|
Notas &
Registos |
|
|
Vista Parcial de Loriga |
|
*** |
|

|
|
Foto J.Garcia |
|
*** |
|
|
|
A História da
Emigração |
|
Desde os remotos tempos primitivos
da humanidade, que os povos, nas suas constantes movimentações
para outras paragens na procura do seu próprio desenvolvimento, davam
formação ao que se chama hoje emigração.
O movimento emigratório, é pois, um fenómeno desde que
a vida existe na terra, e foi-se tornando cada vez mais concretizado, nas conquistas,
nas invasões, nos descobrimentos, guerras, miséria e tragédias
de origens naturais da terra e ainda no surgimento de Continentes, civilizações,
línguas e povos.
A emigração portuguesa teve o seu inicio com os descobrimentos
e simultaneamente com a colonização. |

|
|
|
** |
|
Loriga terra de Emigração
I |
|
A emigração é
pois uma presença viva, tendo em conta e a certeza de uma necessidade real de
existir nas sociedades, onde também, representa uma constante movimentação
de gentes e de povos para outras paragens ou para um refugio social mais ambicioso.
As descobertas, as conquistas, as colonizações, são os meios mais
significativos do começo da emigração portuguesa, no entanto,
é a partir do século XIX, que vamos encontrar os registos mais esclarecedores
na história da emigração a partir de Portugal. Se bem que no século
anterior era já um facto consumado o movimento emigratório, só
que nessa altura não eram ainda os mais pobres que abandonavam o país,
quem saía, eram os pequenos agricultores e também pequenos comerciantes
do norte e centro e ainda alguns intelectuais.
No século XIX a emigração passa então a ser uma realidade
em grande força, passando a emigrar a população mais pobre, quase
sempre analfabeta e oriunda das actividades agrícolas, desempregados e mão
de obra não totalmente qualificada.
Loriga é uma das terras da região da Serra da Estrela, que mais emigração
espalhou pelas quatro partes do mundo. Parece
não haver dados, que nos digam em concreto, quando teve início a emigração
dos loriguenses, mas alguns dados que se foram sabendo, pensa-se que as primeiras pessoas
a saírem de Loriga com destino às terras de Santa Cruz, ocorreu no século
XIX.
Nas primeiras décadas desse século, em Loriga, o espaço vital
como hoje se diz, era restritíssimo para a população que aumentava
continuamente. A agricultura não atraia os jovens, muito por culpa do terreno
irregular, apesar de existirem já algumas fábricas, a industria, ainda
não estava muito desenvolvida, que só veio a verificar-se décadas
mais tarde. |
|
A independência do Brasil
em 1822 e a abolição da escravatura, foi o mote da mudança
do estatuto de emigrante, que veio a ser determinante na emigração
portuguesa para aquele país, onde se pensa também que foi a partir
de então que se iniciaram os primeiros passos da emigração
loriguense.
Durante anos foi muita a população de Loriga que deixou sua terra
com destino ao norte do Brasil, chegando mesmo a verificar-se um certo êxodo
emigratório finais do século XIX princípios do século
XX.
O Brasil, durante décadas, continuou a ser o destino de muitos loriguenses,
onde se veio a formar uma grande colónia, hoje apesar de serem já
poucos os naturais desta localidade que ali se encontra, é significativo
os descendentes que continuam a reconhecer as origens dos seus antepassados.
Entretanto o espírito emigratório das pessoas de Loriga, continuava
a verificar-se e sistematicamente continuavam a sair da sua terra, procurando
outros países, nomeadamente a Argentina e também o antigo ultramar
português.
Após a II Guerra Mundial e as sequelas que deixou, muitos dos países
europeus tinham a inevitável necessidade de trabalhadores para o seu
desenvolvimento.
Portugal confrontava-se com uma política, que não permitia a
saída da sua população, no entanto, nas décadas
1950 e princípios da 60, o aproveitamento da clandestinidade foi o mote
para que muitos saíssem do país nomeadamente para a França,
ficando para a história o meio clandestino e aventureiro do "Salto"
utilizado então com destino aquele país.
Foram alguns os loriguenses que empreenderam por este meio clandestino para
irem para a França, nos primeiros anos da década de 1960. Mas
pouco tempo depois e com os países europeus na onda do desenvolvimento
industrial, a política portuguesa começou a ter uma outra postura.
Foram efectuados alguns acordos que resultaram em fase disso, de uma maior
abertura de fronteiras em Portugal, deixando mesmo de existir uma política
de "porta fechada" mas que na altura, era apenas destinada a todos
aqueles com o serviço militar cumprido. |

|
|
|
Observa-se então um grande
êxodo emigratório e assim grande parte da mão de obra de Loriga
começa a sair para vários países europeus, tratando-se de trabalhadores
qualificadas ou não.
Este novo cenário da emigração loriguense, quando ainda se tinha
em pensamento para lá do oceano, agora toma a direcção da europa
para além dos Pirineus, e se a França foi o destino prioritário,
logo de seguida se seguiram os outros países, Luxemburgo, Alemanha, Suíça,
Bélgica e Holanda.
A emigração portuguesa para Alemanha, teve início em 17 de Março
de 1964, com a assinatura do "Acordo Relativo ao Recrutamento e Colocação
de Portugueses na República Federal da Alemanha. Segundo se sabe o primeiro
habitante de Loriga a sair para Alemanha foi Fernando António Mendes Alves,
no dia 25 de Abril de 1965.
Apesar dos muitos regressos verificados, principalmente até pelos números
dos últimos anos, em que muitos dos emigrantes atingiram a idade da reforma,
não devemos esquecer que mesmo assim, ainda são muitos os naturais de
Loriga espalhados pela europa, onde sobressai em grande escala a França, Alemanha,
mas acima de tudo o Luxemburgo, onde a comunidade loriguenses continua a ter um número
significativo em relação a muitas outras terras.
Já neste século XXI, a emigração dos loriguenses, continua
ainda hoje a ser uma realidade, havendo sempre potenciais emigrantes, mas hoje em dia
e praticamente resume-se com destino aos países europeus, nomeadamente para
o Luxemburgo, Alemanha e também Suíça.
Falar na emigração é falar numa permanente história da
vida, onde no entanto, com relativa facilidade se terá que identificar com populações
menos favorecidos na sua expressão social e económica e neste aspecto
Loriga e, a região onde está inserida, esteve sempre dentro destes parâmetros. |
|
** |
|
Os primeiros emigrantes Loriguenses
II |
|
São registos antigos, que nos
dão a conhecer, ter sido a partir das primeiras décadas do século
XIX, que os primeiros loriguenses, na condição de emigrantes, começaram
a sair do país com destino ao norte do Brasil.
Alguns escritos mais esclarecedores dão-nos conta, que a emigração
loriguense começou a ter mais força, logo após o termo dos conflitos
das lutas liberais. Nessa época Loriga, politicamente, estava dividida entre
as fracções de D.Miguel e D.Pedro, por isso pensar-se que a saída
também de alguns loriguenses da sua terra poderá estar relacionado aos
meios políticos.
No entanto, tudo leva a crer que o principio da emigração loriguense,
se deva na necessidade da procura de uma vida melhor ou mesmo o sustento para as suas
famílias, ao mesmo tempo conseguir um meio económico, que a sua terra
lhes não podia proporcionar.
Foi a partir da segunda década do século XIX, que surge então
o maior êxodo da emigração loriguense, o destino era por norma
a cidade de Belém no norte do Brasil, pensa-se por ser mais perto e a viagem
mais barata. Aqui nesta cidade se fixou a maioria para não mais a abandonarem,
enquanto outros se atreveram a subir em simples jamgadas o rio Amazonas para se fixarem
na cidade de Manáus.
Nessa altura uma viagem para o norte do Brasil, poderia custar 60$000 reis fortes ou
120$000 reis fracos, mas muitas da vezes até muito menos 24$000 ou 28$000 reis,
viagens estas feitas em veleiros com condições de conforto praticamente
inexistentes. |
|
Tendo em conta dos fracos
recursos económicos, para custearem os custos das viagens, os emigrantes
Loriguenses estavam sujeitos a condições de transporte onde a
comodidade não existia e onde tudo de mau parecia existir, desde uma
espécie de dormitório quase sempre super-lotado construindo com
tábuas beliches desmontáveis e dispostos em fila, as precárias
condições higiénicas e sanitárias que com frequência
propagava doenças contagiosas e, o mal-estar (enjoo).
Com os balanços ininterruptos da embarcação e também
o frio e, a escassa alimentação, originava por vezes a debilidade
física e com ela alguma doença. Só mesmo uma grande motivação
de esperança de terem uma nova vida, lhes era possível conseguirem
ter a coragem e a força para enfrentarem toda uma viagem verdadeiramente
em condições precárias e por vezes impróprias para
pessoas.
Esta movimentação emigratória para o continente americano,
passou a ser uma realidade e ao mesmo tempo uma preocupação para
os governantes, tanto de Portugal como até dos outros países
europeus, não só pelo movimento económico e por ventura
um grande negócio para os proprietários dos veleiros, mas acima
de tudo pelas condições precárias de transporte que estes
veleiros faziam dos potenciais emigrantes, perante este estado de coisas, foram-se
criando leis e em 1858 existia já em Portugal a lei §§ 1.
e 2. do artigo 25, de 1 de Maio que dava conta de uma inspectoria alfândega
para quando da chegada dos veleiros ao Brasil e respectiva verificação
dessas condições
Depois de por vezes tormentosa viagem e em alguns casos de longos meses, era
grande a ansiedade da chegada à terra prometida, no entanto, para muitos
ao chegarem era também a decepção, só querendo
ter dinheiro para regressarem logo de seguida à terra que os viu nascer
apesar da longa viagem que tinham acabado de concluir. |
|

