Loriga" - Título já atribuído a um Jornal muito perto de sua publicaçã,o em 1990, mas que não chegou a ser publicado.


Jornais dos tempos actuais e com regular publicação

Jornal "A Neve"

-A primeira publicação deste jornal remonta ao ano de 1949, tendo sido fundado em Lisboa por um grupo de bairristas Loriguenses. O seu primeiro número foi publicado em Março desse ano, onde se podia ler no prefácio da sua primeira página -Por tudo e por todos - A bem de Loriga e da região.
-Foi seu primeiro Director o Sr.Dr.Carlos Bastos Leitão, que foi também um dos fundadores, a Redacção e Administração do Jornal ficava situada na Rua Marquês da Fronteira nr.48-Lisboa.
-Foi interrompida a sua publicação tempos depois, voltando novamente a ser publicado em Maio do ano de 1958, desta feita como Jornal Paroquial de Loriga, passando depois (há muitos anos a esta parte) a fazer parte orgânica dos Boletins Paroquiais da região do Concelho.
-"A Neve" como jornal paroquial é propriedade da Fábrica e do Secretariado Paroquial de Loriga, sendo a sua Redacção sediada no Largo do Adro, 16 - 6270-074 Loriga, Telef. 238/953204 sendo o Pároco em funções o Director e Editor do mesmo. Teve como seu primeiro director o Senhor
Padre António Roque Abrantes Prata, na altura o Pároco de Loriga.
-Vivendo unicamente da boa vontade dos seus leitores, só assim é possível a sua sobrevivência, para que chegue como mensageiro a qualquer parte do mundo onde vivam Loriguenses.

Propriedade Fábrica da Igreja Paroquial de Loriga
Telef. 238/953204
E.mail: aneve@loriga.org

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Directores do Jornal "A Neve" ao longo dos tempos:
1949 -1951 - Dr. Carlos Bastos Leitão
Como Jornal Paroquial
1958-1966 - Padre António Roque Abrantes Prata
1966-1979 - António Nascimento Barreiros
1979-2001 - Padre Francisco Borges de Assunção
2002 -Padre Paulo Jorge Oliveira do Carmo e Padre Nuno Maria Almeida Silva
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A partir de Outubro 2002 - (actual) Padre João António Gonçalves Barroso

* (Párocos com curta passagem por Loriga)


Jornal "Garganta de Loriga"

-Fundado em 1992 em Sacavém pela Associação dos Naturais e Amigos de Loriga, (ANALOR), tendo sido publicado o seu primeiro número, como sendo o Nr. 0, em Junho desse mesmo ano.
-Um Jornal dentro da dimensão da Vila de Loriga e independente, era um sonho há muito acalentado, que foi tornado realidade após a fundação da ANALOR, graças à grande vontade e iniciativa dos seus fundadores.
-Foi seu primeiro Director, Carlos Melo, tendo como Corpo Redactorial António José Leitão, Jorge Amaro e Pinto Gonçalves.
-De acordo com as directrizes seguidas pertence ao Presidente da ANALOR em funções ser em simultâneo Director do Jornal "Garganta de Loriga"
-Inicialmente publicado trimestralmente, é actualmente de bimestral a sua publicação, dispondo já de um número razoável de assinantes. Este Jornal é já uma presença certa que leva um "cheirinho" de saudade de Loriga e das suas gentes, a muitos dos Loriguenses e famílias espalhadas por Portugal e pelo mundo.

Propriedade, Redacção e Administração ANALOR, Rua Sport Sacavanense Lote 30, 2685-010 Sacavém
Telef. 21/9417640 - Fax. 21/9400515
e.mail: analor@netcabo.pt

www.analor.org/

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Directores do Jornal "Garganta de Loriga ao longo dos tempos:
1992-1998 - Carlos Melo
1999-2000 - José Mendes
2001-2004 - Rui Ortigueira

2005-2007 - Carlos Melo

2007 - Rui Ortigueira (actual)


Os Primeiros Automóveis em Loriga

Na década de 1920, a construção da estrada a ligar São Romão a Loriga, foi um dos maiores acontecimentos, passando esta localidade a estar ligada a outras regiões, e que foi de grande importância no desenvolvimento da industria local.
O primeiro automóvel a chegar a Loriga logo após a construção da estrada, era conduzido pelo Sr. José Morgado, de Seia, que viria a repetir muitas mais viagens em serviço durante anos.
O primeiro carro que pertenceu a Loriga, foi para fazer "fretes" e pertencia à Fábrica da Redondinha, proprietária do Sr. Augusto Luiz Mendes.
Logo a seguir, a firma Leitão Irmãos adquiria um "Peugeot", assim com uma camioneta "Rochet Sneider" que a população baptizou por "Seixa".

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Os primeiros transportes Públicos

Após a construção da Estrada para Loriga, alguns comerciantes e industriais organizaram-se e criaram uma empresa de transportes "Garagem Comércio e Industria"
adquirindo "Chevrolete" para transportes de pessoas, sendo este o quarto automóvel em Loriga.
Em 1925, começou uma carreira com um pequeno autocarro, de que era proprietário Adelino Pereira das Neves, natural de Santa Ovaia, o qual se radicou em Loriga e ali viveu até à sua morte.
Em 1931, transformou-se em empresa "Auto viação Serra da Estrela" já então com outras camionetas de passageiros que ia de Loriga à estação de Nelas. Em 1948, esta empresa foi vendida à Companhia Hermínios, que passou a operar na região de Seia.
Entretanto em 1931, José Bonito, natural de Vila Nova de Gaia, mas residente em Canas de Senhorim, e que tinha sido contratado para motorista da Fábrica Leitão & Irmãos, comprou duas camionetas, uma "Belix" de 24 passageiros e outra da marca "Chevrolete" de 20 passageiros, começando assim uma outra carreira que passou a ir de Loriga-Nelas-Viseu.
Mais tarde esta carreira seria também vendida à Companhia Hermínios, passando José Bonito a ser empregado dessa empresa.

Camioneta de passageiros da "Auto viação Serra da Estrela" (Ano de 1931)


Os mercadores de Sandomil dos tempos passados

Está ainda na memória de muitos loriguenses os "mercadores de Sandomil" que vinham a Loriga vender na praça os seus produtos agrícolas, principalmente aos Domingos.
Sandomil é uma povoação situada na base vertente Sudoeste das fraldas da Serra da Estrela, banhada pelo Rio Alva, principal fonte de riqueza para a agricultura desta localidade e sua região abrangente, onde se situam muitas das suas hortas e se cultivam com abundância géneros agrícolas, como cebolas, couves, cenouras, alhos, tomates, pepino, melões, melancia, etc., bem como, o cultivo intensamente de batatas e milho por todos os seus campos.
O escoamento destes produtos tinha como destinatário os mercados de Seia, Oliveira Hospital e Loriga. No que diz respeito a Loriga, durante décadas e gerações, os mercadores de Sandomil, parecem ter ficado no historial desta vila, onde se notava uma bem fincada familiarização com a população local, nomeadamente, nos fins-de-semana quando chegavam a Loriga, com seus burros carregados com os géneros agrícolas, para venderem no mercado local que se realizava todos os domingos.
A família dos Patrocínios de Sandomil, eram os maiores negociantes dos produtos agrícolas, inclusivamente, tinham já camionetas com as quais se deslocavam a Loriga, trazendo os seus
produtos para o mercado, ao mesmo tempo trazendo outros mercadores, evitando assim que esses viessem com os seus burros e por isso também sem terem necessidade de virem de madrugada.
Os mercadores que vinham com os seus burros, partiam ao meio da noite de Sandomil, percorriam caminhos e atalhos de serra, ou estradas de terra batida, passavam pela aldeia da Corgas e daí até à Portela do Arão e depois Loriga. Alguns vinham ainda na véspera, aproveitando o dia, chegando a Loriga à noite, pernoitando em lojas de casas senhoriais que os seus moradores lhes facultavam.
O mercado dos géneros agrícolas, vulgarmente chamado por "praça" conheceu em Loriga vários locais ao longo dos anos, muitos ainda se lembram quando era no Largo da "Lição" de onde passou para junto da Rua da Barroca, mais tarde para o Reboleiro e por fim para a "Volta", junto do provisório Quartel do Bombeiros, onde ainda hoje está situado e decorre aos Sábados, mas que nada já tem a ver com a "praça" dos tempos passados.

"Mercadores de Sandomil"
(a caminho dos mercados - Ano 1915)


Quando a "População em Loriga era mais"