|
|
Barco de Emigrantes
para o Brasil |
|
|
|
Os primeiros emigrantes sujeitaram-se
a trabalhos duros, tendo o clima como grande inimigo. Muitas da vezes nus até
à cintura, com uma tanga que lhes cobria o corpo até aos joelhos e a
servir-lhes de sapatos uns pedaços de pau, o calor insuportável que os
fazia usar um farrapo de serapilheira que lhes servia de chapéu e ao mesmo tempo
de rodilha para carregarem volumes à cabeça.
Apesar de todo um cenário de vida difícil, uma força interior
parecia não fazer vergar os loriguenses, pois estavam habituados a enfrentar
muitos desafios que a Serra por vezes lhe oferecia, tendo também no pensamento
a sua família lá longe e uma visão futura, aquela sua dedicação
ao trabalho e a vontade de vencer, aos poucos foi progredindo e socialmente elevando-se
na procura de uma vida melhor, tendo sempre no pensamento a ideia de poder ganhar essa
difícil vida que tinham escolhido emigrando.
No principio do século XX as colónias Loriguenses em Belém e Manáus,
eram sensivelmente iguais, vivendo já em qualquer uma delas cerca de 300 pessoas
mas uma década mais tarde devido a grande baixa do preço da borracha
do amazonas muitos começaram a abandonar a cidade de Manáus sediando-se
a maioria na cidade de Belém.
Considerando ser essas paragens no norte do Brasil, as primeiras terras da emigração
Loriguense, aqueles primeiros filhos de Loriga que ali chegaram estavam longe de imaginar
que com a sua coragem, humildade e grande força de viver formaram uma grande
colónia, que foi sempre de um grande bairrismo com muitos benefícios
doados à sua terra.
Se objectivo de vencer e regressar a Loriga era a ideia predominante e conseguido por
muitos, foram muitos também aqueles que não concretizaram o sonho de
voltarem à sua querida terra que tanto adoravam, muitos mesmo nem sequer tinham
imaginado que a terra que tinham escolhido para uma vida melhor e dos seus, viria a
ser também a terra da sua sepultura.
A emigração Loriguenses tem sido uma constante de geração
em geração. Hoje espalham-se pelos cinco continentes. Actualmente, apesar
das notórias mudanças sociais e económicas em Portugal, os loriguenses
continuam a emigrar, como que, em continuação da ideia emigratória
dos primeiros emigrantes que deixaram Loriga, procurando outras terras para um a vida
melhor. |
|
** |
|
A emigração Loriguense
na Europa III |
|
Os primeiros loriguenses começaram
a emigrar para os países europeus, ainda na clandestinidade, por altura do ano
de 1961-62, tendo como destino mais concretamente a França, o que aliás
era um fenómeno que vinha já acontecendo um pouco por toda a região.
.Nesses tempos de autênticas aventuras, o meio utilizado era o "Salto"
nome popularmente dado ao meio clandestino, para assim conseguir a concretização
do objectivo para chegar à França.
Anos mais tardes e quando deixou de existir uma politica de "porta fechada"
passando a existir os meios legais para a saída com destino a outros países,
observa-se em Loriga um dos maiores êxodo de emigração, assim grande
parte da mão de obra desta localidade sai para os vários países
europeus, tratando-se de trabalhadores qualificados ou não. Esta mão
de obra destina-se principalmente para o sistema das grandes industrias, actividades
sazonais, construção civil, agricultura ou mesmo turismo.
Este novo cenário da emigração loriguense, quando ainda se tinha
em pensamento para lá do oceano, agora toma a direcção da europa
para além dos Pirineus, tendo em conta que os países deste velho continente
estavam em grande expansão económica, começando por ser a França
o país de destino prioritário, não tardando que se seguissem outros
por ordem decrescente, Luxemburgo, a República Federal Alemã, Bélgica,
Holanda e Suíça.
Ao contrário dos emigrantes para lá do oceano que tinham na emigração
uma perspectiva definitiva e de integração, os loriguenses que abandonavam
a sua terra e o seu país para os países europeus, devido ao aspecto geográfico,
nunca cortaram com as suas origens e têm mesmo na emigração uma
perspectiva temporal limitada, quer concretize ou não o pensamento que tem sempre
presente do regresso, por isso este factor de manutenção de relações
regulares com a terra natal e um projecto permanente de regresso ficam de uma maneira
geral, ligados na origem da sua não total integração no país
de acolhimento. |
|
Outro factor desta mesma não
integração e talvez mais complexa e determinante, deveu-se ao
facto também em parte de que não dependia só da vontade
ou das decisões individuais, muitas das vezes dependia directamente
da duração do contracto, da conjuntura económica do país
de destino ou do facto de ter de levar a família (particularmente os
filhos) ou manter a ideia de continuar a ter que deixar a sua família
na sua terra e no seu país.
A partir de 1973 a emigração na europa tem uma profunda alteração,
com a crise económica internacional que entretanto deflagra e que conduz
à politica da "porta fechada" nos países do destino
normalmente procurados pelo fluxo emigratório, a partir de então
começa logo a descer consideravelmente o êxodo da saída
dos loriguenses, vivendo ou não na sua terra.
A maior oferta de postos de trabalho, melhores remunerações,
melhores condições de vida, melhor assistência social na
doença e na velhice e melhores condições ao ensino e formação
profissional dos seus filhos, era a motivação que levou os loriguenses,
durante três décadas, a concentraram-se na ideia emigratória
para a europa.
O emigrante loriguense na europa, onde quer que se encontre, não esquece
a sua terra onde uma certa mística os atrai às suas origens,
na perspectiva de um dia regressar. A aquisição de uma casa foi
sempre um dos primeiros objectivos, que fez recordar o desenvolvimento habitacional
de Loriga, quando da emigração brasileira.
Com a previsão da entrada do nosso país no Mercado Comum europeu
nos primeiros anos da década de 1980, um fenómeno no âmbito
da emigração se fez sentir, desta feita o regresso para muitos. |
|

|
|
Emigrantes década
- Ano 1970 |
|
|
|
Pelo facto do levantamento dos fundos
dos descontos sociais em alguns países, antes da integração de
Portugal na EU em Janeiro de 1986, como também, porque para muitas famílias
emigradas na europa o ciclo se fechou e tinham entretanto realizado o seu projecto
ou quer ainda também por terem sido aliciados pelos chamados "subsídios
de regresso" ,concedidos em alguns países de acolhimento, muitos portugueses
começaram a regressar à sua origem, os loriguenses não fugiram
à regra.
Alguns regressos foram-se verificando só que desta feita não só
eles, como também seus filhos entretanto nascidos nesses países de acolhimento
e que por isso para estes foi uma outra integração a outro meio a outra
terra.
No entanto, no regresso à sua terra um problema os esperava a todos, o momento
económico em Loriga e na região, não era capaz de dar resposta
a uma normal integração e por conseguinte, muitos dos regressados mais
tarde se aperceberem da frustação do regresso e foi por isso notório
um novo pensamento de emigrar.
Na última década do século XX, a realidade emigratória
passou a ser bem diferente, com Portugal dentro do chamado comboio da europa, o estatuto
de emigrante passou a não ser o mesmo, como foi nesses tempos da verdadeira
emigração.
Com uma politica europeia sem existência de fronteiras e por isso de livre circulação
de cidadãos dentro da Comunidade, apesar de existirem ainda restrições
na procura de trabalho em cada um desses países, continuou em Loriga e na região
a existir uma forte motivação para partirem, principalmente os filhos
que não lhes parecia fácil a uma total integração sabendo
que no estrangeiro poderiam ter melhor condições de vida.
No entanto, não deixa de ser curioso o facto de continuar a existir ainda hoje
em Loriga pretendentes a emigrar, neste caso concreto apenas em números reduzidos,
só que desta feita, esta onda de pensamento para emigrar, em parte, continua
a existir pelo facto da crise e falta de trabalho que continua a ressentir-se nesta
localidade até à pouco ainda bem industrializada.
Na história da emigração de Loriga, não restam dúvidas
que tem que figurar para sempre estas duas fases emigratórias loriguense, a
brasileira e europeia, num mesmo potencial económico e social, mas o mesmo não
se poderá dizer na integração nos respectivos países de
acolhimento, que enquanto além-mar a integração foi na generalidade,
para a europeia apenas se deverá concretizar à segunda geração. |
|
|
O
primeiro Postal Ilustrado de Loriga |
|
Um dos primeiros Postais Ilustrado
de Loriga, que se tem conhecimento, data de 1926. |
|
Este Postal aqui exposto, tem a data
de 7 de Abril de 1926, e foi encontrado à muitos anos por um loriguense num
Alfarrabista em Lisboa. |
|

|
|
Parte da frente do Postal |
|
*** |
|

|
|
Parte do verso do Postal |
|
*** |
|
Este Postal, provavelmente escrito
por um loriguense (assinatura ilegível) foi enviado para Lisboa (Dafundo). |
|
|
Os Grandes Beneméritos
de Loriga |
|
São vários os Beneméritos
de Loriga, que vamos encontrar na história da Vila de Loriga, que ao fazerem
apreciáveis donativos ou legarem por testamento seus patrimónios, contribuíram
para um melhor engrandecimento da terra que adoraram, por isso e com justiça
merecerem o reconhecimento de todos os Loriguenses. |
|
*** |
|
Comunidade Loriguense em Manaus
1905 - 1907 |
|
A Colónia dos Loriguenses em
Manaus, mesmo longe pela distância, não esquecia também as necessidades
dos seus conterrâneos e, assim pensaram levar a bom termo a iniciativa da construção
de Fontanários na sua terra, que foi de verdadeira importância, para Loriga
e sua população.
Foi efectuada a angariação de fundos pela comunidade loriguenses a residir
pelas terras do norte do Brasil, existindo uma longa Lista, onde estão inscritos
os nomes da pessoas que contribuíram para este bem essencial para a sua terra
e suas famílias.
São muitos os nomes que constam na principal Lista conhecida, no entanto, pensa-se
poderem ter existido outras, por esse motivo não mencionamos aqui os nomes conhecidos,
pois poderia haver o risco de ser esquecido alguém. Ficando para história
o registo como beneméritos a "Comunidade Loriguense em Manaus" |
|
* |
|
Augusto Luís Mendes
23.01.1851 - 26.11.1925 |
|
Este conhecido industrial, era possuidor
de imensos terrenos, nomeadamente terras de cultivo, viria a ser um dos maiores benemérito
para a Loriga. que tanto adorava.
Ofereceu à sua terra, os terrenos necessários para neles ser construído
uma estrada de acesso à povoação. Via esta que liga a Estrada
Nacional 231 à Vila propriamente dita e ainda hoje a principal entrada da Vila
de Loriga.
Esta doação foi de importância vital para o progresso de Loriga,
bem reconhecida pelos seus conterrâneos loriguenses que, como prova de gratidão
desde logo perpetuaram o seu nome aquela via que passou a chamar-se Av. Augusto Luis
Mendes. |
|
* |
|
Augusto da Costa Madeira |
|
Este Loriguense ofereceu a Imagem da
Santa Maria Maior, orago da Freguesia de Loriga. |
|
* |
|
População de Loriga
em 1940 |
|
O "Cruzeiro da Independência
1940" foi um dos muitos construídos por todo o país, como monumento
evocativo do "Oitavo Centenário da Fundação e Terceiro Centenário
da Restauração da Pátria" . Surgiu de uma ideia do Rev. Padre
Moreira das Neves para perpetuar, para as gerações vindoiras portuguesas,
tão importantes acontecimentos.
Assim em Loriga foi, desde logo, acarinhada entusiasticamente essa ideia, não
só pela população, como pelos organismos competentes locais, tantos
religiosos como sociais, sendo logo constituída uma comissão para proceder
à angariação de fundos.
A inauguração do monumento ocorreu no dia 8 de Dezembro de 1940, com
grande brilho, quer nas funções litúrgicas, quer no entusiasmo
da freguesia e daqueles que tinham lutado para a sua construção.
Percorreu pela população Listas para a angariação de fundos,
com toda a gente a contribuir dentro das possibilidades de cada um. Existindo muitos
nomes nas várias Listas existentes, no entanto, com o receio de poder haver
mais Listas e por isso ficarem esquecidos muitas mais pessoas, não poder-se
por esse motivo aqui registar-se todos os nomes que contribuíram para a construção
do "Cruzeiro da Independência 1940" ficando para a história
o registo como beneméritos a "População de Loriga em 1940" |
|
* |
|
António Cardoso de Moura
20.01.1892 - 31.10.1967 |
|
Deixou em testamento para que fosse
constituída uma Fundação à qual deixou muitos dos seus
bens.
Foi fundada a Fundação Cardoso Moura, na finalidade de contribuir em
prol de Loriga. Sendo o prédio em que viveu este ilustre loriguense, situado
na Rua Coronel Reis (antiga Amoreira), aquele que mais tem sido utilizado em prol da
comunidade desta localidade. Já ali esteve sediado, a Junta de Freguesia; a
Banda de Loriga; os Bombeiros quando a sua fundação; a Biblioteca; os
CTT , enquanto se procediam a obras no edifício dos correios, assim como, foi
utilizado com as máquinas da Associação da 3ª.Idade, enquanto
não tinham sede, também funcionou ali o Curso dos Tapetes de Arraiolos
e os Cortes e actualmente funciona ali o Posto de Informação Turística.
Fazem parte desta Fundação, entre outros, vários terrenos em Loriga,
assim como, vários imóveis em Lisboa |
|
* |
|
Padre António Mendes Cabral
Lages
23.08.1884 - 19.02.1969 |
|
Possuidor de muitos bens, ainda em
vida resolveu doar tudo à igreja paroquial, entre eles muitos terrenos, um dos
quais foi vendido por parcelas, para construção de habitações,
onde veio a surgir um novo Bairro em Loriga, que passou a ter o seu nome.
Os imóveis que possuía e que legou, foram muito importante para a Acção
Social e Religiosa em Loriga, sendo instalada nesta vila uma Ordem de Irmãzinhas,
onde o Padre Lages, passaria a viver mais acompanhado e acarinhado o resto dos seus
anos de vida e onde viria a falecer após doença, com a idade de 84 anos. |
|
* |
|
Padre António Roque Abrantes
Prata
15.10.1917 - 18.07.1993 |
|
Natural de Manteigas, adorava Loriga
e sua gente, onde foi Pároco durante 22 anos (1944-1966). Transferido para a
Casa de Santa Zita em Lisboa, nunca esqueceu Loriga, que ele chamava também
a sua terra.
Deixou no seu testamento uma doação a Loriga, pedindo aos seus familiares
para entregarem ao Centro de Assistência Paroquial de Loriga a quantia de 6.800
contos, vontade que foi cumprida. |
|
* |
|
Maria Teresa Brito Pina
17.02.1921 - 28.03.2006 |
|
Legou em testamento a instituições
Loriguenses, os valores monetários que possuía, quando da sua morte:
- 5.000,00 - Casa de Repouso da Nossa Senhora da Guia
- 5.000,00 - Associação Loriguense de Apoio à Terceira Idade
- 5.000,00 - Irmandade do Santíssima Sacramento e das Almas
- 5.000,00 - À Fábrica da Igreja |
|
* |
|
José Nunes Moura
24.03.1923 - 03.11.2006 |
|
Foi um grande apoiante da Associação
de Apoio da 3ª. Idade, da qual era associado e que não esqueceu, tendo
deixado em testamento a quantia de 5.000 Euros a esta associação. Entre
outras doações não esqueceu também a Banda, à qual
doou um belíssimo e artístico móvel, que veio enriquecer uma das
salas desta instituição musical. |
|
*** |
|
Nota:-
São também vários os Beneméritos em prol da Nossa Senhora
da Guia, nomeadamente terrenos, Capela, Altar, Coreto, Guiões, Bandeiras, Cruz
de Prata, Caldeirinha etc., que vamos encontrando na história desta Virgem em
Loriga, para os Loriguenses a Padroeira do Emigrantes e, os quais registamos neste
mesmo Site na Página NSGuia. |
|
|
Canção
de Saudade |
|
|
O Loriguense longe da Terra distante
Nunca esquece Loriga
P´ra ele a vida é uma luta constante
Mas não esquece Loriga
Partiu com fé, com sonho no porvir
Mas não esqueceu Loriga
Foi essa fé que certo dia
O fez partir
Que o fez vencer
E o levou a regressar.
Refrão
Percorre a Vila
Vai à Senhora da Guia
A Padroeira
Por quem temos devoção
Sobe o mirante
Onde tudo é magia
E levará Loriga no coração.
Vale sempre a pena, regressar à Terra querida
Que certo dia, nos viu nascer
Matar saudades, com a bela gente
amiga
Que em tempos idos, nos viu crescer
E salutar, admirar a ver seus
montes
Beber a água, que canta
nas fontes
E na carreira, abraçar
a cada instante
Um velho Amigo, um parente, um
emigrante.
* |
|

|
|
Vista de Loriga (1995) |
|
|
Nota:- Esta letra é
adaptada para ser cantada à música
da canção do Roberto Leal "QUE BELA VIDA" |
|
|
|
|
Elevação
oficial de Vila |
|
Após
alguns anos de longo percurso, foi aprovada na Assembleia da República em 30
de Junho de 1989, a lei da elevação de Loriga à categoria de Vila.
Fez-se, assim, justiça a Loriga e aos Loriguenses que reclamavam há muito
este acto, que se foi festejado com duas descargas de foguetes. |
|
*** |
|
Para os Loriguenses,
Loriga foi sempre Vila |
|
A elevação
de Loriga à categoria de Vila, através da lei de 1989, foi a consagração
oficial e legal deste acto. Para os Loriguenses, Loriga foi sempre considerada uma
Vila, não só pelo seu elevado número de habitantes, mas pelas
estruturas fabris, culturais, comerciais, sociais nelas existentes, como também
por já ter sido, em tempos, Sede de Concelho, como o atesta uma da
nota com Ref. 880-Po. G733, da Câmara Municipal do Concelho de Seia, enviada
à Junta de Freguesia de Loriga com data de 15 de Março de 1961 que a
seguir se transcreve: |
|
Assunto: Categoria de Vila de Loriga |
|
Para os devidos efeitos, transcrevo
a V.Exa. o texto do ofício Nr.918-Po. M-1/6, de 13 do mês em curso, que
o Governo Civil deste Distrito dirigiu a esta Câmara Municipal, a cerca do assunto
designado em epígrafe:
"Quanto à consulta que me foi formulada sobre a legitimidade da categoria
de vila que a povoação de Loriga reivindica, informo V.Exa. de que, o
meu parecer, se podem agrupar em três grupos os núcleos populacionais
a que assiste o direito de usar aquele título e que posso a enumerar:
1. As sédes de concelho, conforme determina o Art.12., § 1., do Código
Administrativo.
2. As localidades a que, por diploma especial posterior, tenha sido atribuída
aquela categoria, tais como Ermezinde (Decreto-Lei Nr.28.142), Luso (Decreto-Lei Nr.28.142),
etc.
3. Todas as outras povoações que haviam adquirido aquele título
anteriormente, designadamente por decreto, carta régia ou outros diplomas legais
que não podem considerar-se revogados pelo Código Administrativo em virtude
de a categoria de vila não ter sido restringida, apenas, às actuais sedes
de concelho".
-------------------------------
Em face do exposto e porque não existe qualquer lei que tenha tirado a categoria
de Vila às povoações deste último grupo, entendo que deve
ser respeitado o título de Vila de Loriga, antiga sede de um concelho extinto,
reivindica com toda a legitimidade.
Pelo exposto, esta Câmara muito se congratula com a decisão que faz respeitar
o título de Vila dado a Loriga.
A Bem da Nação
O Presidente de Câmara
Ass) Joaquim Fernandes F. Simões |
|
|
Saudades de Loriga
* |
|
Do alto da serra se lobriga
A vila mais bela que já vi
Ah! Solo amado, é Loriga
A linda terra em que nasci;
E criança abandonei chorando
Para outros mundos onde senti,
O corpo apenas habitando,
E a minha alma toda em ti.
|
E pintam teus vastos horizontes
Onde planam águias e peneirinhas
A espreitar ravinas e montes,
Poiso de gados e avezinhas;
Num estardecer de tarde mansa
Coada em tela magistral,
Que só de olhá-la se alcança
O chão de paraíso terreal |
|
Nesse presépio alcandorado
Em verdes socalcos esguido,
Por águas chilreantes beijado
E por altas montanhas cingido,
Em que o ar, a luz, em sinfonia,
Cantam o teu nobre esplendor,
Num hino que além da melodia
Tange os acordes do amor.
|
Amo-te Loriga, com fervor
Não por no teu seio só ter nascido
Ou em menino aí te vivido
Mas como quem ora o Senhor...
Pois tu és o único rincão,
De sedas e saudade tecido
Onde o meu pensamento vertido
Encontra a paz no coração
|
|
|
* Pinal |
|
|

|
|
Avenida Augusto Luís Mendes
(1993) |
|
|
Quadras
dedicadas a Loriga |
|
Oh, Loriga, Oh Loriga
Presépio monumental
Tu és a vila mais bela
Das terras de Portugal. |
Pitorescas as montanhas
Com ribeiras que se unem
Onde belo e terrível
De mãos dados se confundem. |
Dos píncaros da tua serra
Em constante sintonia
Deslizam águas cantando
Deslumbrando melodia.
|
|
Correndo pelas ribeiras
Entre caminhos e montes
Regam courelas e malhadas
Cruzando as tuas pontes. |
Teus prados verdejantes
Com milho embandeirado
São cenário fascinante
Que merece ser pintado.
|
Loriga sempre foi linda
Mas com neve é um espanto
Quando vista do mirante
Toda coberta de branco.
|
|
P´la beleza que encerra
No Pisão do Barroel
Deu-lhes foral de vila
O El-Rei D. Manuel.
|
Da Tresposta do Fontão
Ela parece um altar
Com seu belo Santuário
Onde a gente vai rezar. |
Mas esta vila serrana
Não tem somente magia
Tem também o doce encanto
De Nossa Senhora da Guia. |
|
|
|
|
Referendos
Nacionais - Resultados em Loriga |
|
Votação em Loriga
nos Referendos realizados a nível nacional |
|
1. Referendo sobre o Aborto
(Despenalização da Interrupção Voluntária
da Gravidez) |
|
Junho/98 |
|
Eleitores |
Votantes |
Abstenção |
Sim |
Não |
|
1.348 |
536 |
812 = 60% |
170 |
347 |
|
|
2. Referendo sobre o Aborto
(Despenalização da Interrupção Voluntária
da Gravidez) |
|
Fevereiro/2007 |
|
Eleitores |
Votantes |
Abstenção |
Sim |
Não |
|
1.255 |
562 |
693= 55% |
259 |
289 |
|
|
|
*** |
|
Referendo sobre a Regionalização
do País |
|
Novembro/98 |
|
Eleitores |
Votantes |
Abstençao |
1a.Pergunta |
2a.Pergunta |
|
1339 |
815 |
524 = 39% |
Sim=191 - Não=598 |
Sim=140 - Não=639 |
|
|
|
À Minha Terra * |
|
|
Loriga minha saudosa terra
por tudo que para mim encerra
rodeada de montes e água
milho verde com folha larga
gosto de beber nas tuas fontes
estender o olhar pelos teus montes
Bons ares se respiram
por ti corações palpitam
com amor e saudade
pela tua beleza e lealdade
permaneces sempre em mim
com a tua magia sem fim
o teu perfume me inebria
mês de Agosto, N.S.da Guia
padroeira dos loriguenses,
emigrantes e ausentes
possuir-te sempre na recordação
sentir-te com afecto e emoção
em ti procuro saudade de menino
dentro de ti nasceu o meu destino
voltarei um dia para te abraçar
quando para ti eu regressar
toda a vida te admirarei
enquanto viver não te esquecerei
despeço-me com esta mensagem
com carinho dedico-te esta
homenagem. |