É na verdade de grande relevo o crescimento habitacional da Vila de Loriga, nas curiosamente a sua população tem vindo a diminuir drasticamente, o que não deixa de ser um aspecto realmente preocupante.
Na entrada do século XXI a população efectiva residente em Loriga, ronda cerca das 1.700 pessoas. Se compararmos o índice populacional de meio século atrás, vamos verificar um decréscimo sensivelmente na ordem de mais de 50%. Na verdade, nos finais da década 40 a população residente em Loriga, chegou a atingir números significativos de muito perto dos 3.000 habitantes e, seguramente, num ou noutro ano chegou mesmo a ultrapassar esses números, não tendo embora, os meios habitacionais de hoje. Pode, por isso, considerar-se, que foi uma época de
"quando a população de Loriga era mais".
O movimento demográfico desta localidade nesses tempos, atingia verdadeiros valores de crescimento. Anualmente era um potencial facto o nascimento de largas dezenas de crianças, acontecendo até que em muitos desses anos, esse número se elevava a mais de uma centena de nascimentos. Pode até dizer-se que, durante 10 anos, (1940 - 1950) o crescimento da população foi superior a 400 pessoas.
Efectivamente, também não se pode ignorar nessa época
"quando a população de Loriga era mais" os problemas e dificuldades existentes nesta localidade, principalmente as grandes carências a nível de habitação que era, de facto um dado adquirido. Era raro o agregado familiar que não tivesse 4,5,6 ou mais filhos, vivendo a maioria em casas relativamente pequenas para tanta gente.
Outro dos problemas e também grave era a escassez de professores face a tanta juventude em idade escolar, bem como a falta de salas de aulas, uma vez que apenas funcionava uma escola para o sexo masculino e para o sexo feminino, em regime de desdobramento, num prédio improvisado de escola. As autoridades administrativas e escolares dessa altura, há muito que se debatiam para a construção de nova escola, levando anos de luta nessa reivindicação. No entanto, esse objectivo só se tornou realidade em 23.10.1960, quando foi finalmente concluída e inaugurada uma nova escola com 8 salas.
A partir dos últimos anos da década 50 e princípios da década 60, o decréscimo da população nesta localidade começa a ser um facto, que se deveu, por um lado, à crise da indústria de lanifícios, que originou desemprego e a consequente emigra
ção dessa população. Por outro lado,a falta de infra-estruturas, nomeadamente nas áreas do comércio e serviços, que permitissem, através do mercado de trabalho, fixar a população, levou por isso muitos jovens a procurar trabalho nos grandes centros urbanos. Por outro lado, ainda, porque a taxa de natalidade baixou, caminhando, à semelhança do resto do país para o padrão de dois filhos por casal.


O movimento eclesiástico na Paróquia de Loriga
(Orago de Santa Maria Maior)

São muitos os séculos de história da Paróquia de Loriga, que hoje em dia por vezes é difícil de contar com precisão, porque também foram séculos em que muitos registos e também muita documentação foi desaparecendo o que leva a não se poder registar em concreto muito dessa história
Também saber-se com precisão, dos nomes dos Padres que passaram por Loriga ao longo dos séculos ou os nomes daqueles que foram Párocos, parece também ser uma tarefa difícil, mas não será impossível de um dia saber-se em profundidade todos os nomes do Padre e as datas precisas do tempo que estiveram nas suas funções em Loriga.
Actualmente as pesquisas que se vão conseguido fazer, leva-nos até ao século XVII, mais precisamente ao ano de 1610, ao encontrar-se os nomes dos Padres em registo de nascimento, casamentos etc.. São no entanto escassos os registos que nos poderão dar conta, se alguns esses padres eram os Párocos efectivos ou eventualmente de passagem por Loriga, visto ser curto o seu registo de permanência na freguesia.
Nesses tempos longínquos a designação dada aos párocos quando escaladas para uma paróquia era de "Pároco-colado" e os designados provisoriamente eram "Párocos-encomendados" assim nesses períodos que em cima nos referimos, paroquiaram em Loriga vários Párocos, tanto de uma como de outra dessa designação.
A partir da meada do século XIX, a designação "Pároco-colado" ou "Párocos-encomendados" deixou de existir passando a ter a designação de Pároco (Padre efectivo) ou Coadjutor (Padre temporário) respectivamente.
Até ao momento e de acordo com algumas pesquisas efectuadas em registos conhecidos, aqui se documenta alguns dos nomes dos Padres que estiveram em Loriga como Párocos ou como coadjutores, ficando a promessa de à medida que se vai sabendo, mais dados aqui se irão actualizar.

*

Padre Simão Lopes da Costa (2)
Pároco em Loriga em (….1610 até 1620)

É o primeiro registo como Pároco, que vamos encontrar a partir do ano de 1600.
Até à data apenas de sabe que esteve como Pároco em Loriga de 1610 até 1620, desconhecendo se já estaria em Loriga antes da data de 1610.
Desconhece-se de onde era natural.

*

Padre Gaspar do Amaral (2)
Pároco em Loriga (desde 1620 até 1622)

Esteve como Pároco em Loriga durante cerca de dois anos.
Desconhece-se de onde era natural.

*

Padre André Francisco Figueiredo (2)
Pároco em Loriga (desde 1622 até 1623)

Esteve como Pároco em Loriga durante cerca de um ano.
Desconhece-se de onde era natural.

*

Vigário Jorge de Moura (2)
Pároco em Loriga (desde 1623 até 1630)

Esteve como Pároco em Loriga durante cerca de sete anos.
Desconhece-se de onde era natural.

*

Padre Simão Borges (2)
Pároco em Loriga (desde 1630 até 1632)

Esteve como Pároco em Loriga durante cerca de dois anos.
Desconhece-se de onde era natural.

*

Vigário Gaspar Nunes (2)
Pároco em Loriga (desde 1632 até 1638)

Esteve como Pároco em Loriga durante cerca de seis anos.
Desconhece-se de onde era natural.

*

Padre Jerónimo Ferraz (2)
Pároco em Loriga (desde 1638 até 1639)

Esteve como Pároco em Loriga durante cerca de um ano.
Desconhece-se de onde era natural.

*

Padre Filipe de Almeida (2)
Pároco em Loriga (desde 1639 até 1640)

Esteve como Pároco em Loriga durante apenas um ano.
Desconhece-se de onde era natural.

*

Vigário António Roiz (Rodrigues) (2)
Pároco em Loriga (desde 1640 até 1648)

Esteve como Pároco em Loriga durante cerca de oito anos.
Desconhece-se de onde era natural.

*

Padre Gabriel Fonseca (2)
Padre em Loriga (ano 1648)

Esteve como Padre em Loriga durante alguns meses do ab no de 1648, desconhece-se se foi considerado Pároco.
Desconhece-se de onde era natural.

*

Vigário João Tavares Leitão (2)
Pároco em Loriga (desde 1648 até 1657)

Esteve como Pároco em Loriga durante cerca de nove anos.
Desconhece-se de onde era natural.

*

Padre António Pais da Veiga (2)
Pároco em Loriga (desde 1657 até 1660)

Esteve como Pároco em Loriga durante cerca de três anos.
Desconhece-se de onde era natural.

*

Padre António Duarte (2)
Pároco em Loriga (desde 1660 até 1662)

Esteve como Pároco em Loriga durante cerca de dois anos.
Desconhece-se de onde era natural.

*

Vigário António Ferreira (2)
Pároco em Loriga (desde 1662 até 1671)

Esteve como Pároco em Loriga durante cerca de nove anos.
Desconhece-se de onde era natural.

*

Vigário Pedro Álvares (2)
Pároco de Loriga em (de 1671 até 1702)

Em 1671 era já o Pároco em Loeiga. Pelos registos tudo leva a crer ter estado como Pároco em Loriga durante 31 anos.
Em Março de 1702, o seu nome continuava a constar num registo de baptismo. (1)
" Desconhece-se de onde era natural
(1) (IANTT/SGU/Cx 452 - Fol 1, Rolo 867)

*

Padre João de Melo Albuquerque (2)
Padre em Loriga em (….1699 - ….)

Em Novembro de 1699, constava o seu nome num registo de casamento. (1)
Sabendo-se que era o Pároco em Loriga nessa altura, o Vigário Pedro Álvares, (que esteve nessas funções de 1671 até 1702) supõe-se que este
Padre ter sido em Loriga, coadjutor.
É desconhecido quanto tempo esteve na Paróquia de Loriga, bem como, e de onde era natural


(1) (IANTT/SGU/Cx 177-Fol 174/v - Rolo 716)

*

Vigário José Mendes de Figueiredo (2)
Pároco em Loriga em (de 1703 até 1713)

Foi o Pároco de Loriga a partir 1703. Esteve em Loriga durante cerca de 10 anos.
Desconhece-se de onde era natural.

*

Padre José Luís (2)
Estava em Loriga em (…. 1713 - ….)

Em Maio de 1713, constava o seu nome num registo de casamento (1). Não se conhecendo de momento se era o Pároco da Paróquia na altura ou se era Padre coadjutor (Padre-encomendado como assim se dizia nesse tempo) desconhecendo-se também de onde era natural.
(Nesta altura chegou a constar em documentos, que a igreja era orago de Nossa Senhora da Conceição. Se na realidade desde os primeiros escrito conhecidos até hoje, a igreja de Loriga foi sempre orago de Santa Maria Maior, pensa-se por isso, que nessa altura chegou a decorrer algum movimento para a sua alteração).

(1) (IANTT/SGU/Cx 452 - Fol 217, - Rolo 868)

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Padre Manuel Nunes (2)
Padre em Loriga em (….1715 - ….)

Era o Padre em Loriga em 1715, constava o seu nome em registos de casamentos. Pensa-se ter estado em Loriga apenas durante um ano.
Desconhece-se de onde era natural.

*

Padre João da Costa Brás (2)
Pároco em Loriga (desde 1716 até 1718)

Era o Pároco de Loriga em 1716, constava o seu nome em registos de casamentos.(1) Pensa-se ter estado em Loriga durante cerca de dois anos.
Desconhece-se de onde era natural.