|
|
* Nuno
Mendes Alves Pereira |
Vista Parcial de Loriga |
|
|
|
"Loriguês" |
|
"Loriguês" termo
linguístico que os Loriguenses criaram, que não sendo oficializado, define
num falar e numa aplicação de palavras em número significativo,
muito usuais principalmente em tempos passados, em que muitas delas são exclusivas
e originais de Loriga. Mesmo assim, hoje em dia, ainda se define esta maneira muito
própria de aplicar as palavras muito divulgada entre os loriguenses, uma riqueza
cultural que os naturais de Loriga continuam a querer conservar e a manter bem viva
esta maneira popular do Loriguês. |
|
Vocabulário de
Palavras * |
|
-Abaléu - abalou
-Abelhudo -
curioso/atrevido
-Abrólio -
que fala muito
-Àcata -
à procura
-Acarta -
carrega
-Achadiço - esquisito
-Adezabelhar -
a fugir
-Afonicar -
estragar
-Aforricou - estragou/chapéu
de chuva
-Afunda - fisga
-Agaçar - atiçar
-Agancha - arame/conduzir um
arco
-Aganchar -
elevar/subir
-Agarimar -
proteger
-Aiche -
pequeno ferimento
-Airoso -
simpático
-Alacrário - lacrau
-Aljabardado -
mal feito
-Altarrão - muito alto (rapaz)
-Altarrona - muito alta (rapariga)
-Aluquete -
cadeado
-Alvadiço - atiradiço
-Alveirada - deixou de chover
-Amerzundado - instalado/não fazer nada
-Amorcegado - ensonado
-Amolancadas - estragadas
-Amulagado - amolgado
-Anafiar -
arranjar-se/vestir bem
-Ancho - vaidoso
-Andrilhas - carregar(pessoas)ombros
-Ao calhas -
qualquer maneira
-Apilarado -
bem trajado
-Apoquento -
aflijo
-Aqueitar - abrigar
-Arangar -
a dizer/resmungar
-Arreliado -
zangado
-Arremedar -
imitar
-Arremelgado - com sono
-Arrenegar - aborrecer
-Arriaga - mal vestido
-Assorriar - fazer troça
-Atão -
então
-Atinor -
à sorte
-Atizanar -
enervar
-Atoleimado - tolo
-Atramoucado - bruto/doido
-Atroado - louco
-Aturo -
aguento
-Augada - chuvada
-Augado - triste, insatisfeito
-Augua - água
-Aventar - deitar fora
-Aversas - ao contrário
-Avezada -
habituada
-Badalhoco - muito sujo
-Bachicar - molhar com água
-Bácaro -
porco
-Baceira - gorda
-Baieta -
barbeiro
-Bailique - construção
abarracada
-Balcão -
escadaria de pedra
-Banquinha -
mesinha de cabeceira
-Baraço -
corda fina
-Barandão - malandro
-Barduça - nevoeiro cerrado
-Barrela -
limpeza completa
-Basto -
espesso
-Bátega - chuvada
-Bate-cú - cair de cu
-Barriga de alqueiro - barrigudo
-Barromão - vadio
-Barrunceira -
barreira
-Bedelho - pequeno "um
centavo"
-Beijinhas - vagens/feijão
verde
-Beirito - um pouco (liquido)
-Beirolar -
chuver pouco
-Berreiro -
chorar muito
-Bico d´obra - coisa difícil
-Biscalhito -
pedaço muito pequeno
-Biscalho - pedaço pequeno
-Bichos carpinteiros - não parar
quieto
-Biscórdia - pessoa interceira
-Bocana -
chorar muito alto
-Bolsa - pessoa baixa e gorda
-Bonrar - faltar à palavra
-Borda - local menos fundo num
poço
-Borleca -
porca
-Borna -
morna
-Borrar - sujar
-Borralha -
cinzas
-Borrega -
ferimento com pus
-Bosta -
excremento de vaca
-Bostela - crosta de ferida
-Bota - deita
-Botelha - abóbora
-Braveira - chorar muito
(feroz)
-Breter - derramar
-Briol - frio
-Broca - mentira
-Broxa -
prego pequeno
-Brutamontes -
mal feito
-Bugia - fogão de ferro/aquecimento
-Bugiar - vai passear
-Burra -
taleiga de dinheiro
-Burrega -
bolha
-Busineira -
vento forte
-Cacarécos - apetrechos/móveis/casa
-Cachipom -
jarro flores
-Cadeias -
corrente, de segurar panela da lareira
-Caganátias - excremento/coelhos/ratos
-Caganeira - diarreia
-Cagalhoeiro - não guarda segredos
-Cagueiro - cu grande
-Calcamunhas - palerma
-Caldo - couves
-Cança -
asma/bronquite
-Chastar -
deixa-estar
-Calhão - parte mais
funda dum poço
-Calhandro - bisbilhoteiro/mal dizer
-Calhandrona - bisbilhoteira/má
-Calhau - pedra grande
-Chafardana -
viatura/velha
-Calhoada - pedrada
-Calhorras/Feijocas - feijão
grande
-Camangulão - vadio/vagabundo
-Cambado - baldio
-Caminete - camioneta
-Cancha - dar um passo largo
-Canudo -
bolas/termo de irritação
-Carvalhó - queda/cambalhota
-Casquilho -
objectos plasticados
-Catancho
- catrino
-Catrapiscar -
espreitar
-Chaleira - cafeteira
-Chapinhar - bater na água
-Cheirete -
mau cheiro
-Cheiriço - chouriço
-Cheiroso -
namorisqueiro
-Chícharos
- feijão frade
-Chicória - Bica (café)
-Chisneira -
aragem
-Chiqueiro - lixo
-Chiqueirada -
lixeira
-Chusma - muito/montão
-Chuviscar -
beirolar
-Codito - pequeno pedaço
de pão
-Coirão -
ordinária
-Combaro -
muro/courela
-Compinchas - más companheiras
-Corada -
branquear ao sol/roupa
-Corrilório - sempre andar/atarefado
-Cramunha - fazer
barulho
-Crolório - feitio
-Cruzeta - cabide móvel
-Cueiros -
fraldas de pano
-Cum ou Co -
com
-Curgimão - pessoa indesejável
-Cusapeiro - rabo/cu grande
-Cuspinho - saliva
-D'algum -
de algum
-Debrucar - virar um objecto
-Degredo - problema/complicação
-Deido (a) -
doido (a)
-Depéis - depois
-Derramado - chatiado
-Derrancado - zangado
-Desancar -
palmadas no cu
-Desavergonhado - mau
-Desobrigar -
confessar (Quaresma)
-Despertina -
esperta (sem sono)
-Destrambulhado - sem juízo
-Desvão - sótão
-Dinqueiro - nu
-Eitra -
outra
-Eixo -
jogo crianças
-Eléctrico - fezês nos regos água
-Embarricar - jogar p´ra sitios dificeis
-Emgadelha - sem chapéu
-Em nenhures -
nenhum
-Encagaitado - bem vestido
-Enchixarrado - vaidoso
-Encrenca - que arranja problemas
-Enfadado -
cansado
-Enlazeirado - cheio de frio
-Ensertado - aberto
-Esbaguchados - frutos rebentados
-Esbarroncar - queda dum muro
-Esbijar - esticar/tecido
-Esborralhar - desmanchar/ruinas
-Esborrecar -
sujar/roupa
-Esbreicelada -
loiça partida/esmurrada
-Esbrinçar - partir loiça
-Escairado -
inflamado (nariz)
-Escaleira -
escadaria/balcão
-Escarafunchar -
mexer
-Encaramelado
- enregelado
-Escarrolada -
bem lavada/roupa
-Escurrupichar - beber
o resto
-Esgaziado - conduzir depressa
-Esguelha - de lado
-Esfeijoar - queda aparatosa
-Engalinhado - cheio de frio
-Esmoer - fazer a digestão
-Espertel -
esperto (a) |
-Esprugar -
descascar/batatas
-Esqueixada - côdea da
broa levantada
-Esterlicada -
muito magra
-Estiado - parou de chover
-Estrotegar -
torcer o pé
-Estrumeira -
local/colocar estrume
-Esturricada -
queimada/torrada
-Fariseu -
mau
-Farregodilhas - traquino/mexido
-Farrumbam -
arrogante
-Fedelho - traquino/ pequeno
-Fedor - mau cheiro
-Fedúncio - reles
-Flexo -
traque
-Fervedor -
vasilha do leite
-Fervelo -
impaciente
-Forcalhas -
fintas
-Fuderices -
bisbolhetices
-Funda -
fisga
-Funfar -
choramingar
-Furda - loija do porco
-Gadelha - cabelo grande/despenteado
-Galheta - rasteira
-Galho - ramo
-Garnacha -
aguardente
-Girigota -
dum lado para outro
-Girom - vai embora
-Gosma - interesseiro
-Grolda -
falar muito
-Guieira - aragem fria
-Guimpar -
gemer/sofrimento
-Hirejo -
ateu
-Imonado -
entufado
-Impar - gemer continuamente
-Inda -
ainda
-Incóspia - ordinária
-Ingrimanço - pessoa desluzida
-Inemigo -
inimigo
-Inté - até
-Jabardo - sujo, porco
-Já pinta - cor da cereja
-Jinela -
janela
-Lambada -
chapada
-Lambão - comilão
-Lambisgóia - pessoa
espantada
-Lamuria - choramingueira
-Lapacheiro - sujidade (lama/liquídos)
-Laréu -
conversar
-Laurear
- vadiar
-Lavadeira - joelheira/lavar
o chão
-Lanzeira - cotão/fazenda
-Lesma - escarro grande
-Lêvedar - fermentar
-Leva Mécha - vai depressa
-Ligo -
falo
-Lixado -
encravado
-Loijão - cave debaixo
do sobrado
-Lombeirão - Preguiçoso
-Lôrpa - comilão
-Malina - mau cheiro
-Malcriado
- mal educado
-Maldrácia - maldade
-Maleitas -
males
-Malhão -
queda
-Malões - malas grandes
-Maltez -
rebelde
-Mardocarmo - Maria do Carmo
-Mariar -
tingir
-Marreco -
pato
-Márronia - mau feitio
-Martóla - cabeçudo
-Mê - meu
-Mecha -
dinheiro
-Medrar - crescer
-Melena -
cabeleira grande
-Mestrunço - mal feito
-Meixo -
mocho
-Meixão -
papula na pele
-Meixões - fridas
-Méxa -
dinheiro
-Miga - petisco
-Migalho(a) - pequena porção
-Miscaros - cogumelos
-Missagras -
dobradiças
-Miúfa - medo
-Mixordeiro - provocador
-Mocotó - mal arranjada
-Mocho -
triste/calado
-Moinante - vadio
-Monco -
ranho
-Mosca -
jogo
-Mouca - surda
-Murça - cabelo grande
-Nalgadas - palmadas/nalgas
-Odepois -
e depois
-Óculos - objectos de lata (jogar)
-Onte - ontem
-Pagem -
amigo(a) companheiro(a)
-Pacóvio - sem maldade
-Paleio - conversa
-Palitos -
fósforos
-Pão Miado - pão de centeio
-Papalvo -
parvo
-Passéu -
passou
-Pau de bico -
jogo de pau
-Páz D´Alma - desenteressado
-Pedra (escola)
- lousa
-Peisé -
pois é
-Penca - nariz grande
-Pelanquim - varanda
-Pelar -
queimar/com água
-Perdigoto - Salpicos
de saliva
-Perrice -
chorar muito/irritado
-Pertelinho - muito perto
-Pessinar - benzer
-Peteirar -
guerrilhar/brigar
-Pia abaixo - por aí
abaixo
-Pia acima - por aí acima
-Picareto -
gelo/bico aguçado
-Pirísca - velocidade/rapidez
-Pirralho - pequeno
-Pirrolito -
bebida (gasosa)
-Pisco -
comer pouco
-Pitróleo - petróleo
-Poaceira - poeira
-Postigo -
janela pequenina
-Proente -
vaidoso
-Prozápia - vaidade
-Pujeca - vagina
-Pugês -
miúdo/pequeno
-Rabadela - vento forte
-Quêdo(a) - parado(a)
-Queicho - coxo
-Queirela -
courela
-Queisa - coisa
-Queizito - pedacito, bocadito
-Queixito -
bocadito, pedacito
-Quezilha
- hábito/maneira/modo
-Quilhado -
prejudicado
-Quinhão - porção/parte
-Quinté - que até
-Rabecada - raspanete
-Rabicho -
rabo
-Raro -
espaçado
-Rapa barbas - vento gelado
-Rebisco - jogo de esconder
-Relêgo - calma, cuidado
-Rendizio -
arco de peneu e ferro
-Respigo - pedaço de
cacho de uvas
-Rilhar - trincar carne dura
-Ripote - gato preto
-Rodilho -
pano (Cozinha)
-Rodilha - argoa pano (Cabeça)
-Roçar - esfregar o chão
-Saibete - sabor ligeiro
-Salsear - sujar
-Sassericar - não
estar quieto
-Sedente -
herpes
-Selamurdo - calado
-Senhã -
senhora
-Sertã - frigideira
-Solapada - admirada/surpreendida
-Soltura -
diarreia
-Sostro -
corpo dorido
-Sumisso - desaparecimento
-Taleiga - saca de pano
-Talisca - buraco na parede
-Tareca - esperta/faladora
-Tarrela -
limpeza mais apurada
-Tarrisada - risada
-Teituçada - tropeçada
-Tepetada - bater
no pedra (descalço)
-Testo - tampa/panela
-Tezicar - arreliar
-Tísica - magra/doente
-Tóino -
António
-Torquês
- alicate
-Trambolho - mal feito
-Trambêlo - juízo
-Trambuzineira -
vento forte
-Tramenho -
solução/geito
-Trampa - excremento
-Trapaceiro -
alterar/conversa
-Trelecas - conchas,
conquilhas
-Treletar -
falar muito
-Trelincar - som das campainhas
-Tremplas -panela
lareira(três pernas)
-Trêpelos - grelos
-Trigamilho - pão de trigo
-Trilhar -
comer
-Trinque - chaves da porta
-Troca Tintas - trapalhão
-Troncamaronca -
à toa
-Trôpesso - andar com dificuldade
-Umbela - chapéu (chuva/sol)
-Xé-xé - maluco
-Xi Coração - abraço
forte
-Velar
- adorar
-Veneta - fúria
-Ventaneira - vento forte
-Véu - vou |
|
|
|
|
I
- Linguajar em "Loriguês" |
|
-Ele é um
barriga de alqueiro
- Ele é uma pessoa barriguda
-Olha vai bugiar - Olha vai passear
-Está com o
nariz escairado -
Está com o nariz inflamado
-Anda aqui aqueitar-te - Anda aqui abrigar-te
-Ouve lá uma
queisa - Ouve lá
uma coisa
-Noutro dia ias pia
cima - No outro dia
ias para cima
-Ficastes quêda
ali a falar - Ficastes
parada ali a falar
-Dei cá um
malhão - Dei
cá uma queda
-Outra queisa - Outra coisa
-Ele inté já
lá entra -
Ele até já lá entra
-Está uma ventania
quinté mete medo
- Está uma ventania que até mete medo
-Esta cheiriça
é muito boa
- Esta chouriça é muito boa
-Está todo
apilarado - Está
todo bem trajado
-O teu filho está
a medrar - O teu
filho está a crescer
-Ainda agora por aqui
passéu - Ainda
agora por aqui passou
-Vai à desobriga - Vai confessar-te (Quaresma)
-Cheira ao rêspo
de gato - Cheira
a excremento de gato
-Está muito
ancha - Está
muito vaidosa/satisfeita
-O meu homem já
abaléu - O
meu homem já abalou
-É uma tareca
da praça -
É uma faladora da praça
-Vai com uma mexa - Vai com muita pressa
-Foi uma tarrisada - Foi uma risada
-Vou pia abaixo - Vou para baixo
-A vaca esfeijoou-se
do combaro - A vaca
caiu do combro
-Que boga - Que interessa
-Olha
vai bugiar - Olha
vai passear
-Deu cá um
bate-cu - Caiu de
cu no chão
-Dei cá uma
topetada - Bati com
os dedos do pé
-Bota fora - Deita fora
-Não te ligo-Não te falo
-Ficou ao laréu
- Ficou à conversa
-Andas-me sempre atizanar - Andas-me sempre a enervar
-Ele anda por aí a catrapiscar
- Ele anda por aí
a espreitar
-Vendes lá vós - Vejam lá vós
-É uma deida
- É uma doida
-É todo airoso - É todo simpático
-Não tens
tramenho nenhum -
Não tens jeito nenhum
-Tens cá um
crolório -
Tens cá um feitio
-O que está
arangar - O que está
a dizer
-Ade ser um espertel
- Há-de ser
muita esperta
-Vai acartar as batatas
- Vai carregar as
batatas
-Estás uma mocotó
- Estás uma
mal arranjada
-É um degredo
para ele comer -
É um problema para ele comer
-Oh seu camangulão - Oh seu vadio
-O menino tem soltura - O menino tem diarreia
-Faço cada forcalha - Faço cada finta
-Toma lá o teu quinhão - Toma lá a tua parte
-Olha que está a pelar-me - Olha que está a queimar-me
- Já lá vem o Inemigo!!!
- Expressão usada quando a névoa começava a baixar
da serra em direcção ao vale |
|
|
|
II
- Outros Termos no Linguajar em "Loriguês" |
|
-Parece o Doutor da
mula ruça
-Tem bichos carpinteiros
-Tens cá uma murça
-Parece que não quebra um prato
-Para onde vais?... Vou para o Gundufo
-Anda com os calores da Tia Tabaca
-Amasse que é Pão Miado
-É mesmo uma incóspia
-Está cá com um berreiro
-Ele é derrancado
-Olha!.. Foi ao Baieta
-É uma cozinheira do azedo
-Espera, que não queres ir p´ra cavada
-Está mesmo um arriaga
-Vai todo enchixarrado
-Estão sempre assorriar
-Tem cá uma gadelha
-Ele está augado
-É um pirralho
-Já lá vem o Inemigo!!!
-Tem só conversa fiada
-É cá um fariseu
-Vai cá com uma mexa
-Ena!.. Que perrice
-Olha vem deido
-Tens a roupa bem escarrolada
-Tem mesmo maldrácia
-De lotes para pi lotes
-Anda por tinor
-Fala pelos cotovêlos
-Mê Filho... a quem pertences
-É mesmo um pisco
-É mesmo uma camangulona
-Vem a neve ao cu do lobo
-És um fraca Xichas
-És mesmo um espalha brasas
-Ali vai o arrebenta calçadas
-Ouve lá oh coisa
-Oh coirão negro |
|
|
|
**** |
|
Expressões populares Loriguenses
|
"Lorigada"
Encontro de convívio e amizade entre loriguenses,
num almoço tradicional e unicamente com
gastronomia de Loriga |
|
"Lorigaitas"
Expressão popular que se aplica, concretamente
fora de Loriga, quando num encontro ocasional,
loriguenses, recordam a sua terra. |
|
|
|
História em Loriguês * |
|
Diálogo imaginário, mas
que podia ser bem real, ainda, há 30 ou 40 anos, numa das ruas de Loriga. |
|
" -
Ó senhã Marizé, já
lá vai pia baixo?
- Péis
lá véu cum Deus, mas cheia de maleitas. Sabe, estou aqui num sostro!
O mê Tóino diz que é falta de óleo nas missagras.
- Ah!
Acredito, acredito. Co este tempo assim! Anda lá uma barduça na serra.
Já lá vem o Inemigo!!! Atão, até parece que os ossos ficam
amolancados. É uma triste vida! E depéis corre esta guieira, ficamos
com o corpo encaramelado.
-
É verdade Dos Anjos. Olha, inda onte fui apanhar um queixito de caldo p'ra fazer
uma sopita e não queiras saber, veio uma trambuzineira qu'inté m'aforricou
o chapéu. Isto é que vai uma invernia! Deixa-me lá ir que já
começou a beirolar, senão inda tenho que me aqueitar debaixo d'algum
pelanquim.
-
Vá cum Deus! " |
|
* Recolha de Joaquim Pinto Gonçalves,
publicada no seu Blog http://www.trovanossa.blogspot.com/ |
|
|
Nomes de Famílias |
|
Registo dos apelidos existentes em
Loriga. Apesar de alguns destes apelidos serem muito vulgares entre os Loriguenses,
isso não quer dizer que pertençam à mesma família. |
|
-Abreu
-Alves
-Amaral
-Amaro
-Ambrósio
-Antunes
-Aparício
-Ascensão
-Bastos
-Brito
-Cabral
-Calado
-Cardoso
-Carreira
-Casegas
-Claro
-Coelho
-Conde
-Constância
-Correia
-Costa
-Crisóstomo
-Cruz
-Dias
-Cruz |
-Farias
-Félix
-Fernandes
-Ferrão
-Ferreira
-Ferrito
-Figueiredo
-Florêncio
-Fonseca
-Freire
-Galvão
-Garcia
-Gonçalves
-Gouveia
-Guimarães
-Jesus
-Jorge
-Lages
-Leal
-Leitão
-Lemos
-Lopes
-Lourenço
-Lucas
-Luis |
-Macedo
-Madeira
-Marques
-Marta
-Martins
-Melo
-Mendes
-Moenda
-Moita
-Monteiro
-Mota
-Moura
-Mourita
-Neves
-Nogueira
-Nunes
-Oliveira
-Ortigueira
-Paixão
-Palas
-Paulo
-Penas
-Pereira
-Pina
-Pinheiro |
-Pinto
-Pires
-Plácido
-Portela
-Prata
-Ramos
-Ramalho
-Reis
-Ribeiro
-Romano
-Santos
-Saraiva
-Silva
-Silvestre
-Simão
-Simões
-Varão
-Veloso
-Vicente |
|
|
|
Adivinhas populares muito usuais em Loriga |
|
Aqui se registam algumas das muitas
adivinhas populares, desde sempre muito usuais em Loriga. |
|
"À meia-noite
se levanta o francês.
Sabe das horas, não sabe do mês.
Tem uma serra, não é carpinteiro;
Tem um picão, não é pedreiro;
Usa esporas, não é cavaleiro;
Escava no chão e não acha dinheiro."
Resposta:- Galo. |
"Qual a coisa qual
ela
Que, mal cai no chão,
Fica amarela.
Resposta:- Ovo |
"Verde foi o meu nascimento,
Mas de luto me vesti;
E, para dar luz ao mundo,
Mil tormentos padeci."
Resposta:- Azeitona. |
"Andava um rebanho
de pombas
E passou um gavião E disse:
-Deus as salve cem pombas.
E elas responderam:
-Cem pombas não somos nós.
Nós, outras tantas como nós,
E a quarta parte de nós
E contigo gavião
Cem pombas são."
Resposta:- 44 Pomba |
|
|
|
Ditados populares ou provérbios |
|
A sabedoria popular está representada
no que chamamos ditados populares ou provérbios. Aqui se documentam alguns desses
ditados e provérbios, que sendo comum em outras regiões do país,
foram e são também muito usuais em Loriga. |
|
-Casa roubada, trancas à porta.
-Amigos, amigos, negócios à parte.
-Uma maca podre apodrece um cento.
-Em casa de ferreiro, espeto de pau.
-Migalhas também são pão.
-Grão a grão enche a galinha o papo.
-Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo.
-Gato escaldado de água fria tem medo.
-Vale mais um pássaro na mão que dois a voar.
-P'ra baixo todos santos ajudam.
-Não guardes para amanhã o que podes fazer hoje.
-Quem dá aos pobres emprestam a Deus.
-Mocidade ociosa traz velhice vergonhosa.
-Se tem três, não o vendas nem o dês.
-Se vires trovejar, põe-te a rezar.
-Junta-te aos bons serás como eles, junta-te aos maus e serás
pior que eles.
-De noite todos os gatos são pardos.
-Vão-se os anéis e fiquem-se os dedos.
-Quando a esmola é grande até o pobre se admira.
-Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
-Não há mas sem senão.
-A cavalo dado não se olham os dentes.
-Mais vale tarde que nunca.
-Há males que vêm por bem.
-Nem tudo o que luz é ouro.
-De pequenino é que torce o pepino.
-Homem prevenido vale por dois.
-Quem te avisa teu amigo é
-Quem com ferros mata, com ferros morre
-O saber não ocupa lugar. |
-Quem vai guerra dá e leva.
-Quem estraga velho paga novo.
-A água tudo lava menos as más línguas.
-Diz-me com quem andas e eu dir-te-ei quem és.
-Ninguém é profeta na sua terra.
-Candeia que vai frente alumia duas vezes.
-Guarda que comer, não guardes que fazer
-Patrão fora dia santo na loja.
-Gaivotas em terra, tempestade no mar.
-A verdade é como o azeite: vem sempre "ao de cima".
-Não contar com o ovo no cu da galinha.
-Chuva de verão não chega ao chão.
-Cão que ladra não morde.
-Vozes de burro não chegam ao céu.
-Não te rias do teu vizinho que o teu mal vem a caminho.
-Não há pior cego que aquele que não quer ver.
-Em terra de cegos quem tem um olho é rei.
-Quem tem unhas é que toca guitarra.
-As conversas são como as cerejas.
-Deus escreve por linhas tortas.
-Ano de missão, ano de perdição.
-Quem cala consente.
-Orelha de gato, pé de cão e cu de gente nunca foi quente.
-Quem tem cu tem medo.
-Burro que geme carga que não teme.
-Quando as comadres se zangam descobrem-se as verdades.
-Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer.
-Quem não guarda água nem lenha não guarda nada que tenha.
-Até no mais fino pano cai a nódoa.
-Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita |
|
|
|
Respostas feitas |
|
Na linguagem do povo existem variadas
expressões populares que de certa maneira transmitem a idéia de respostas
feitas de imediato, que usando-se em Loriga também tem expressão por
todas outras regiões. |
|
- Que horas são?.. - Faltam dez reis para meio tostão.
- Tenho frio. - Embrulha-te no capote do teu tio.
- Tenho medo - Compra um cão negro.
- Queres estas todas?.. - E mais que fossem.
- Acertar agulhas - Fazer um acordo
- Tempestade num copo de água
- Tornar pequeno acontecimento em
grande
- Não são contas do
teu rosário - Isto não
te diz respeito
- As duas por três. . . - De repente
- Não passa da cepa torta - Não evolui nada
- De cavalo para burro - De bom para mau
- Enquanto o Diabo esfrega um olho
- Muito depressa
- Vai numa pé e vem noutro
- Ir e vir depressa
- Tira-lhe o couro e cabelo - Tira-lhe tudo
- Por os pontos nos "is"
- Por tudo certo
- Por tudo em pratos limpos - Por tudo esclarecido
- Na ponta da língua - Responder de imediato
- Chapa ganha, chapa gasta - Gastador, não tem regra no gastar
- Faz trinta por uma linha - Muito mexido irrequieto
- Não chega p'rá cova
de um dente - É muito pouco |
|
|
O apelido "PINA" |
|
De todos os apelidos
que existem em Loriga, não restam dúvidas que o apelido "Pina"
é o mais comum, pesquisas levadas a efeito conseguiu-se descobrir as raízes
toponímicas desse apelido que aqui registamos. |
|
História do apelido Pina |
|
Nome de raízes toponímicas,
parece derivar da vila de Piña, em Aragão (Espanha). |
|
Em 1288, Fernão Fernandes de
Pina, veio para Portugal na comitiva de D. Isabel, noiva de D. Dinis e depois Rainha
Santa Isabel. Fixou-se em Portugal, bem como seus filhos, que com ele vieram, e através
dos quais se transmitiu este nome, já aportuguesado em Pina, deles descendendo
vários ramos da mesma família. |
|
Usavam Emblema de Armas |
|
Os Pinas do Norte, radicados especialmente
na Guarda usam: de vermelho, uma banda de ouro carregada de um leão de azul
e acompanhada de dois pinheiros verdes, arrancados de prata e frutados de ouro. Timbre:
uma cabeça de leão de ouro, saindo-lhe da boca um ramo de pinheiro do
escudo.
Os Pinas do Sul, fixados particularmente em Montemor-o-Novo, usam: de vermelho, uma
torre de prata, aberta, iluminada e lavrada de azul, assente sobre um monte de sua
cor. Timbre: a torre do escudo. |
|
História do apelido Pina
em Loriga |
|
Em assentos paroquiais de Loriga desde
1560, não existia ninguém ou mesmo havia alguma referência ao apelido
Pina, que só passou a ser referência a partir de 1713. |
|
* |
|
"Pina", é
na verdade dos apelidos mais vulgares em Loriga, sendo mais que certo que este apelido
teve origem numa senhora chamada Margarida
Pinna, natural da localidade de Vinhó
concelho de Gouveia, que casou em segundas núpcias em Loriga, com um senhor
chamado Manuel da Cruz. |
|
* |
|
Carlos Aragão de Pinna - nasceu
em Vinhó concelho de Gouveia cerca do ano 1650, casou com Maria do Anjos e tiverem
duas filhas
Primeira: - Catarina Pina, que foi baptizada a 5.8.1688 - (Cx 177-fol.98/v-rolo 716)
Segunda:- Margarida Pina, que nasceu cerca do ano de 1680 e casou com António
Pedroso em 8.11.1699 (IANTT cX 177 - fol 11/V - rolo 716). Deste casamento, teve duas
filhas Maria de Pina e Isabel de Pina. |
|
Margarida Pina. - Enviuvou e casou em segundas núpcias em 25.5.1713,
com Manuel da Cruz, de Loriga, filho de Constantino da Cruz e de Isabel Gomes, ambos
também de Loriga (IANTT - cx 452. FOL 217
- rolo 868). Deste seu segundo casamento não teve filhos, falecendo em Outubro
de 1745 (IANTT - Rolo 868)
Quando da vinda para Loriga, nos primeiros anos da segunda década do século
XVIII, Margarida Pina trouxe com ela, as suas duas filhas, onde mais tarde vieram a
casar. |
|
A partir de então deu-se inicio
a dois ramos de apelidos PINA, que se foi desenvolvendo em outros muitos mais ramos
da árvore familiar, tal como chegou aos nossos dias, na certeza de que todos
os apelidos "Pina" em Loriga terem em comum Margarida Pina, como a avoenga. |
|
Árvore genética do
apelido "PINA" em Loriga |
|
Margarida Pina
|
Maria Pina |
Isabel de Pina |
|
- Casou em Loriga
por duas vezes. A primeira vez em
08/01/1719, com Manoel Francisco, filho de João
Francisco de Corgas e de Maria Jorge, ambos de Loriga
(IANTT- FOL 233 e 234, Rolo 868.
(Não se sabe se houve filhos)
A segunda vez com António da Fonseca,
Filho de António da Fonseca e Isabel Gouveia. Deste
casamento resultou 9 filhos. |
- Baptizada em 1.3.1702,
sendo seus padrinhos Manuel do
Carmo e Maria Amaro Luis (IANTT - CX.452 - FOL 1, Rolo 867).
Casou em Loriga a 10.5.1725, com João Gouveia, filho de
Gouveia e Catarina Jorge, tendo falecido também em Loriga
com todos os sacramentos em 20.1.1760.
Deste casamento resultou um filho chamado Manuel de Pina.
Seguiram-se os descendentes entre outros, Manuel de Pina
- António de Brito Pina - António de Pina Pires - Maria
Tersa de
Pina - Albano de Pina Melo - António de Pina Melo - António
Herculano Melo. |
|
|
|
A partir daqui começa então
a desenvolver-se as gerações que vieram até aos nossos dias e,
que desta forma tem três séculos de existência o apelido "PINA"
em Loriga. Desta geração actual está incluído o autor desta
Homepage, que tudo leva a crer pertencer à linha de descedência de Maria
Pina. |
|
|
Poema dedicado a
Loriga * |
|