(1) (IANTT/SGU/Fol. 118, Rolo 868)

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Vigário Cristóvão de Moura A. Fonseca (2)
Pároco de Loriga (desde 1718 atá 1740)

Em 1718 era já o Pároco de Loriga, a partir desse ano já constava o seu nome nos registos de baptismos e casamentos (1).
Desconhece-se ao certo de onde era natural, Sabe-se que esteve em Loriga durante cerca de 22 anos.

(1) (IANTT/SGU/Fol. 26, Rolo 868)

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Padre Manuel Ribeiro Pina (2)
Pároco em Loriga (desde 1740 até 1743)

Era o Pároco de Loriga em 1740, conforme consta o seu nome em registos de casamentos.(1) Esteve em Loriga cerca de três anos.
Pelo apelino pensa-se ser natural de Loriga.

(1) (IANTT/SGU/Fol. 118, Rolo 868)

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Padre João Henrique (2)
Pároco em Loriga (desde 1743 até 1746)

Era o Pároco de Loriga em 1743, conforme consta o seu nome em registos de casamentos.(1) Esteve em Loriga cerca de três anos.
Desconhece-se de onde era natural.

(1) (IANTT/SGU/Fol. 118, Rolo 868)

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Padre Manuel Ribeiro Pinto (2)
Pároco em Loriga (desde 1746 até 1752)

Era o Pároco de Loriga em 1746, constava o seu nome em registos de casamentos.(1) Pensa-se ter estado em Loriga durante cerca de seis anos.
Desconhece-se de onde era natural.

(1) (IANTT/SGU/Fol. 118, Rolo 868)

*

Vigário António Marques Ferreira (2)
Pároco em Loriga (desde 1752 até 1755)

Era o Pároco de Loriga em 1752, constava o seu nome num registo de casamento.(1) Pensa-se ter estado em Loriga durante cerca de três anos.
Desconhece-se de onde era natural.

(1) (IANTT/SGU/Fol. 118, Rolo 868)

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Padre Paulo Gouveia (2)
Padre em Loriga em (.....1755 - ….)

Encontrava-se como Padre em Loriga no ano de 1755, conforme consta o seu nome em "assentos" nos REGISTOS DA PÁROQUIA de LORIGA, (1) desconhecendo-se mais pormenores sobre a sua estadia em Loriga, mesmo de onde era natural .

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Padre Domingos Galvão (2)
Padre em Loriga em (….1755 - ….)

Encontrava-se como Padre em Loriga no ano de 1755, conforme consta o seu nome em "assentos" nos REGISTOS DA PÁROQUIA de LORIGA, (1) desconhecendo-se mais pormenores sobre a sua estadia em Loriga, mesmo de onde era natural .

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Vigário José Roiz Ribeiro (2)
Pároco em Loriga (desde1756 - 1794)

Em Maio de 1756, era o Pároco em Loriga. O seu nome constava num registo de casamento, desse ano. Em 1771 continuava ainda em Loriga, em conformidade com um registo de baptizado onde constava o seu nome. (1)
Quando do terramoto de 1775, continuava ainda a ser o Pároco da Paróquia de Loriga, como se pode constatar nos registos por ele escritos, fazendo um balanço às causas do terramoto, seguindo as directrizes recebidas por ordem do Marquês de Pombal, nessa altura chefe do governo.

(1) (IANTT/SGU/Fol. 121, Rolo 868)

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Padre José Fragoso de Paiva (2)
Padre em Loriga em (.... 1794 - ....)

Encontrava-se como Padre em Loriga no ano de 1794, conforme consta o seu nome em "assentos" nos REGISTOS DA PÁROQUIA de LORIGA, (1) desconhecendo-se mais pormenores sobre a sua estadia em Loriga, mesmo de onde era natural .

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Vigário Paulo Brito da Fonseca (2)
Pároco em Loriga (desde 1795 até 1810)

Era o Pároco de Loriga em 1795, constava o seu nome num registo de casamento.(1) Desconhece-se neste momento o tempo exacto que esteve em Loriga ou mesmo de onde era natural. Em 1805 ainda continuava a ser o Pároco de Loriga. Segundo se sabe veio substituir o Vigário José Roiz Ribeiro

(1) (IANTT/SGU/Fol. 118, Rolo 868)

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Padre Francisco da Costa Saraiva (2)
Padre em Loriga em (….1810 - ….)

Encontrava-se como Padre em Loriga no ano de 1810, conforme consta o seu nome em "assentos" nos REGISTOS DA PÁROQUIA de LORIGA, (1) desconhecendo-se mais pormenores sobre a sua estadia em Loriga, mesmo de onde era natural .

(1) (IANTT/SGU/Fol. 118, Rolo 868)

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Padre Theotónio Luiz da Costa *
Pároco em Loriga em (…. 1812 - ….)

Constava já em 1812 como Pároco-colado de Loriga (como se dizia na altura) que queria dizer Pároco da Paróquia, que lhe esteve atribuída durante muitos anos, apesar de temporariamente deixar esta localidade para participar nas "lutas" liberais, regressando depois a Loriga em 1852, que apesar de já velho e cansado ainda teve com forças para paroquiar nesta "sua" paróquia até aos fins de Novembro de 1855. Era natural de Folques

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Padre Sebastião Mendes de Brito * (2)
Pároco em Loriga (de 1812 até 1851)

Em Julho de 1812 era o Pároco de Loriga, o seu nome constava num registo de baptismo (1). Era natural de Loriga pertencente a família abastada e foi colocado em Loriga como Padre-encomendado (como se dizia na altura) que queria dizer Padre coadjutor. Veio depois a substituir o Pároco da Paróquia (Pároco-colado) Theohtónio Luiz da Costa, após este se ter alistado nas milícias.
Faleceu em Loriga em 24 de Dezembro de 1851. Foi sepultado ao fundo dos degraus do altar-mor, no lugar onde o celebrante principiava as missas.

(1) (IANTT/SGU/Fol.128 verso 129, Rolo 868)
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José Garcia Abranches
Pároco em Loriga no ano de 1851
Era natural de Alvoco da Serra, foi Pároco apenas muito pouco tempo

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Padre José Marques de Moura Guimarães
Pároco em Loriga (de 1855 até 1859)
Era natural de Loriga, filho de pais abastados. Paroquiou até o fim de Janeiros de 1959

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Padre Doutor António Monteiro de Moura Machado
Pároco em Loriga em 1859
Foi Pároco
Encomendado em Loriga durante 6 meses (Fevereiro/Julho)

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Padre Luís Bernardo da Cunha
Pároco Interino em Loriga (1859)

Foi Pároco intrerino em Loriga durante um mês (Julho). Era intitulado Vigário, situação que manteve até 13 de Dezembro de 1959, dia da chegada a Loriga do seu sucessor.

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Padre Manuel Matias dos Santos e Figueiredo *
Pároco em Loriga (de Janeiro de 1860 até Dezembro de 1893)

Nasceu na Vide, e depois de ter sido Pároco de Piodam, foi colocado em Loriga como Pároco da Paróquia (Pároco-colado como se dizia na altura).

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Monsenhor António Mendes Gouveia Cabral *
Pároco em Loriga (de 1893 até 1910)

Era natural de Loriga, deixando de ser o Pároco da Paróquia em 1910, por motivos de saúde. Foi elevado à dignidade de Monsenhor. Promoveu uma missão em 1902, incentivou a comunhão nas primeiras sextas-feiras do mês e incrementou o Apostolado da Oração.

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Padre António Mendes Cabral Lages *
Pároco em Loriga (de 1910 até 1944)

Era natural de Loriga e veio substituir o seu tio Monsenhor António Mendes Gouveia Cabral, que deixou de ser o Pároco da Paróquia por motivos de saúde. A ele se deve a fundação da Conferência de S. Vicente de Paulo e a Associação Católica de Operários. Deu notável incremento à vida religiosa de Loriga..

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Padre António Roque Abrantes Prata *
Pároco em Loriga (de 1944 até 1966)

Natural de Manteigas, foi uma das mais marcantes figuras eclesiais que passaram por Loriga, que veio a marcar uma geração de loriguenses, numa época em que a população em Loriga atingiu os números populacionais, mais elevados da sua história. Criou o Centro de Assistência Paroquial, Socorro Paroquial, Cooperativa Popular de Loriga, mandou construir a Residência e Salão Paroquial..

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Nota de registo:- No tempo do Senhor Padre António Roque Abrantes Prata, foram muitos os Coadjutores que passaram por Loriga, que aqui se registam:

- Padre Francisco Salvado Gralha - Coadjutor em Loriga (de 1950 até 1951), natural de Alcaide (Beira Baixa)
- Padre Diamantino Paulo Dias - Coadjutor em Loriga (de 1952 até 1953), natural de Nova de Haver.
- Padre José Ventura Martins Diogo - Coadjutor em Loriga (de 1953 até 1956), natural de Fatela.
- Padre Manuel Vicente Branco - Coadjutor em Loriga (de 1956 até 1957), natural de Sobral de Casegas,
- Padre Joaquim Eduardo Vicente - Coadjutor em Loriga (de 1957 até 1958), natural de Bendada.
- Padre Manuel Ribeiro Toscano - Coadjutor em Loriga (de 1959 até 1961).
- Padre António Espinha da Cruz Monteiro - Coadjutor em Loriga (de 1960 até 1961), natural de Vermiosa.
- Padre José Rabaça Gaspar - Coadjutor em Loriga (de 1961 até 1962).
- Padre João Carvalho Nunes - Coadjutor em Loriga (de 1963 até 1964).