|
Telhados Velhinhos
A roupa a secar
A neve caindo
Crianças sorrindo
E a gente a cantar
Hó terra tão linda
Que há que não diga
Saloias da serra
E cristãs da terra
É assim Loriga
Disse uma graça na ponte
Corre veloz até à fonte
E chega logo à "Carreira"
Lá vai ele como louca
Andando de boca em boca
Percorrendo a terra inteira
Dizem que a aldeia é grande ve lá
Mas se é grande não parece
Na rua é um formigueiro
Desde a ponte à "Carreira"
Toda a gente se conhece |
|
|
* Eugénio Luís Pina
dos Santos. -Emigrante loriguense na Alemanha, que apesar de estar longe não
esquecia sua terra. Poema dedicado a Loriga, publicado no Jornal "A Neve"
(Março 2003) a pedido do mesmo, pouco tempo antes do seu falecimento. |
|
|
Origem dos nomes
Documenta-se aqui a origem dos nomes
próprios usuais em Loriga, uns mais vulgares que outros.
|
- António
(a) - |
|
- Ana - |
|
Este nome poderá
ter a sua origem no latim "antonius" (inestimável) ou no grego
"antheos" (flor). António reflecte uma personalidade frágil
e de grande dependência afectiva para quem constituir família
é a principal meta. Dono de uma grande imaginação e sensibilidade,
o mundo em que vive é só seu. Os detentores do nome António
procuram o equilíbrio, reagem de acordo com os seus sentimentos e têm
necessidade de agradar e de estabelecer laços de paz com quem os cerca.
Gostam do belo e procuram o prazer. A sua faceta extrovertida encontra eco
na forma como comunica. Os planos metafísicos exercem sobre ele uma
grande atracção. |
|
Do hebraico "hanna",
que significa graciosa. Consciente das responsabilidades, pode à primeira
vista parecer um pouco fria. Porém, o seu coração pode
ser quente, mas de uma forma selectiva. Prefere a solidão aos laços
medíocres, a verdade às noções enganadoras. Ana
é uma pessoa com um espírito analítico e moralizador,
mas quando encontra um companheiro à sua altura defende o seu direito
à felicidade com tenacidade. Trata-se de uma pessoa capaz, procura as
coisas que duram e que tendem a melhorar com o tempo, a paz interior, a sabedoria
e a serenidade. |
|
- Adelino/a - |
|
- Alberto - |
|
Tem origem no germânico
"adal" (nobre) e "lind" (doce ou nobre serpente). No feminino,
podemos estar perante umas pessoas cujas características se assemelham
às do nome Adelaide, com a desvantagem de ser preguiçosa. A sua
principal preocupação é a de encontrar alguém a
quem entregar o seu coração. Já os Adelinos são
pessoas preocupadas em atingir a estabilidade, que física quer psíquica,
sendo esta característica a pedra basilar da sua existência. É
um excelente lutador e as adversidades da vida apenas servem para lhe aguçar
a força de vontade. |
|
Deriva de dois termos
germânicos, "adal" e "berth", que significa nobre
célebre e/ou conselheiro dos espíritos. Estamos perante um pensador
solitário que abomina os aspectos frívolos da vida. Trata-se
de uma pessoa racional com uma grande capacidade de trabalho e que acredita
apenas naquilo que vê. Porém, na intimidade pode ser uma pessoa
sentimental e na amizade é fiel. |
|
- Alfredo
- |
|
- Alice - |
|
Nome de origem germânica.
Alfredo é um individualista convicto dono de um carácter sensível
e introvertido. Quando se apaixona, põe de parte a sua individualidade
e pode chegar a fazer muitas concessões, sem que no entanto assuma qualquer
compromisso. Abomina os contratempos que o podem travar. |
|
Nome que deriva
do germânico "adal" (nobre) e "haid" (estirpe). É
geralmente inteligente e dona de uma imaginação fértil,
muito embora a susceptibilidade a possa desequilibrar com facilidade. Pragamática
e sensata no quotidiano, jamais desdenha os prazeres que a vida lhe possa proporcionar. |
|
- Álvaro - |
|
- Artur - |
|
Do germânico
Adalvar que significa nobre guerreiro. Este nome caracteriza uma pessoa com
os pés assentes na terra e com um grande espírito de sacrifício.
Todavia exige dos outros em proporção aquilo que lhes dá.
Gosta comunicar, de dar conselhos e empenha-se de facto em compreender as outras
pessoas. Senhor de uma inteligência aguda é também bastante
susceptível relativamente às suas aspirações. À
parte disso tem um bom sentido de humor. |
|
Do celta Art (urso)
e Ur (grande). A imaginação ocupa um lugar de destaque para o
Artur que muitas vezes confunde os sonhos com a realidade. Tem uma personalidade
complexa e uma grande vivacidade de espírito. Vive o presente em busca
do futuro, mas o passado pode muitas vezes reservar-lhe surpresas desagradáveis
das quais tenta desenvencilhar-se. Encontra a realização e a
paz de espírito na arte. |
|
- Carla/os -
|
|
- Augusto/a - |
|
Este nome tem origem
no germânico "Karl"
- Carla - É uma mulher misteriosa e segura de si, que coloca a verdade
acima de tudo. O mote "mais vale só que mal acompanhada" é
neste caso uma realidade, dado que se trata de uma pessoa que prefere estar
sozinha a ter por companhia alguém medíocre.
- Carlos - No latim significa "Homem" - Carolus, são homens
viril e primam pela emotividade e tudo fazem para que gostem deles e os admirem,
o que não é difícil dado o seu encanto e convicção.Trata-se
de uma pessoa pragmática e optimista, dotado de uma grande dose de criatividade.
Apaixonado pela justiça, é geralmente um bom juiz. |
|
Nome que tem origem
no termo latino "augustos", ou seja, aquele que é majestoso,
consagrado ou digno de veneração. Augusto é rigoroso e
combativo, por vezes, belicoso. É um estratega e um gestor de alto gabarito,
que assume as suas responsabilidades com prazer. Contorna e ultrapassa os obstáculos
que o limitam. Tem um coração generoso.
Já Augusta é idealista,
generosa e dedica-se com intensidade aos projectos ou pessoas que escolhe.
Poder ter algumas crises de identidade e angústias, devido a contrariedades
na sua contribuição para um mundo melhor. |
|
- Beatriz - |
|
- Bruno - |
|
Deriva do latim
"beare", ou seja, aquela que traz felicidade. Inimiga da ociosidade,
está muitas vezes insatisfeita com este mundo. Sofre e revolta-se com
as injustiça e a miséria, pelo que só tem duas alternativas.
A primeira consiste em encontrar o seu príncipe encantado, e espera
na sua torre de marfim. A segunda alternativa é dedicar-se a uma causa
que defenda dignidade humana. Seja como for, Beatriz vive em função
do amor, a única coisa que traz felicidade. |
|
Este nome pode
vir do latim "brunus" ou do germânico "brun", que
em ambos os casos significa moreno. Prima pela incoerência e tenta conciliar
os seus ideais com a realidade que o rodeia, o que nem sempre é fácil.
Todavia é um dos poucos que consegue resolver este paradoxo. Dono de
um pensamento analítico e profundo, não cede às soluções
fáceis, factor que o resguarda dos azares da vida. Convicto e perseverante,
não se deixa abalar pelo infortúnio, podendo muitas vezes atingir
o sucesso. |
|
- Eduardo/a - |
|
- Fernanda/o - |
|
Deriva do latim
Edwardus e do inglês Ead (rico) e weard (guardião) convergindo
no nome Eadweard. Significa guarda das riquezas e indica uma pessoa com muito
talento e dinamismo. É uma pessoa que se realiza em trabalhos que a
estimulem a pensar e a investigar. |
|
Provém
do germânico e significa "audaz/atrevido". Indica uma pessoa
batalhadora, que leva até ao fim tudo aquilo que começa. Outras
características são as ideias inspiradoras e o amor à
liberdade. |
|
- Fátima
- |
|
- Gabriel /a - |
|
Fátima
- Provém do árabe e significa "a mulher perfeita".
São meninas comunicativas, que têm muita facilidade em estabelecer
contactos. Adora mudanças, sobretudo as que lhe permitem conhecer novas
pessoas. |
|
Nome de origem
hebraica. É uma pessoa que impõe respeito às outras, sendo
o significado deste nome de anjo "homem de Deus" ou "o meu protector
é Deus" . É um bom conselheiro e um excelente pai de família. |
|
- Cristina - |
|
- Catarina - |
|
É considerado o feminino
de Cristus e deriva do latim tardio Christina. É, então, um nome
de inspiração religiosa. Deriva do nome latino "Christina".
A procura do verdadeiro amor, orientada pela lealdade e dignidade, rege a sua
existência. Ainda que numa primeira análise possa parecer uma
pessoa algo mundana, é no entanto dotada para a diplomacia e dona de
uma grande curiosidade. Desta última característica resulta uma
mulher que não se furta às aventuras mais ousadas. Uma mulher
carinhosa que todavia vai ao encontro dos mais básicos padrões
de vida actuais. |
|
Deriva do latim medieval Catharina
e do grego Katharós, uma derivação do nome da deusa Ekáte
e significa "puro". Trata-se de um nome ao qual se atribui um espírito
inseguro e sonhador. Vive de acordo com as emoções do momento,
o que lhe confere a particularidade de tão depressa estar contente,
como assustada. Joga a seu favor uma grande dose de intuição
e de persistência, bem como uma excelente capacidade de persuasão
e feminilidade. |
|
- Carolina - |
|
- Nuno - |
|
Estamos perante
mais uma derivação do nome "Carlos". As baptizadas
com este nome evidenciam uma grande tendência para se integrarem bem
na sociedade e de aí alcançarem o reconhecimento. Senhora de
uma personalidade excêntrica e de um temperamento original, acha essa
mesma sociedade onde se insere conformista e preconceituosa. |
|
É um nome
de origem latina e deriva de "nono". É normalmente um rapaz
que tem uma grande necessidade de se afirmar enquanto pessoa, bem como de atender
ao seu ego exigente. Pode ser possessivo com a amada. |
|
|
|
Loriga &
Sacavém |
|