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Padre António Nascimento Barreiros
Pároco em Loriga (de 1966 até 1979)

Natural de Castelejo (Fundão), esteve em Loriga durante 13 anos, (28 de Outubro até 21 de Outubro 1979) onde realizou um trabalho de grande valor, dando seguimento à obra deixada pelo Padre António Roque Abrantes Prata.

Foi ordenado Sacerdote na Guarda em 4 de Agosto de 1946. Realizou a sua primeira missa em 11 de Agosto de 1946 em Castelejo (Fundão).

Faleceu em 22 de Agosto de 2006.

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Padre Francisco Borges de Assunção
Pároco em Loriga (de 1979 até 2001)

Natural de Travancinha, veio para Loriga em 28 de Outubro de 1979, substituindo o Padre António Barreiros. Esteve em Loriga até 21 de Outubro de 2001. Como Pároco de Loriga fez um trabalho de grande relevo ao longo dos 22 anos que esteve esta paróquia. Acumulou durante alguns anos a paróquia de Alvoco da Serra. Mandou construir um edifício para instalar a Creche, Jardim Infantil e A.T.L. Criou o Centro de Dia e a Casa de Repouso de Nossa Senhora da Guia..

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Padre Paulo Jorge Oliveira Carmo
Padre Nuno Maria Almeida

Párocos em Loriga (de 2001 até 2002)

Curta passagem por Loriga destes dois Padres, ficando na ideia de ser apenas uma alternativa pontual, durante o período que esteve em definição o modelo Paroquial para esta região do concelho de Seia (Serra da Estrela), depois da saída do Padre Francisco Borges de Assunção, que renunciou ao cargo por motivo de doença.

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Padre João António Gonçalves Barroso
Pároco em Loriga (de 2002 até …. )

Actual Pároco de Loriga, natural de Orjais (Covilhã) Ordenado em 2 de Fevereiro de 1992, é Assistente Diocesano do Departamento da Infância e da Adolescência do Secretariado Diocesano da Educação Cristo.

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(2) Fonte: "Livro a família Mello" do senhor Dr. António Herculano Paixão Melo


Sacerdotes naturais de Loriga

Desde sempre Loriga foi uma localidade muito vocacionada na via religiosa, por isso o facto de não ser surpresa ser das terras do concelho de Seia e mesmo até do distrito da Guarda, que mais Padres deu à Igreja. Apesar de quase todos terem tido a sua vida canónica fora da sua terra natal. É no entanto, digno de registo e de realce, a vida eclesiástica que exerceram nos mais variados sectores da Igreja, nomeadamente em Paróquias ou organismos religiosos e dos quais Loriga se orgulha.

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Padre Sebastião Mendes de Brito *
(…. - 1851)

Natural de Loriga, foi Pároco na sua terra desde 1812 até 1851, onde faleceu em 24 de Dezembro desse mesmo ano de 1851.

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Monsenhor António Mendes Gouveia Cabral *
(…. - ….)

Natural de Loriga tendo sido Pároco na sua terra de 1894 até 1910) deixando de ser o Pároco da Paróquia em 1910, por motivos de saúde.

* (Ver mais na Página "Notáveis" desta Homepage)

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Padre Doutor António Mendes Lages *
(1838 - 1916)

Nasceu em Loriga em 2 de Janeiro de 1838, mas sou foi ordenado Sacerdote aos 73 anos de idade. Foi após ter enviuvado, que resolveu a dedicar-se à igreja, até então era casado e pai de dois filhos.

* (Ver mais na Página "Notáveis" desta Homepage)

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Cónego Manuel F. Nogueira *
(1861 - 1944)

Nasceu em Loriga no dia 7 de Abril de 1816, a sua vida eclesiástica foi toda ela passada fora da sua terra natal.

* (Ver mais na Página "Notáveis" desta Homepage)

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Padre António Mendes Cabral Lages *
(1884 - 1969)

Era natural de Loriga, onde nasceu a 23 de Agosto de 1884 e foi o Pároco da sua terra de 1910 até 1944, substituindo o seu tio Monsenhor António Mendes Gouveia Cabral, que deixou de ser o Pároco da Paróquia de Loriga por motivos de saúde.