|
Laços de união
a todos os niveis, tem unido desde sempre
estas duas localidades.
*
Nas décadas de 1950-60 era significativo o grande
número de Loriguenses a viverem em Sacavém,
considerado até por muitos:- uma Loriga em segunda
versão.
*
Em Loriga foi dado o nome de "Rua de Sacavém" a uma
das suas ruas.
Uma rua com o nome de Loriga passou também a figurar na Toponímia
de Sacavém.
*
É em Sacavém que se encontra sediada uma das
Associações Loriguenses existentes fora de Loriga.
-A N A L O R-
Associação dos Naturais e Amigos de Loriga
Rua Sport Sacavanense Lote 30
(Quinta do Património)
2685 - Sacavém
Telef. 21/9417640 - Fax. 21/ 9400515
e.mail: analor@netcabo.pt
É da Propriédade,
Administração e Redação da ANALOR
o Jornal "Garganta de Loriga"
editado em Sacavém e que chega aos Loriguenses
espalhados pelo mundo.
e.mail: gargantaloriga@netcabo.pt
Em 1 de Junho de 1996
procedeu-se à Geminação de Loriga e Sacavém,
sendo nesse ambito assinado pelas respectivas Juntas
os acordos de cooperação. |
|
|
|
Rancho Fóclorico
Loriguense
|
** |

|
** |
|
|
Ano 1952
Primeiro Rancho Folclore Loriguense, criado em Sacavém |
|
** |
|
Canção de Loriga |
|
Loriga escuta teus
filhos
Que te querem visitar
Com canções e estribilhos
Que te querem vir saudar
|
|
São saudades
dos ausentes
Que sempre recebes bem
Que te trazem como presentes
Saudações de Sacavém |
|
Coro
Loriga, é tão linda a nossa terra
Loriga, não há para nós outra igual
Loriga, és a estrela da serra
Mais linda de Portugal
|
|
Esta voz que nos anima
É para nós nosso querer
Em cada verso, um rima
Para cantar-te até morrer
|
|
Querida terra tão
amada
És toda a nossa paixão
És por Deus abençoada
Loriga do coração
|
|
|
|
Canção cantada
pelo Rancho Folclore dos Naturais de Loriga em 1952 |
|
|
|
Não existe
nada igual * |
|
I
Para rever a minha terra
Pensei sobre ela falar
Fica na encosta da serra
É Loriga. É um altar |
V
Caixão da moura e os poços
Até a nossa ribeira
São de Loriga são nossos
Produtos de brincadeira |
IX
Do Reboleiro lembranças
Do Vinhô só recordar
Da Barroca outras andanças
Do passado é bom falar |
|
II
Da Portela do arão
Até Loriga avistar
Não é nenhuma ilusão
É lindo é de encantar |
VI
De beleza de penedas
E mesmo a Fonte do Vale
Fonte do Mouro, Represas
São encantos sem igual |
X
O que fica por lembrar
A volta, o Porto e outros
Poço Zé Lages, brincar
Recordações de garotos |
|
III
Paisagem que faz inveja
Saudade que se sentia
Em rever aquela igreja
De Nossa Senhora da Guia |
VII
Já penso no alto da serra
Penha dos Abutres, Gato
São coisas da nossa terra
Bem lindas com neve e mato |
XI
Penso que está tudo dito
E para mim foi um prazer
Solto agora o meu grito
Deixem Loriga crescer. |
|
IV
Passando a Ponte Nova
Todo o espanto que encerra
Do trovador sua trova
Doa cantos à nossa terra |
VIII
A Casa dos Ingleses
E também o Surgaçal
São encantos e belezas
Que não existe nada igual |
* José Ferreira
|
|
|
|
Grupo Desportivo
Loriguense
- Recortes de História de 75 Anos de existência -
|
São 75
anos de história da mais popular colectividade de Loriga, fundada
a 8 de Abril de 1934, com os festejos programados para o dia 19 de
Abril para comemorar esta importante data das Bodas de Diamante, com
um atraente programa que oportunamente será divulgado.
Desporto, cultura e o meio social, são sem dúvida os
temas marcantes ao longo da sua existência e que vamos recordar. |
|
|
I - O Grupo e
a sua Sede
Situada na Rua Viriato
(Terreiro do Fundo) é sem margem para dúvidas, um local
acolhedor enraizado nos loriguenses, onde todos parecem ter uma história
para contar. São recordações de gerações
que por ali passaram, porque foi sempre um ponto de encontro, de convívio
social, de passatempo, entretimento, jogos, leitura, enfim uma casa
que está bem marcada no povo loriguense.
Hoje com acesso gratuito à internet, ao dispor dos associados
e com um grande ecrã plasma, acompanha os tempos presentes,
no entanto, está ainda na memória de muitos, quando ali
não havia televisão, existia o velho rádio, onde
junto a ele muitos se reuniam para ouvir os relatos da bola ou os programas
dos discos pedidos ou outros. Até que surgiu a televisão,
para então sim, a Sede do Grupo Desportivo encher-se completamente
de pessoas, para ali assistirem a muitos dos programas em voga na altura,
passando essa caixinha que modificou o mundo, a ser uma mais-valia
para o Grupo Desportivo.
A velha mesa de Bilhar, ainda ali bem silenciosa e no mesmo local,
muito terá que contar, eral ali que muitos desenvolviam a sua
habilidade e arte de bem jogar Bilhar, que se diga de passagem, havia
bons executantes, muitos mesmo verdadeiramente habilidosos, autênticos
campeões.
As mesas que quase diariamente servem de entretimento para jogar às
cartas, quantas gerações que por elas passaram e, quantas
histórias ficaram por contar.
Um pequeno bar, espera por todos que ali vão, num ambiente de
amizade e também muitos de nós, principalmente os ausentes,
aproveitam para uns momentos de agradável cavaqueira
com os amigos e assim pondo a conversa em dia.
Tudo isto, conjugado com os troféus e as várias fotos
pelas paredes, são lembranças de um passado que continua
bem presente, que foi e continua a ser a Sede do nosso Grupo Desportivo
uma casa de todos e para todos. |
|

|
|
|
|

|
|
Sede do Grupo Desportivo
Loriguenses |
|
|
***** |
|
|
II - O Grupo e os campos
de futebol
O desporto foi sem dúvida
o mote para a fundação do Grupo Desportivo Loriguense, que de
certa forma tem marcado a história desta colectividade através
dos seus setenta e cinco anos de existência.
Uma ideia de objectividade para o futebol, marcou sempre uma certa motivação
e orientação ao longo da sua existência, que apesar de
nunca se ter atingido patamares elevados, não deixou por isso de o Grupo
Desportivo ter nos loriguenses aquele carinho de verdadeira dimensão,
que todos lhe dedicam.
Um campo de futebol adequado, foi desde sempre um complemento de carência
do Grupo Desportivo, que parece se ter tornado numa realidade longe de atingir,
no entanto, o existente é um local de recortes de histórias que
merece ser recordado, quantas gerações por ali passadas, que
mesmo sem condições davam tudo para ali jogarem à bola.
Falamos aqui hoje dos
campos de futebol e suas histórias
O primeiro campo de futebol
que há memória estava situado lá para os lados da Campa,
depois segui-se um outro que estava situado no Surgaçal, bastante longe
da vila, sendo que os treinos eram realizados no Recinto da Nossa Senhora da
Guia ou na estrada. Mais tarde e sabendo-se que havia um terreno na Fonte Sagrada,
por cima da Vista Alegre, foi o mesmo pedido à proprietária D.
Amália Pina, que foi colaborante, sendo efectuada a terraplanagem do
mesmo, que passou a ser o novo campo de futebol até finais da década
de 1940 e principio da década de 1950.
Como a compra daquele terreno nunca foi concretizada, foi procurado outro terreno
e, nas "Casinhas"
junto às "Resteves"
estava a solução, uma vez que havia ali um terreno mais plano.
No ano de 1952 foi então inaugurado o campo. Foi nesta altura também
que se conheceu um certo entusiasmo que atingiu o auge nos anos seguintes,
mas foi sol de pouca dura, poucos anos depois a população jovem
começou a dar-se ao desinteresse, apesar de nessa época ter havido
uma tentativa no sentido da inscrição nos campeonatos regionais.
Entretanto, este campo passou a ser durante muitos anos uma dor de cabeça
profunda para os atletas e direcções que passaram pelo Grupo
Desportivo, porque todos os invernos as chuvas levavam parte do campo, que
ia sendo reparado e que absolvia grande parte das receitas. Na década
de 1970, foram finalmente efectuadas as grandes obras para a solução
do problema, foram construídos muros altos de suporte e ao mesmo tempo
efectuada a arborização das barreiras, ficando assim pontualmente
o problema resolvido.
O actual Campo de Jogos pertence ao Grupo Desportivo, que o adquiriu definitivamente
em 1961 por 14.000$00, importância em parte oferecida por um Loriguense
residente no Congo, António Lemos Leitão, que contribuiu com
a quantia de 6.000$00. |
|