* (Ver mais na Página "Notáveis" desta Homepage

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Cónego António Antunes Abranches *
(1913 - 2003

Nasceu em Loriga, em 9 de Dezembro de 1913, a sua vida sacerdotal foi toda ela passada fora da sua terra natal, sendo de registo ter estado 50 anos como Pároco da Paróquia da Nossa Senhora de Fátima em Lisboa

* (Ver mais na Página "Notáveis" desta Homepage)

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Padre Herculano de Brito Martins *
(1918 - 1994)

Nasceu em Loriga em 28 de Outubro de 1918, filho de Carlos Brito Martins e de Maria do Carmo Alves Macedo. Foi ordenado sacerdote em 29 de Junho de 1943. A sua vida sacerdotal foi toda ela passada fora da sua terra, passando pelo seminário de Santarém, onde foi professor desempenhando também o cargo de vice-reitor. De 1957 a 1963 foi Pregador das Missões do Patriarcado, depois foi Pároco na Amadora durante vários anos, sendo em 1974, nomeado Pároco da Graça em Lisboa. Mais tarde e depois de deixar a Paróquia da Graça, desempenhou funções sacerdotais noutras paróquias de Lisboa.

* (Ver mais na Página "Notáveis" desta Homepage)

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Padre Doutor António Ambrósio de Pina *
(1918 - 1995)

Apesar de não ter nascido em Loriga, considera-se como Loriguense, pois tendo nascido em Manaus-Brasil, filho dos loriguenses António Ambrósio de Pina e Maria dos Anjos de Brito Moura, foi apenas com três meses de idade que os pais o trouxeram para Loriga onde cresceu e fez a escola primária.
Logo após completar a escola em Loriga foi para o Seminário da Costa em Guimarães, onde fez todos os seus estudos menores. No ano de 1936 entra para a Companhia de Jesus e, no ano de 1940, concluiu o Curso Superior de Letras e Humanidades para, de seguida, entrar na Faculdade.de Filosofia de Braga onde conclui a sua licenciatura em 1944.

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Padre António Mendes Cabral *
(1921 - 1976)

Nasceu em Loriga em 16 de Fevereiro de 1921, toda a sua vida Sacerdotal foi toda ela passada fora da sua terra natal. Nos seus últimos anos de vida esteve bem perto de Loriga, ao ser o Pároco da vizinha Freguesia da Cabeça.

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Padre Fernando Brito Santos
(1935)

Nasceu em Loriga em 5 de Maio de 1935. Foi ordenado Sacerdote em 3 de Agosto de 1959 em Loriga. A sua vida Sacerdotal tem sido passada toda ela na Covilhã.
Actualmente é Pároco na Paróquia da Conceição - Covilhã e pertence à Redacção do "Noticias da Covilhã"

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Padre Fernando Augusto Mendes Gonçalves
(1939 )

Nasceu na Argentina em 15 de Maio de 1939, veio para Loriga ainda crianca onde frequentou a escola primária, sendo ordenado Sacerdote em 1963. Toda a sua vida canónica tem sido toda ela passada fora de Loriga.

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Padre Jorge Fernando Duarte Amaro
(1957)

Nasceu em Loriga em 1957. Foi ordenado sacerdote missionário no dia 4 de Maio de 1985 em Fátima, pelo D. António dos Santos, Bispo da Guarda. Celebrou a Missa Nova em Loriga no dia 5.5.1985.
A sua vida sacerdotal tem quase sempre passada pelo estrangeiro, onde se destaca a sua vida missionária na Etiópia durante cerca de 7 anos.

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Padre Jorge Manuel Lages Almeida
(1962)

Nasceu em Loriga em 17 de Junho de 1962. Foi ordenado Sacerdote em 4 de Junho de 1989 cerimónia que decorreu na Catedral de Setúbal, realizando a Missa Nova em Loriga no dia 18.6.89. A sua vida Sacerdotal tem toda ela desempenhada na região de Setúbal. Actualmente é Pároco na Quinta do Anjo Palmela-Sesimbra e desempenha funções de Capelão da Base Aérea nº 6, do Campo de Tiro de Alcochete e do Depósito Geral de Material de Guerra do Exército.

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Padre Henrique Manuel Gouveia Pinto
(1963)

Nasceu em Loriga em 12 de Janeiro de 1963; Padre Missionário da Consolata, ordenado em 6 de Agosto de 1988, realizando a sua Missa Nova em Loriga no dia seguinte 7 de Agosto de 1988.
Estudou na Itália, no Quénia, na Inglaterra, onde em 2000 fez o doutoramento em Teologia.

Dedicou-se às causas sociopolíticas, trabalhando com pessoas sem abrigo, e à vida académica leccionando na universidade Lusófona.

Observações:- Deixou de exercer o sacerdócio, sem ter pedido a dispensa, em Abril de 2001. Significa que é ainda sacerdote mas que não exerce o ministério.

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Padre António Mendes Silva
()

Nasceu em 1937 no Fontão povoação anexa da vila de Loriga. Foi o único Padre natural do Fontão. Ordenado em 15.8.1961 na Sé Patriarcal e realizou a sua Missa Nova em 27.8.1961 na sua terra do Fontão - Loriga.

oportunamente
aqui se colocará
a foto


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