|
|
Actaul campo situado nas "Casinhas" |
|
*** |
|

|
|
Foto tirada no Campo da Fonte
Sagrada - Ano 1940 *
* Esta equipa de futebol representava
também o Sindicato dos Lanifícios de Loriga, como aqui se documenta,
foto esta datada da década de 1940, que chegou até a estar exposta
na antiga sede do Sindicato. Identificam-se os cinco directores da esquerda
para a direita que são:- Jeremias Alves Pereira, José Mendes
Lages, Mário da Benedita da Avó, seu irmão Joaquim, e
António Rifona. Pena é
não podermos identificar de momento os respectivos jogadores. |
|
*** |
|

|
|
Uma das Equipes do GDL na década
de 1940
(Legenda incompleta - Solicita-se ajuda para se poder completar) |
|
*** |
|

|
|
Equipe do GDL - Década
de 1950 |
|
|
***** |
|
III - O Grupo e recordar
o futebol
O futebol foi sem dúvida
a modalidade desportiva que mais enriqueceu a história do Grupo Desportivo
Loriguense ao longo destes 75 anos. É certo, que nunca foi atingido
um meio competitivo elevado, que com pena podemos lamentar se ter quedado apenas
na prática a nível distrital, que no entanto e, apesar disso,
a existência do potencial humano foi sempre de alto nível e que
ficou para sempre gravado na memória de todos aqueles, que ainda disso
se recordam, onde acima de tudo foi sempre bem visivel toda uma dedicação
e amor desportivo em prol do seu Grupo, a mais popular colectividade loriguense.
Aqui se documenta mais equipas de futebol ao longo da sua
história, que "se recordar é
viver", vamos pois viver momentos de recordações. |
|

|
|
Equipa do GDL finais da década
de 1950 |
|
***
|

|
|
Equipa do GDL principios
da década de 1960 |
|
|
*** |
|

|
|
Equipa do GDL nos principios
da década de 1950 |
|
*** |
|

|
|
Equipa do GDL na década
de 1940/50 |
|
|
***** |
|
IV - O Grupo e e o conceito associativo
O popular Grupo Desportivo
Loriguense a completar 75 Anos da sua existência, tem uma história
rica de humanidade, onde desponta como registo as muitas direcções
que por ali passaram, curiosamente até gerações de famílias,
todos movidos no mesmo ideal de fazerem o melhor que podiam por esta colectividade
loriguense.
Recuando no tempo e a épocas passadas, lembramos o privilégio
que parecia haver nas pessoas em serem directores do Grupo Desportivo, parecendo
até existir em todos elas o lema de um dever como associado. Hoje a
realidade é muito diferente, também tendo em conta que os tempos
são outros e, que hoje em dia o associativismo é um problema
generalizado por todo o lado, que torna os actuais tempos muito difíceis,
por isso, inerente nas mesmas sempre dificuldades do velho problema para ocupação
de cargos sociais em qualquer associação, que leva por vezes
também a dizer-se que o associativismo já não é
o que era.
O Grupo Desportivo Loriguense não foge à regra, chegada a hora,
as sempre mesmas dificuldades para a ocupação de cargos nos órgãos
sociais, com pessoas de mais carolice a empreenderem esforços no sentido
de conseguirem o preenchimento de lugares para os Corpos Gerentes, estando
ainda a vir-nos à memória, as últimas eleições
para eleger os actuais órgãos sociais do Grupo Desportivo, só
conseguido na Assembleia Geral convocada para o efeito.
Ao longo de mais de sete décadas de história, foram na verdade
de registo o trabalho desenvolvido por muitas das direcções do
Grupo Desportivo, quando por vezes não havia meios de sobrevivência,
mas que o espírito dinamismo e a vontade expressa de não verem
acabar uma colectividade, tudo era feito de forma que o Grupo Desportivo continuasse
bem vivo e que todos continuassem a ter aquele carinho especial, que diga-se
de passagem, foi sempre uma mística que existiu para com esta associação,
por parte da generalidade dos loriguenses.
Poderíamos recordar aqui nomes que passaram pelas direcções
ao longo de todos estes setenta e cinco anos de existência, e que muito
se notabilizaram, seria verdadeiramente interessante e gratificante fazê-lo,
só que também poderíamos eventualmente cair no erro e
involuntariamente omitir-se outros mais.
São de facto mais de sete décadas de existência, que em
conclusão se tem a plena certeza de que todos, mas mesmo todos, que
passaram pelos órgãos sociais do Grupo Desportivo, deram o melhor
de si e tudo fizeram dentro do possível para que esta popular colectividade
chegasse até aos nossos dias, para aqui estarmos a comemorar tão
importante data, por isso, as gerações actuais tem por dever
terem para com as direcções que passaram pelo velhinho Grupo
Desportivo, um reconhecimento e porque não um BEM-HAJA DE GRATIDÃO.
Como o temos vindo a fazer,
continuamos a recordar as equipas de futebol do Grupo Desportivo, por isso
aqui documentamos mais algumas. |
|

|
|
Equipa do GDL no Ano de 1966 |
|
***
|

|

|
|
Equipa do GDL década
de 1980 |
Equipa do GDL década
de 1990 |
|
|
*** |
|

|
|
Equipa do GDL de futebol de
salão, ou Futsal como hoje se diz - Ano 1996 |
|
|
***** |
|
V - O
Grupo e o conceito social
Recordar o
Grupo Desportivo Loriguense no seu conceito social é
sem dúvida de enorme relevância, onde o convívio
e amizade esteve sempre presente na sua sede, onde hoje ainda
se continua a matar saudades e também viver-se recordações.
Jogar as cartas é sem dúvida um meio de entretimento
que se arrasta nos tempos e que foi passando de gerações
para gerações. Mas os matraquilhos e o bilhar
tiveram também sempre uma presença muito praticada
entre os associados do Grupo Desportivo.
O "Bingo" hoje modernamente assim falado, continua
a ser jogado no Grupo Desportivo, tal como em tempos passados
que era popularmente chamado por "Quino", por isso,
faz também parte da história desta colectividade
no seu conceito social.
Recuando no tempo, normalmente era nas noites do inverno que
mais se jogava ao "Quino" que por sinal era muito
concorrido. Está ainda nas memórias de muitos
essas noites, que ao mesmo tempo eram de um verdadeiro convívio
social, amizade e entretimento.
Nesta comemoração das Bodas de Diamante do Grupo
Desportivo, cabe aqui também recordar essas noites de
jogar o "Quino" e o tradicional cantar dos números
que todos eles eram apelidados. Havia nessas épocas
grandes "cantadores" que tinham maneira típica
loriguense de anunciar os números que iam saindo da
já roçada velha "taleiga" tornando
um ambiente de divertimento e boa disposição,
independente de quem tinha a sorte de ganhar.
Um desses "cantadores" e talvez o maior era sem dúvida
o Abílio "Cardeira", recentemente falecido,
a ele se devendo até muitos dos apelidados nomes atribuídos
aos números que faziam parte do "Quino". Recorde-se
que chegou até haver sessões em que os números
de 1 a 90, todos eles tinham um nome e o "cantador"
apenas dizia esse nome, porque normalmente já a maioria
dos jogadores estavam familiarizados com eles.
A memória por vezes vai falhando, por isso, alguns desses
nomes já se foram esquecendo através dos tempos.
Há cerca de pouco mais de três meses e ainda em
conversa com o Abílio "Cardeira", foi possível
recordarmos alguns desses apelidados muitos números,
que fui tomando apontamentos, com a ideia de aqui registar,
para assim não mais se esquecerem, porque também
eles fazem parte da história de Loriga. Foi de facto
o último legado que o nosso amigo Abílio nos
deixou antes de partir para sempre e que hoje aqui registamos
em sua memória. |
|
|
|
1-Pilinhas
2-Um Marreco
3-Cardeira
4-Uma cadeira
5-Cisco
6-Meia dúzia
7-Uma machada
8-Um biscoito
9-Nobrega
10-Uma Dezena
11- Pernas da Palmira
12-Uma Dúzia
13-Nossa Senhora de Fátima
14-Cu a todos
15-Quinzinho da mamã
-
-17-Borracho
18-Quinoi
19-Inspecção
20-Duas dezenas
21-Pum
22-Dois marrecos
23-Perdeu-se no Grupo
24-Duas dúzias
25-Um Quarteirão
--
28- Marrada no tanque
29-Padre Prata
30-Três Dezenas
31-Magala
32-Chias |
33-Anos Cristo
-
35-Trinquinhas
----
40 - Quarentona
---
44-Duas cadeiras
-----
50-Meio Cento
51-Burro a mijar numa esquina
---
55-Dois cachorros
----
60-Seis dezenas
--------
69-para cima para baixo
para todos os lados
70-Sete dezenas
------
77-Duas machadas
--
80-Belga
-------
88-Dois biscoitos
ou
Joaquim dos óculos
-
90-Doutor Bandeira
ou
Nas ventas |
|
|
|
Solicita-se a todos aqueles
que se lembrem de mais alguns dos nomes apelidados em falta que queiram contribuir
para completar esta lista, é entrar em contacto. |
|
|
***** |
|
VI - O Grupo no conceito
cultural
A nível desportivo
e social é sem dúvida o que mais tem marcado a existência
do Grupo Desportivo Loriguense ao longo destes setenta e cinco anos de existência,
que se deve sempre enaltecer.
No entanto, de maneira alguma pode ser esquecido o empenhamento a nível
cultural, que na realidade tem tido um papel de relevo, muito associado através
dos tempos nas grandes sessões teatrais e variedades musicais, que sempre
foram fazendo parte do Grupo Desportivo, uma vezes mais acentuadas que outras.
Com a construção do Salão Paroquial nas meadas da década
de 1940, que passou a ser mais conhecido por "Residência" passou
a existir em Loriga um lugar próprio e adequado, para realização
de representações, surgindo então na ideia das pessoas
ligadas ao Grupo Desportivo, um meio de angariação de fundos,
ao mesmo tempo sabendo-se de existirem em Loriga pessoas com uma certa iniciativa
e também um certo talento em representar.
Desde então o Grupo Desportivo destacou-se na organização
de sessões teatrais e variedades musicais, com maior realce nas décadas
de 50, 60 e 70, que ficaram para sempre na memória de muitos loriguenses,
que apesar das precárias condições, foram representadas
grandes peças teatrais de drama e comédia, bem como, as grandes
sessões musicais em que despontava as Melodias de Sempre ou musica de
êxitos na altura, que encantava toda uma assistência que enchia
sempre o Salão Paroquial.
Como se disse, nessas décadas havia em Loriga pessoas de grande talento
na arte de representar e também grande e belas vozes a cantar, que ainda
hoje permanecem na memória de muitos.
Mesmo assim e tendo em conta de os tempos serem outros, o mote cultural continua
a manter-se bem presente no idealismo do popular Grupo Desportivo, a comemorar
os setenta e cinco anos da sua fundação. |
|
|
|
A peça teatral "Casa
de Pais" - Ano 1973 |
|
|
|
|
|
Uma ajuda para com mais rapidez
entrar no tema do seu interesse |
|
|
Set/1999 - net/prod.© c.Site
AMMPina
(Ano 2010) |